26.1.06



I Love Huckabees

Para quem gosta de filosofia. Para quem compreende que a filosofia pode ser profunda e ainda assim pode (e deve) ser servida de forma simples e bem humorada.

E com um excelente elenco.

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25.1.06


Judaísmo

Hoje vi um documentário sobre a Palestina realizado por um desses activistas, auto intitulados pacifistas, que vão para o terreno. Neste caso os IMS. Uns vão para ajudar outros para lutar pelos seus ideais. Outros para preencher o vazio que as nossas sociedades propiciam aos que não têm de lutar para sobreviver. Vão em busca de excitação…

O interessante é que este pessoal não tem patrão. Apenas é condicionado pela sua perspectiva. E assim conseguem passar uma visão menos “politicamente correcta e aceitável” que seria inviável nos noticiários main stream.

Fiquei mais esclarecido. E isso é o que importa.

Mais uma vez gerei sentimentos contraditórios e sem saber o que pensar. Muito menos com conclusões ou soluções para a questão em causa.

Por um lado a minha educação judaico-cristã (social) e de esquerda (familiar), uma espécie de um em dois, fazem-se sentir pena e compaixão para com os mais fracos, neste caso os Palestinos. E por oposição sinto repugnância pelo o que os Israelitas estão a fazer e como.

Por outro lado não posso deixar de ficar admirado pela capacidade do povo judeu. Pelo que conseguem com a sua união. A União pelo judaísmo em prol do seu sionismo.

Apenas umas décadas depois de quase serem dizimados pelos Nazis (e simpatizantes), eles invadiram um dos territórios mais disputados do mundo desde há mais de 2000 anos. Um dos mais “quentes” e importantes em termos geo-estratégicos.
Os europeus cristaos, seus inimigos priveligiados durante 2000 anos, empurraram-nos para ali, provavelmente entusiasmados ao pensarem que se livrariam deles. Acabaram por se tornar seus principais aliados. E, quem sabe, num futro proximo, suas vitimas.

Os judeus, agora com pátria, comportam-se de forma alheia aos princípios e determinações de uma comunidade internacional da qual são um dos principais construtores (teóricos e práticos) e um dos principais beneficiados. Agem de forma muito similar ao que os nazis, que odeiam, os trataram.

Embora estejam rodeados de árabes por quase todo lado, são mais fortes que todos eles juntos. Manobram e manipulam a seu contento. Até se pode dizer que se há um catalizador para a união e convergência dos árabes e do seu Islão, esse é, certamente, o estado judaico.

E por entre todo tipo de abanões e turbulências lá vão construindo o seu país.

O actual estado das coisas é significativo do seu saber e poder.

Após se terem instalado para não mais sair, aceitam (a muito custo) a criação de um Estado palestiniano. Veja-se os termos: esse “Estado” é apenas 11% do território que segundo a ONU seria Palestiniano aquando as primeiras guerras. Esse território, maioritariamente desértico, é totalmente dividido e enclausurado em ilhas separadas entre si e rodeadas de betão. Os portões (e cursos de água) são controlados por Israel. Dentro dessas ilhotas sobrevive apertado o chamado povo palestiniano, ele próprio uma criação forjada por conflitos e com menos de um século. Esse povo foi educado pela e para a guerra. Guerras que sempre perde e que o humilham constantemente. E está habituado a ser atraiçoado e abandonado pela comunidade internacional e até pelos seus supostos aliados. Nesses seus territórios prisão o seu “Estado” tem a obrigação de mostrar que mantém ordem e segurança, interna e externa, sobre uma população com níveis de desemprego a rondar os 80%. E sem sistema educativo. É um estado gueto.

Aos israelitas basta esperar…

Essas ilhas vão simplesmente secando em todos os sentidos. E enquanto não secarem os israelitas constroem alguns polígonos industriais junto a cerca (do lado de fora óbvio), bem guardados pelo seu poderoso exército, onde os palestinianos mais mansos podem ir trabalhar (baratinho claro) e assim contribuir para o extraordinário desenvolvimento do estado que os oprime!

É obra! Pode até repugnar. Mas, sentimentos à parte…é obra.

