22.9.05

Ajudar a mudar

Ajudar a mudar


Ás vezes as pessoas acham que nos estão a ajudar quando nos dão a possibilidade de continuar mais um pouco. Uma ajuda para manter as coisas a rolar.

É uma ajuda bem-vinda, claro. E quase sempre com a melhor intenção.

Mas a verdadeira ajuda é aquela que nos permite mudar. Evoluir. Suplantar os nossos limites e expandirmo-nos. Ganhar auto-suficiência e liberdade.

E para isso o $ não é a ajuda principal. Muitas vezes basta um voto de confiança e incentivo.

Muitas vezes basta que não atrapalhem somando aos nossos medos e limitações, os seus!

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21.9.05

Ishwara pranidana

STRESS

O Stress ocorre quando as solicitações são maiores do que a capacidade de lhes dar resposta.
Também por isso o Yôga costuma ser tão bom. Aumenta a energia e logo a capacidade de dar mais "resposta" a maiores solicitações!
Mas acho que ainda muito mais stressante do que ter muita coisa pra fazer ao mesmo tempo, é a indefinição!
Não saber o quê, o como , o quando, o onde, o com quem...
Isso impede que nos concentremos. Despedaça um homem! É a loucura!!!
O Yôga da-nos mais conhecimento para responder a todas essas perguntas. Aumenta a concentração e nisso nos mostar o valor da mesma. É esse o caminho. Mas isso, muitas vezes, apenas nos coloca mais de frente a nós mesmos, com muitas possibilidades maravilhosas mas também com as nossas limitações, medos e incapacidades. São provas e simultaneamente oportunidades.
Ensina-nos a deixar fluir. Mas mesmo a fluir há certos momentos que são de decisão. De tensão. De luta e confrontação.
Muitas vezes não há nada a fazer! O que não tem remédio remediado está. E o que não mata deixa-nos mais fortes!
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17.9.05

Yôga é anti-místico!


Não sou místico e não gosto de misticismos.

No entanto, nada tenho contra quem é e gosta. Procuro ser bem tolerante nisso já que nós, os não místicos, estamos em desvantagem numérica!

Místico é mistério. É o que não se sabe. É ignorância. Místicos são os que vivem do que não sabem e para o que não sabem. Agem em função do desconhecido. Buscam o desconhecido, através do desconhecimento… Em geral, cultuam essa forma de estar pois isso cria um ambiente onde podem ignorar a sua própria ignorância e sentirem-se bem consigo mesmos. E até iludir os outros envolvendo-os em teias de supostos segredos misteriosos!

Yôga é conhecimento.
Logo não combina com misticismo. Aliás, dissipa os misticismos!

O Yôga é um processo de iluminação. Iluminação de…luz! Luz que é o conhecimento. No mesmo sentido do iluminismo do Renascimento, em que os da altura se renovaram e iluminaram com os novos conhecimentos que adquiriram e geraram através das viagens e descobertas.

A luz dos Yôgis é o conhecimento de si mesmos e do mundo.

Yôga é conhecer a si mesmo, por si mesmo, em si mesmo!

É um prazer imenso perceber, entender e partilhar conhecimentos. Nomeadamente para quem ama a filosofia.

Não precisamos de fantasias delirantes. Dispensam-se fantasias acerca de explosões de luzes, sensações estranhas e extraordinárias, visões delirantes e “diferentes”. Dispensam-se conversas fascinantes acerca de poderes incríveis e sedutores.

Não há grandes segredos a desvendar (a não ser talvez esse mesmo!).

O conhecimento em si basta.
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15.9.05

Liberdade de expressão?

Este blog é um espaço de manifestação pessoal.

Em geral, o que aqui escrevo é meu. Original.

Sem grandes pretensões sobre a originalidade. Para mim a originalidade é um recriar, um relembrar, um refazer. Um (re)dizer as mesmas coisas de uma maneira que já ninguém se lembra…

Imagino que o blog não seja muito escrutinado. E até prefiro assim, pois isso permite-me uma liberdade quase…intima!

Escrevo mais para mim mesmo. Como se o blog fosse a minha própria bolha de pensamentos. Escrevo porque isso me ajuda muito a organizar a minha própria estrutura mental. E porque gosto de escrever. Isto é um óptimo treino.

É engraçado como o blog (e os chats) me estão a ajudar a passar da escrita no papel para a escrita digital.

Sou o único responsável por o que aqui escrevo. Especialmente em algum eventual mau sentido.

Não me proíbo de aqui colocar textos de outros, mas dou sempre o crédito devido. E se quero fazer publicidade a algo ou alguém sou bem explícito.

Aqui não represento nenhuma instituição. Não é licito aproveitar alguma coisa minha para extravasar consequências para terceiros.
Sim, sou condicionado. E o Blog também!

Tenho as minhas raízes e influências. E orgulho nelas. Não as nego nem escondo. São familiares, profissionais, amizades, genéticas, institucionais, filosóficas, Mestre, geracionais, etc. Sou influenciado e condicionado por tudo isso e muito mais!

Há um assunto que aparece mais que outros pelo simples facto de ser o assunto central da minha vida.

Aqui não há liberdades absolutas!

Eu (o personagem António Matos) não me sinto absolutamente livre. E por extensão o blog também não o é!

Entre os meus condicionamentos está a preocupação de não ser leviano e com isso prejudicar algo ou alguém de que gosto. Nomeadamente familiares, colegas e amigos, que são mais importantes para mim do que e exibir opinões e coisas que tais.

Naturalmente espero a mesma cortesia da parte dos que eventualmente comentam alguma coisa… E sinto que tenho sido respeitado.

Aos que têm participado eventualmente em algum debate agradeço. Especialmente as criticas e discordâncias, que quando bem colocadas com respeito, são sempre muito enriquecedoras.
Se estiverem afim de abordar algum tema, comentários são bem vindos. No meu blog ou no vosso. Ou em outro canal mais apropriado! Para mim é um prazer pois não é fácil encontrar alguém com quem consigamos falar sobre assuntos filosóficos.

Para muitos isso não interessa ou porque não é a sua área ou por estarem embrenhados no seus problemas quotidianos, etc. Alguns não têm cultura. Outros têm uma tendência emocional e mística. Outros só discutem para polemizar e brigar… Enfim. Uma das coisas que mais falta sinto é de algumas discussões filosóficas, politicas e sociológicas que sempre tive com amigos e família.

Costumo ser bem directo (mesmo quando mando indirectas! Heheheh). Gosto de ser claro e não perder tempo. E ás vezes é com o intuito de provocar mesmo, mas com boa intenção. Se for rude, arrogante, pretensioso, etc, dêem-me um desconto e mandem-me para o car…(LOL!)
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U.S.A.

Os E.U.A cada vez me fascinam mais. Pela sua força e dinamismo. Pela complexidade, pela sua heterogeneidade, etc.

Vários amigos lá têm ido e trazem relatos “in loco”. O mais engraçado é que dizem ser como nos filmes! Em geral, todos gostam bastante. Especialmente do profissionalismo e sentido prático que se revela mais no trabalho, mas também se estende a outros campos, como as relações pessoais, por exemplo.

Um amigo foi a L.A. e trouxe umas observações interessantes.

Lá toda a gente é classificada por raças. A discriminação e separação racial está viva. E o factor principal é ainda e sempre a cor da pele. A cultura subjacente influência também um pouco o rotulo. E claro: o dinheiro tende a esbater todas as barreiras. Os W:A.S.P (White Anglo Saxon Protestant) ainda são a classe racial com uma maior ascendência social. Mas a coisa parece estar a mudar.

Liberdade liberdade!

Na semana em que esteve em L.A. parece que não houve americanos mortos no médio oriente! Perceba-se. No dia antes do embarque houve. No dia de regresso houve. Em nenhum dia durante a estadia americana houve! Onde está a diferença? Nos média. Simplesmente não noticiam mortes de americanos.

A liberdade de expressão no país da liberdade não é, obviamente, totalmente livre.

Não é preciso leis proibitivas. Há outras forças. Pressões imensas pelas audiências e respeito quase servil da opinião pública e das suas ideologias patrióticas muito em voga. Lobbies vários: governamentais; corporativos e empresariais; associações de tudo e mais alguma coisa sempre prontas para processar… Enfim.

Parece-me que o país da democracia e da liberdade é mais democrata do que livre!

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Depressão

Crise sem fim à vista

Há poucos dias estava com um amigo num bar. Por uns momentos contemplei e começou a desenrolar-se uma visão que já não me é nova. Uma visão de crise!

Lá estava tudo a divertir-se, a beber os seus copos e fumar os seus cigarros, ouvindo música em mais um novo e bom bar do Porto.

Que maravilha. Música e diversão e muita gente muito bonita.

Que tristeza. A sensação de que por dentro disso há um vazio cada vez maior. Vazio a vários níveis. Vazio principalmente nas carteiras.

Os portugueses estão endividados. E cada vez mais. O défice do Estado é de novo grande. E não parece parar de crescer. Há sectores industriais que estão a fechar portas, nomeadamente os têxteis, que era dos maiores empregadores. A agricultura não está melhor do que o que sempre foi. E nunca foi grande coisa. A construção civil estagnou. Não há dinheiro para comprar mais casas (nem gente para nelas viver!). O comércio tradicional está quase na missa do sétimo dia! Agora só franchising, na maioria internacional, que portanto revertem parte dos lucros para estrangeiros.