Não sou católico. Por isso não rezo a deus pela salvação das alminhas. Nem da dos pobrezinhos nem da dos outros.

Nem sou esquerdista, nem revolucionário, nem conservador. Não quero mudar o mundo nem impedir que ele mude (ambas as pretensões são ilusões). Por isso não posso aderir ao activismo.

Estou numa confortável posição, onde nem sequer tenho de escolher nenhum dos lados (logo, para qualquer dos dois, serei do outro…).

Por isso aproveito poder observar isto de forma muito “filosófica”. Simplesmente me deleito contemplando.

Aproveito enquanto posso. Antes que o pessoal mande tudo pelos ares!

O mundo é belo! Ou pelo menos interessante…



30/11/2005
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Aceitar a insatisfação

Insatisfação

Em todo lado. Há problemas. Se não há, inventam-se!

Em todo lado que há problemas há insatisfação. Há insatisfação em todo lado.

Insatisfação é a força motriz do mundo. A natureza dota-nos desse gene, perfeitamente integrado no complexo do ego, para que a mudança seja permanente e com ela a realidade se vá renovando continuamente. E assim temos a evolução. Uma evolução em que tudo muda para ficar tudo na mesma.

Estou aqui a pregar uma idílica aceitação que afasta os problemas e anula a insatisfação?

Não. Até porque aceitar a natureza e o homem significa precisamente aceitar os problemas e a insatisfação como parte da existência!

Há pouco tempo fiz uma viagem de Portugal para aqui (Asturias) em que, por desgraça, só pode ouvir rádio.

Rádios espanholas!!! ARGHHH! Durante duas horas ouvi um daqueles debates tipícos de rádio espanhola em que, basicamente, se diz mal de tudo. De absolutamente tudo! E num tom grosso e agressivo, com criticas ferozes.

Nesse curto espaço de tempo ouvi os argumentistas dizerem várias vezes que em vários aspectos a Espanha é um país terceiro mundista, em que os empregados são explorados, um crime contra a família, e quase há escravatura, blá, blá, blá… E, claro, não se referiam aos emigras sub-sarianos que para aqui vêm por imaginarem isto um paraíso. Era sobre os terríveis problemas que os espanhóis supostamente enfrentam! Do ponto de vista deles claro.

Já algumas vezes por aqui ouvi falar de Portugal como um país que se está a desenvolver muitíssimo. Que está avançadíssimo! Só os portugueses é que parecem não concordar.

O País Basco é a região mais rica da Espanha. Resultado: terrorismo! Sim, é fruto da insatisfação. Os jovens acham a causa fantástica. Talvez por não haver nada mais com que se preocupar de facto.

A Catalunha é rica. Ao melhor nível Europeu. Resultado: andam embrenhados nas questões nacionalistas, que, para mim que vejo de fora, parece um bom problema para entreter a quem não tem problemas.

E assim vai…


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22.1.06

Eleiçoes

Quase nem me lembrava que havia hoje eleiçoes...
Imagino que em Portugal o interesse pelo tema também nao está ao rubro!
É o que dá a sensaçao de que estas eleiçoes sao pouco importantes e que os candidatos nao sao empolgantes.
E, na minha opiniao, que qualquer dos possiveis vencedores seria igualmente medianamente satisfatório.
Pessoalmente simpatizo bastante com o MS. Acho-o bastante lúcido e jovial. Mas realmente está a ficar um pouco velho demais. E ser o candidato do PS é um dado significativo sobre a (falta de) renovaçao da classe politica portuguesa, ainda tao dependente da geraçao "25 de Abril".
Parece que o Cavaco vai ganhar limpinho já na primrira volta.
Nao está mal. E evita-se perder mais tempo com questoes de pouca importância.
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As águas dividem-se

Enquanto nao há Webpage da Unidade Asturias, ficam algumas imagens e info básica para quem quiser, num blog próprio: unidadasturias.blogspot.com.

Este blog mantém-se estritamente pessoal.

A Unidad nao é só minha. E tem alunos. E está conectada com uma org. internacional... Tudo pessoas diferentes, com opinioes independentes das aqui publicadas. Nao quero vincula-los aos meios devaneios pessoais.