Os países do leste europeu já são concorrentes do presente. A China já é muito mais do que potencial. É uma hiper potência, com um mercado e força demolidores! O Brasil também já é outra potência cada vez menos fácil de ignorar e competir. Já não competimos apenas pela aproximação aos países mais ricos. Temos de nos mexer para não descer a pique na hierarquia do mundo globalizado.

Ainda por cima há o terrorismo e o brutal aumento do preço do petróleo, que estão interligados. Para quem já está em dificuldades este pode bem ser o golpe de misericórdia!

O desemprego aumenta a olhos vistos. Não me surpreendia nada que chegasse aos 15%. Ou mais! Desemprego em grande parte de jovens licenciados. E isso significa crises sociais, e logo politicas, graves. Radicalismos de esquerda e direita devem aumentar dentro em breve.

Não parece que algum governo e partido tenham coragem para fazer reformas na administração sérias, que aliás implicariam ainda mais sacrifícios a todos, pelo menos numa primeira fase. Por isso o estado vai continuar a esbanjar boas doses de riqueza. Metido em quase tudo, atrapalhando quase tudo, gastando quase tudo.

À única indústria que continua a expandir-se é restauração e sobretudo a da vida nocturna. Quiçá uma das melhores do mundo. Mas isso não parece muito positivo. Desde logo porque essa área vive do álcool! Álcool e outras drogas. E não é de vinho português com certeza. Até as drogas são importadas e portanto significam escoamento de lucros para o estrangeiro. Já para não falar que não podemos todos ter e trabalhar em bares!

O Turismo continua a representar riqueza e a demonstrar ainda mais potencial. Mas, a falta de planeamento urbano nos últimos 30 anos foi tão grave que alguns dos melhores recursos naturais foram destruídos! Valha-nos o Sol.

Enfim, estamos de tanga! E desta vez não me parece paranóia derrotista portuguesa.
Os pobres estão a ficar mais pobres. E a classe média, especialmente a assalariada também está a ficar pobre. Os mais abastados mantêm-se sem problemas. Até estão melhor. Mas são poucos.

A maioria da população está a entrar em fase de limite. Na área das dificuldades.

Vão faltar recursos. Principalmente à classe média que estava bem (mal) habituada. Principalmente a nós os filhos, os jovens. A sensação que tenho é que a festa está a acabar. Uma espécie do que aconteceu a Argentina. Mas mais suave.

De quem é a culpa? Do Estado claro! Do Governo… Num pais centralista como o nosso o governo não se safa. Mas o governos são os governos. È muita gente. São portugueses. E acho que até podemos dizer que são alguns dos mais competentes portugueses. Pelo menos dos mais instruídos…

A culpa é do povo. È um estado democrático e liberal. O Povo é sempre o maior responsável. Não se pode demitir.

A culpa é de todos, que como colectividade não soubemos aproveitar a revolução tecnológica em curso e as massivas injecções de capital europeu para dar-mos um salto maior e mais estruturado em frente.

A culpa é de todos por isso morre solteira. E todos pagam!

E soluções?

Rápidas e mágicas não há.

Se não fizermos nada (sacrifícios) apenas continuaremos a cair cada vez mais.

Então o quê?

Não sei. Mas tenho esperanças nas novas gerações. Na sua criatividade e coragem que são no fim de contas o grande activo de qualquer povo. Tenho esperanças em nós mesmos.

Logo se vê.
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8.9.05

Inimigos irmãos

Dinâmicas imparáveis

Um dos fenómenos que menos aprecio nas coisas em geral, e naquelas de que faço parte em especial, são as tendências devocionais que rapidamente se encaminham para fanatismos sectários e antagonizantes.

Mas ainda pior do que os fanatismos PRÓ alguma coisa, são os fanatismos ANTI. Os que se geram contra e para destruir e combater outras coisas e pessoas.

Pior ainda é quando esses ser anti, o são anti mim! Aí sou obrigado a escolher um mal menor. Mas ainda assim um mal!

E o pior é que essas forças formam uma dinâmica antagónica que se alimenta e reforça mutuamente, como se a Vida gosta-se da fricção e alimenta-se equilíbrios que mantenham as oposições. Oposições que parecem surgir e ser tanto maiores quanto menos óbvias e desejadas são (por exemplo: religião X ciências; entre marido e mulher; entre clubes quase iguais; numa simples discussão em que as partes pensem e querem quase o mesmo, mas não resistem a gladiar argumentos cada vez mais afastados; etc.).

No fundo, as partes querem aproximar-se, compreender-se e integrar-se. Mas são egoístas. Logo querem que a aproximação seja uma aproximação a si. Aos seus pontos de vista. Ás suas verdades. Aos seus desejos e intentos. Assim, a dinâmica antagónica começa por quase nada e logo os egos começam mutuamente a tentar aproximar a outra parte para o seu lado. Em pouco tempo estão cada vez mais afastados, com cada lado mais para o lado em que está continuamente a querer influenciar a outra parte! Paradoxal…

Caso se formem forças para combater a dinâmica dualista, ambos os lados se unem a combatê-las, para que depois possam voltar a brigar como deve ser! A força contra a dinâmica é a mais rápida e facilmente absorvida pela própria dinâmica. E acaba por reforçá-la.

Mas, se nada fizermos, mesmo que seja para não alimentar-mos a guerra, isso que não queremos cresce à mesma.

Depois dessas coisas começarem não é fácil pará-las. Mesmo se já ninguém se lembre porquê começou! Na maioria das vezes não há volta a dar-lhe.

O que tem de ser tem muita força!

António
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União, integração e…EGO!

Uma reflexão sobre o Yôga, os Yôgins, e a vida em sociedade.

(Este autor desde já esclarece que o tom irónico e até jocoso de algumas partes em nada pretende retirar o valor ao Yôga ou aos Yôgins. Afinal, sou um deles! A brincar se dizem coisas sérias. E o que seria se não conseguíssemos rir de nós mesmos! Não se melindre.)

Yôga é uma filosofia de vida pratica (técnica) que visa levar ao … Yôga!

Yôga é um estado de consciência de…Yôga!

Yôga é União. União no sentido de integração. Integração no todo. Com tudo e todos, numa Unidade, sem princípios nem fins. Integração numa realidade que simplesmente…é!

Pois. Simplesmente é!

É.

E daí?

Continuando…

No estado de consciência de Yôga o ego dissolve-se na Unidade. A personalidade deixa de fazer sentido como algo separado e diferente de tudo o resto. Não mais há o eu, o ego, separado e isolado. As identidades dissolvem-se pois integram-se numa coisa só: o ser. Ser que existe em recriação permanente, numa mudança sem principio nem fim, que “simplesmente é”!

No estado de Yôga…

Ainda mais transcendente: o Yôgi identifica-se como sendo, não essa realidade, mas sim a consciência dessa realidade, e a observa. “Simplesmente a contempla”. A realidade é, na verdade, a própria consciência da realidade!

Que profundo! Que metafísico!

Nesse estado de consciência transcendente, o Yôgi liberta-se de todas as angústias do mundo egóico, fenoménico e efémero. Nomeadamente da solidão e da morte. Afinal, ele é tudo, é pleno e infinito! È a própria consciência do todo infinito! Ele simplesmente é. Existe.

Através de um mergulho em si mesmo, por aceder ao conhecimento (à consciência) do que é, o Yôgi realiza, em si mesmo, mais do que qualquer ideologia utópica alguma vez sonhou, definiu e realizou!

Que bonito! Que tentador!

Sim. Tudo isso é lindo. E real.

Isso é tão real como transcendente. Tão verdadeiro como intangível.

O que é tangível são os fenómenos, as mudanças, as diferenças, os nomes, as personalidades. Os egos.

O Ego

O Ego. A consciência egoísta.

Em sociedade, para os outros, sou o António Matos (um chato do pior!). A nossa real identidade (que “simplesmente é”) pode ser absolutamente livre, mas na realidade social a liberdade é limitada e condicionada pela LIBERDADE dos outros. Ou seja, pelo nosso PODER em relação ao dos outros.

O ego identifica-se como algo diferente e separado, o Eu. Aquele eu que identificamos como algo distinto, autónomo e individual. Que leva nomes próprios e tudo: António; Portugal; Toyota; orquídea; Microsoft; Benfica; etc…

Na vida em sociedade é o Ego que é reconhecido. Para os outros(egos) o que existe é o ego.

E o ego é…egoísta!

O ego vive apavorado com a sua efemeridade, a que chama morte. Atormentado por ser absolutamente descartável pela Vida que o comanda. Sempre atrás de prazeres que são tão limitados como o sofrimento é garantido. Pois a Vida é dinâmica, é mudança, é recriação. E a dinâmica estimula-se pela interacção de opostos. A Vida precisa que os egos se achem diferentes e que se antagonizem. Se combatam energicamente para sobreviver. A Vida vai-se alimentando dos egos para ela própria continuar a viver…E assim os egos alimentam e se alimentam dos dualismos dialécticos. E são tão mais vivos quanto maior for a energia libertada pelas suas fricções. Tudo acaba por se equilibrar todos naquilo a que chamamos evolução. E por maior que seja o esforço ele acaba sempre na grande dissolução a que chamamos morte.

É triste ser ego. Mas para o ego, ser ego é irresistível!

Ser ego é ser só parte. É ser contraditório, instável e efémero. È ser inacabado, condicionado, insatisfeito e dependente. É estar isolado. È não compreender e não ser compreendido. È procurar sempre encontrar-se mas não ter meta onde parar. E procurar sempre integrar-se e ser coerente e nunca o ser. É ansiar por aquilo que nunca é: completo, integro. É querer suplantar a sua própria condição e quando o consegue percebe que não havia nada a ser suplantado. É ser iludido. É ser a sua própria ilusão!