Dentro do possivel as coisas permanecem independentes e distintas.

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10.1.06



Bloop! Nasceu.

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A gravidez foi normal. Uma longa espera de maturaçao, com ansiedade típica de pais noviços. Mas já está. O parto correu sem complicaçoes extraordinárias.

Agora sim, começa o trabalho a valer. Aleluia!

Abrimos ontem, depois de alguns atrasos, sustos, stresses, e sobretudo, muitas, MUITAS, limpezas! Ainda estamos a 70 %. Ainda Faltam uns acabamentos. Mas breve estará tudo a 90%!

Av. Pablo Iglesias, 19, bajo. Gijón, Asturias.

Telefone: (0034) 985334375

E-mail: unidadasturias@gmail.com

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7.1.06



Primeira crónica do novo ano.

Um amigo pôs-me a pensar no assunto. Foi uma boa oportunidade para organizar ideias sobre um assunto que lá em casa era omnipresente desde o berço!

Comunismo…o sonho!

“I have a dream!” o grande M.L.King repetiu vezes sem conta no seu mais celebre discurso. Um slogan que ouviu de um plebeu. Uma frase que o conectou com grande parte dos povos do mundo. Pois todos sonhamos. E o nosso sonho é um “remake”. Um “remake” que se renova vezes e vezes sem conta. E que vende sempre!

Se é de comunismo que falamos primeiro afloremos o sonho. Pois o assunto é absolutamente onírico!

O Homem sente-se limitado. Preso pelos condicionalismos da vida. Na sua condição de ego presente a sua própria morte na sua actual solidão. Por mais poder que disponha nunca é suficiente: acaba por sofrer. Por mais problemas que resolva a “cozinha” volta sempre a precisar de arrumação (solução). Não tem fim. Chega a ser desesperante.

Deve haver algo mais. Devia. Tem de haver!

Algo pleno. Ilimitado. Infinito. Eterno. Integrado. Integrante. Uno. Perfeito, justo, livre e feliz, seja lá o que isso for!

Estamos a caminho!

É esse o sonho.

E o Homem sonha. A dormir e, supostamente, acordado. Deseja. Pensa. Espera. E sonha! E volta a sonhar! E o horizonte, por mais que andemos, continua a existir…

Mas alguns sonhos parecem mesmo realidade.

Ao longo da história há alguns mais famosos.

O cristianismo, nas sua múltiplas formas, teve bastante êxito por estas bandas. Mas a certa altura tornou-se demasiado conservador, aprisionando a evolução. Começou a perder o encanto e a ser posto em causa, pois já não satisfazia tanto e tão bem a necessidade de situar o homem na sua existência (quem sou? E as perguntas que se desdobram…as da praxe.) e dar-lhe (vã) esperança e segurança.

Assim, abriu-se espaço cultural e sacou-se da cartola outro “remake”. Um nova linguagem, mais de acordo com os racionalismos positivistas “científicos” da moda. Junte-se a utopia de Thomas Moore com outra ideia pouco original: a dialéctica evolutiva esplanada por Hegel. Troque-se o idealismo transcendente por um apetitoso (e ambicioso) existencialismo sociológico e voilá: mais do mesmo!

Agora o paraíso tem outro nome. Chama-se comunismo e, basicamente, é igual ao “céu”. Ninguém sabe concretizá-lo muito bem mas todos sabem que lá tudo está certo e não há mais o que preocupar. Melhor ainda. Este “céu” é na terra! E está a ser processado pela própria História, ela própria protagonizada por novos seres divinos: nós! O sacrifício agora tem fim a vista e é materializável! E é em nosso próprio nome (ou pelo menos dos nossos netos. Bem…talvez da Humanidade um dia mais tarde…). E também há um diabo, pois claro: o sistema capitalista. E um purgatório: o socialismo real (heheh). E uma igreja: o partido (e depois o Estado) comunista. E um profeta: Marx. Um profeta que, como Cristo ou Mahomed, deve dar muitas voltas na sepultura (talvez a rir) se de alguma forma pode ver o que se faz em nome das suas revelações. (Desculpem os crente as comparações. E aos crentes do comunismo desculpem chamar as ideias e teoria de revelações, que sei que é um vocabulário irritantemente comprometido com outras ideologias. Mas que s… f…!)