E é isso que nós todos somos uns para os outros, em sociedade.
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Continuação

E os Yôgis que já transcenderam o ego?

O Yôga serve para transcender o ego. O Yôga é ser algo além do ego. Mas o ego continua a existir!!! Os iluminados são diferentes em quê? Como é a transcendência tangível e susceptível de ser reconhecida e valorizada?

Diria que a procura de diferenças, de utilidades e reconhecimento é um sinal óbvio de egoísmo (consciência egóica).

A transcendência é…transcendente! Não se concretiza.

O que existe em sociedade são egos.

O ego continua a existir, sendo a sua própria ilusão.

Os Yôgis transcenderam o ego, não o destruíram ou anularam. Nem o abandonaram.

Os Yôgis continuam a Ter um ego. Mesmo que não se identifiquem como sendo isso.

E é esse ego que é participante do mundo, com as suas perspectivas, limitações e objectivos.

Posso ser iluminado, mas quem participa em sociedade e é reconhecido e valorizado (mesmo que negativamente) é o António Matos.
Não o “simplesmente é”!


Mas então qual a relevância social da iluminação?

Não tem!

Repito: Transcendente é transcendente! Não é algo do mundo fenoménico.

Por isso alguns Yôgis vão para uma gruta na montanha, tornam-se eremitas e procuram que o seu ego participe o mínimo possível da Vida. Transcendem o ego e demitem-se da Vida. Fazem tudo o que é possível para fazer o mínimo possível! Para não chatear e não se chatearem (de certa forma mantém algo de egoísta). O que queriam mesmo seria simplesmente contemplar a existência, mas têm que aguentar também o existir!

Outros fazem algo parecido mas mantendo-se mais dentro da civilização. Afinal, tudo é natureza (Prakriti), montanha ou cidade! Para quê esperar a grande dissolução sozinho e pobre. Ao menos ainda desfrutam qualquer coisa pelo caminho.

A maioria, no entanto, faz opção diversa. A maioria opta pela via…egoísta!

Há muitos que têm uma visão teleológica da evolução. Acham que todos estamos a progredir para alguma coisa. Para uma iluminação geral, ou coisa que o valha!( Parece-me, no entanto, que esta visão da história é contraditória com a versão de transcendência que dei no inicio: “simplesmente é, sem principio nem fim…”)

Logo o seu conhecimento iluminado é fulcral para continuar e acelerar esse processo. Por valorizar tanto o seu conhecimento querem partilhá-lo e expandi-lo, para que mais egos se libertem também. Muitos tornam-se instrutores de Yôga.

E também há muitos que não são movidos por tão nobres ideais. Simplesmente gozam do poder que os conhecimentos adquiridos sobre si e sobre o mundo lhe conferem. Aí o conhecimento transcendente acaba por servir para reforçar o próprio ego! (Tudo isto é um pouco paradoxal)

O facto de já não se identificarem como sendo o ego permite que o tratem com menos medos. Afinal, não é sobre si que as consequências kármicas recaem! É fácil lançar o ego numa consolada libertinagem, soltando-o de preconceitos e limites e permitindo que ele se satisfaça em desejos e sonhos tão reais como ele próprio! (Por isso o Yôga deve ser precedido de uma estruturação ética do Yôgin).

Independentemente das boas intenções ou falta delas, os “transcendentes” têm e usam o seu ego. Ou são usados por ele…Aliás: a própria vontade de transcender as limitações do ego costuma ser uma ambição bastante egoísta!

Enfim!

É engraçado observar como cada um lida com todos estes conceitos (União, liberdade, ego, etc.), especialmente no próprio contexto do Yôga.

É muito comum neste meio ver gente contra tudo e todos, sempre prontos a disparar uma histérica acusação de ego e condicionamento em relação a qualquer afirmação que se faça. Qualquer coisa, especialmente que tenha a ver com regras e ordem social, já pode contar com alguém do contra. Sempre em nome da liberdade claro. Qual liberdade, ou de quem? Sabe-se lá…deve ser a do Yôga, a transcendente!

Outra coisa bastante interessante são os casos que anunciam a viva voz a sua libertação/iluminação: “Sou Uno; Simplesmente sou; Sou livre; Sou livre; Sou livre; …”! Pronto, ok. Está bem, está bem, já se ouviu. Não se percebe se é apenas uma necessidade incontrolável de exibir a liberdade, ou se simplesmente se estão a tentar convencer a eles mesmos! O que é certo é que ninguém gosta ouvir. Ou por inveja ou por decoro…

Aliás, embora o Yôga deva servir para atingir a transcendência, parece “ficar mal” ter pretensões a isso. Só o pretendê-lo já é mais do que suficiente para ouvir a pior e mais comum das acusações: é ego!

Assim, a pratica do Yôga deve ser feita com objectivos menos égoicos, mais humildes: tratar do corpo tornando-o excepcional, emagrecimento, terapia, bem-estar “corpo e mente”, concentração para melhor produtividade, etc.

Mas… utilidades, corpo e produtividade não são coisas do ego? Não compliquemos! A prática está na moda, isso é que interessa!

Os instrutores de Yôga. Principalmente os Mestres*
(grandes, médios e pequenos e invisíveis, não vá alguém sentir-se excluído!)

Os grandes Mestres, no fundo, são grandes egos!

São pessoas em volta das quais se geram muitos fenómenos: eventos; livros; seguidores; movimentações económico-financeiras; colegas e parceiros; polémicas e inimigos; construções; conhecimentos; etc.

Basta olhar para os mais conhecidos: DeRose**, Sivananda; Aurobindo; Vivekananda; e muitos outros. (sim a lista poderia incluir muitos outros, de vários tipos, linhas e tendências, mais recentes ou antigos…é uma pequena lista pessoal.).

Eles são conhecidos e grandes por serem acontecimentos de maior! Outros instrutores são médios e pequenos pelo respectivo impacto no mundo.

O facto de serem considerados grandes Mestres (no mundo dos egos não há unanimidades) tem a ver com reconhecimento e influência social. Não garante nem impede qualquer tipo ou grau de iluminação. A iluminação dos outros é uma questão de fé para cada um. Há grandes Mestres que são considerados iluminados por muitos e considerados charlatães por outros tantos. Outros que nunca ouvimos o nome vivem grandes Moksha!
Iluminação e reconhecimento não têm causa directa.

Não importa. Em sociedade cada um vale por aquilo que tem para dar aos restantes. O bom instrutor é o que ajuda os outros na sua própria evolução em direcção aos objectivos pretendidos. Seja através de inspiração, orientação, amor ou simplesmente fé. E como vivemos num mundo de dualidade, fazer algo é também fazer algo contra! Há sempre quem não aprecie e antagonize.

Sim. E tudo isto a propósito de quê?

Nada de especial.

Ou, talvez isto…

(Esta é a parte jocosa e ácida. Não tem grande piada mas é para rir. Não leve demasiado a sério)

Quando os caros colegas e amigos, especialmente instrutores de Yôga, quiserem mandar os seus “bitaites” acerca de algum assunto de Yôga, especialmente se tiverem intenções de fazer julgamentos sumários e moralistas, antes de dizerem umas banalidades tão bonitas quanto inconsequentes sobre sermos todos unos e livres, e não haver barreiras, bláblábláblá… pensem no seguinte: se todos e tudo são unos então não se devem importar que eu namore com as vossas namoradas, afinal somos todos um, e comer-me a mim é o mesmo que beijá-la a ela! E também não se devem importar que eu passe a escrever textos e no vosso blog, afinal não há meu nem teu, é tudo ser integrado, e é anti natural-espiritual formar barreiras artificiais! E já agora, vocês pagam-me parte da renda da casa, e eu da vossa (não têm? Não faz mal, eu compenso vestindo as vossas roupas) e cada um vai aparecendo para dormir sem ter de dar qualquer tipo de satisfações e se encaixar em qualquer ordem! Isso seria divisionário, coisa do ego, inadmissível! Com certeza são tão livres e desapegados das coisas materiais que as vossas aulas e cursos são grátis! Não faria sentido cobrar por algo de valor espiritual inestimável. Assim como a vossa alimentação, que devem estar prestes a dispensar, já que isso é de seres dependentes e mundanos! Não vamos matar outros seres só para manter o nosso ego. E já agora também deixem de dizer mal do Bush, da América e dos bodes espiatórios em geral(e de qualquer coisa aliás) pois “tudo o que está aqui está em todo o lugar, e o que não está aqui não está em lado nenhum”***. Ou seja, dizer mal do Bush, por exemplo, é dizer mal de vocês mesmo, pois o Bush está dentro de vocês, e vocês estão dentro do Bush…

Pegar frases feitas e dizer balelas bonitas é fácil. Mas é oco e costuma ser incoerente e hipócrita. Os jogadores e treinadores de futebol também o fazem regularmente. Dos meus colegas do Yôga espero um pouco mais. E se nada de interessante têm para dizer então deixem que seja o silêncio a falar por vocês. O silêncio costuma ser tão eloquente!

Aliás, eu próprio também devia estar mais calado.

Já chega. E sobra!

*Mestre é um instrutor de Yôga. Uma categoria dentro da categoria de instrutor. Não entre em colapso embirrant epor causa do nome.

*** Para mim está frase é plena de sentido e verdade. Aqui usei-a para brincar com o tipo de balelas que se produzem aos montes nestes contextos, mas nela meditando bons insights aparecem.

** O Mestre DeRose é meu Mestre. Para mim é iluminado. Mas ainda mais importante: é alguém com carisma e competência excepcional para inspirar e orientar outros nesse caminho. E isso é o fundamental.

António

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4.9.05

Ser instrutor de Yôga

Quem quer ser instrutor de Yôga?

Uma reflexão sobre o valor do Yôga em termos profissionais.


O Yôga mais comum na Índia Medieval e moderna era de linhas repressoras, que faziam o elogio da renúncia realidade material. A realidade material “lato sensu”: a própria personalidade em todos os seus aspectos, a família, a sociedade, o dinheiro, etc. Ao renunciar ao material e social o Yôga mais comum tornou-se marginal. Algo pobre e sujo. Mas pelo menos mantinha alguma dignidade!

No último século o Yôga foi chegando ao ocidente. Como era algo novo e desconhecido teve de sobreviver encaixando-se nos parâmetros que a sociedade já estabelecida lhe emprestou: misticismo; espiritualidade; religião; terapia; ginástica…

Nos primórdios da globalização, no ocidente do século passado, especialmente no ocidente anglo-saxónico, onde se procurava promover uma renovação espiritual em ambientes tão intelectuais como místicos e ocultistas, o Yôga foi bem recebido como algo novo e simultaneamente muito antigo, mesmo a jeito de alimentar a recriação espiritual que tanto excitava e seduzia os ocidentais de então, tão embriagados quão desesperados pelos novos conhecimentos que chegavam, aos poucos, das colónias. Aí se abriu a brecha por onde o Yôga entrou. E também por onde o Yôga começou a ser explorado para vender religião. Para vender religiões novas, tradicionais, misturas eclécticas e originais. E até para vender o próprio Yôga como religião em si mesmo!

Por outra via, mais popular e utilitária, o Yôga perdeu também o seu carácter sagrado (e reservado), descendo ao nível de meras técnicas para restabelecer o “corpo e mente” ao seu funcionamento normal. Uma espécie exótica de ginástica terapêutica milagrosa!

O Yôga passou a ser avaliado por comparação com a realidade onde o encaixaram: ginásticas (preços vis); religião (pseudo gratuitas); terapias (extorsões charlatãs).

Foi o percurso possível… Um percurso que trouxe o Yôga até nós. O expandiu incrivelmente, e quase o matou!

Desculpe o drama, mas é real. O Yôga como filosofia é raro. Raro e desvalorizado.

Mas aos poucos o Yôga foi sendo estudado e praticado por mais gente. Por gente cada vez mais interessada e dedicada. Por pessoas que dedicaram tempo importante das suas vidas a praticá-lo, a estudá-lo (até de forma académica), a vivê-lo. Até os próprios indianos voltaram a valorizar o Yôga como algo importante, até por ser um dos seus patrimónios culturais mais apreciados (e vendáveis) pelo ocidente.

Pelo meio das nuvens negras onde o Yôga vagueava a filosofia começou de novo a ser entendida e a ganhar algum espaço. E a ser valorizada enquanto tal pelos seus praticantes, que a integram como filosofia de vida, e pelos seus profissionais, a elite que aprofunda e preserva essa cultura dedicando-lhe a vida e transmitindo-a ás gerações futuras.

Lentamente o Yôga volta a vislumbrar o esplendor que outrora tivera, quando os Yôgins se dedicavam a gerar e difundir os conhecimentos, valorizando-se a si mesmos enquanto Homens e acrescentando algo as sociedades, onde eram respeitados como sábios, ensinando e aconselhando, desde reis, grandes homens de negócios e guerreiros importantes até membros mais humildes das comunidades.

Este é o contexto em que o nosso trabalho se enquadra.

Se você percebe em si esta vocação e até esta missão então seja bem vindo.

Mas, tal como expusemos, todo este contexto é complexo e o passado recente desvalorizou muito o Yôga. Pelo que…

Não se torne instrutor de Yôga se tiver como objectivo de vida ser muito rico. Se tem como ambição tornar-se um magnata capitalista centralizando fortunas opulentas na ordem dos muitos milhões de dólares então esta não é a profissão mais indicada para si.

Ser praticante sim, pode ajudá-lo a tornar esse objectivo realidade, pois a pratica do Yôga torna as pessoas mais conscientes, enérgicas, sagazes, criativas, concentradas e lúcidas. Como tal ajuda-o a construir (e destruir) tudo o que quiser! Desde uma grande fortuna a uma genial obra de arte. Ou simplesmente um corpo forte e poderoso. O que desejar!

O trabalho com e para o Yôga, de uma forma séria, como filosofia de auto-conhecimento, ainda não faz ninguém muito rico. E consideramos desonesto usar o forte nome do Yôga para vender ginástica, terapias esdrúxulas ou religião.

A maioria das pessoas ainda não valoriza a filosofia em geral, e o Yôga em particular, como algo essencial nas suas vidas. Como algo precioso para a sua evolução pessoal e para a humanidade. Logo a sociedade ainda não canaliza para o Yôga um montante de tempo e energia (cujo símbolo máximo para contabilidade é o $) que nós, instrutores de Yôga, sabemos que ele merece.

No entanto…

Se o instrutor de Yôga não deve ter ilusões quanto à possibilidade de tornar-se multibilionário opulento, deve, no entanto, esperar ter um nível de vida digno. Digno das necessidades de uma pessoa normal da nossa sociedade. E digno do trabalho de valor inestimável que realiza!

Isso é ainda mais importante no nosso caso pois somos de linhagem tantrika e portanto valorizamos sobremaneira e conforto, bem-estar, saúde, satisfação, prazer, etc. E ainda porque para sermos Yôgins, ou seja, para podermos praticar e estudar a nós mesmos e a toda a realidade precisamos de tempo. E tempo disponível é algo caro! É necessário conquistar alguma independência em relação a corrida básica pela sobrevivência. Somos SwáSthas: cultivamos a auto-suficiência.

Assim, é de se esperar que o instrutor de Yôga, com um grau de talento e competência médio, possa ter o seu lugar para morar com segurança, conforto e higiene. E que disponha de $ para se vestir e alimentar com qualidade. Que possa suportar custos de manutenção e restabelecimento de saúde. Que possa desfrutar e contribuir para a vida cultural da sociedade em que se integra. Que possa divertir-se e viajar. Etc, etc.. Tudo junto começa a ser muita coisa e ainda é só o básico. Para aprender e ensinar é preciso espaço. E espaço equipado. É preciso fazer cursos e adquirir livros e outro material. Além disso comunicamos (Internet, telefone, automóvel, gasolina, etc.). E temos família e amigos que nos solicitam. E até precisamos de recursos para descansar!

Isto é o que o instrutor de Yôga deve esperar suportar com a retribuição do seu trabalho.
Para tudo isso é preciso tempo. Tempo e energia. Tudo isso custa dinheiro.

(Quem tiver problemas com o dinheiro por causa do Yôga, não percebe nada de Yôga!)

É preciso fazer uma boa gestão do tempo e energia para conseguir responder ás inevitáveis necessidades. É preciso organização. É preciso talento e competência, não só de Yôga a nível técnico, mas sobretudo de Yôga como filosofia de vida. Algo que está presente em tudo a qualquer momento. Não só quando se está dentro de uma sala de pratica, mas também na administração e burocracia que permitem que existam salas de praticas!

Aviso a aventureiros

Se é um idealista sonhador sem os pés assentes na terra e por isso mesmo exigente (ao bom estilo Dom Quixote), cheio de ilusões sobre a realidade e o Yôga, e com preconceitos contra o dinheiro, reavalie seriamente a sua intenção de seguir por esta via.

Há quem procure o Yôga como um escape ás pressões da vida. Desiluda-se. O Yôga não vai ser um escape. Não vai evitar problemas. Se você está com essa ilusão arrisco num vaticínio: o Yôga será a sua pressão, será o seu problema! Você acabará por culpar o Yôga (e os Yôgins) pela sua desilusão.


Quem quer ser instrutor de Yôga?

É preciso ter espírito de bravo!

Vai ser necessário enfrentar a ignorância dos preconceitos arrogantes. Até dos que estão mais próximos e são mais queridos.

Vai ser preciso encarar a desinformação e utilitarismo que a sociedade está sempre pronta a produzir em grandes massas. Nomeadamente os “mass média”!

Convém estar preparado para viver as pressões da vida no próprio Yôga. E ainda intensificadas pelo excedente de energia e lucidez que este proporciona!

Não é fácil manter a estabilidade quando há problemas. Mesmo sabendo que a sua raiz e a respectiva solução estão em nós mesmos! E o Yôga ainda nos encaminha mais para esses encontros.

E quando os amigos e companheiros desistem? E ás vezes traem!

E os alunos que tanto prezamos são os primeiros a desvalorizar o que fazemos, tanto por incapacidade de entender como por simples desinteresse.

E, sobretudo, é preciso estarmos preparados para valorizar o Yôga quando o seu valor é na realidade inestimável! É algo tão intangível e tão simples. O mais fácil é perder a noção desses valor. Quer minimizando-o, quer mistificando-o e adulterando-o. Trocando-o por algo…mágico! Trocando o intangível pelo inatingível!

Mas nem tudo é negro.

Alguns adoram a filosofia. Amam o conhecimento. Vêem nele prazer e liberdade. Realizam-se na sua conquista.

Alguns encontram-se nesta filosofia a que chamamos Yôga. Nesta tomada de consciência…Para esses a simplicidade do Yôga é cheia de sentido, importância e plenitude. E quando aplicada integralmente como filosofia de vida tem uma força e poder infinitos.

E isso não apenas chega. Sobra!

António
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