Marx. O homem devia ser judeu e burguês pois percebeu bem o sistema que funcionava na época. E acabou por explana-lo na mais importante tese sociológica dos últimos 250 anos. Basicamente percebeu o óbvio: as desigualdades sociais reflectem-se nas diferentes capacidades energéticas ($) de cada um. Perspectivou a Era industrial a partir de um elemento mais básico, o económico, e assim criou o capitalismo. Conclui que favorecia os patrões (que têm as ideias e/ou a coragem e capacidade para as concretizar) em comparação com os empregados (que simplesmente servem como pilhas!). Julgou esse sistema como problemático e teorizou uma solução: o comunismo. Tudo de uma só acentada. Convenhamos que foi genial. Não tanto como os seus séquitos o pintam, mas ainda assim genial.

Entretanto muita água já rolou.

Tudo o que em Marx é profecia (ops…previsão) falhou. Os comunismos brotaram todos em sociedades analfabetas, agrárias e muito pobres, facilmente manipuláveis por ditadores sanguinários, e nunca evoluiu do chamado capitalismo, que soube equilibrar-se tornando-se socialmente preocupado. O que por aí houve de experiências ditas comunistas mais se assemelharam a uma ditaduras senhoriais e medievais que a uma civilização democrática ultra evoluída. O comunismo real mais bem sucedido é o muito especial caso Chinês, cujo o lema hoje é: “um pais dois sistemas”! Um sistema cada vez mais liberal e capitalista!

Mas, não obstante as aspirações goradas, fé é fé! Não se discute. Quem acredita, acredita e pronto! E o que não falta é gente que acredita. Que precisa de acreditar que um mundo melhor é possível. O homem é dotado de muita fé. De muito sonho. Vamos salvar o mundo!

Assim, a falta de comprovação material de um sonho não o mata. Até pelo contrário. Dá-lhe espaço para se recriar. Aos comunistas da era pós queda do muro de Berlim abre-se toda uma nova liberdade para sonhar com o intangível. Agora, de novo, sem estar presos à dura realidade de ter os pés acentos na terra. No mundo dos sonhos tudo é possivel. Todas as ideologias podem ser perfeitas e perfeitamente realizáveis. (Até o Liberalismo...)

Nós (os iluminados, quero dizer) não precisamos de acreditar num mundo idílico transcendente. Sabemos que o mundo é assim. É só isto. E é perfeito. Está aí cheio de possibilidade e oportunidades para ser vivido. E é para isso que cá estamos: para viver. Para desfrutar. Retribuímos o privilégio da existência…existindo!

E a apaixonante luta para salvar o mundo? Sim é interessante. Como um jogo. Um jogo a que nos integramos absortos porque está aí, para ser jogado. E por ser divertido.

Sinceramente, é preciso qualquer coisa excitante (para o ego) de forma a evitar a insatisfação de uma existência simples, despretensiosa ou apenas contemplativa. E, no caso dos países ricos: fácil. Fácil demais. Sem desafio.

E por isso, sabendo que é apenas um jogo, jogamos. Jogamos com prazer e satisfação. Lutamos por objectivos, conquistamos e morremos. E repetimos tudo de novo até sair um jogo novo, mais aliciante. E igual.

E para os que não têm fé no jogo, não gostam dele ou simplesmente não sabem jogar, o jogo tem sempre um botão “terminar sessão”. E este abre várias hipóteses de “encerramento”. Algumas muito existencialistas. Por exemplo: Sky diving sem pára-quedas!

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30.12.05



BOM!

É bom estar na terrinha. Muito bom. A familia, os amigos, a familiaridade...

É bom saber que Portugal vai receber mais 7 anos de injeção maciça de fundos de convergência europeus. Mais uma chance.

É agradavel verificar que o blog tem uma abrangência muito superior aquela que imaginava. Mesmo que os 380 visitantes e as 1200 visitas sejam resultado de alguma contabilidade inflacionista, isso é, ainda assim, 1000% mais do que suponha. Ainda mais em dois meses tão calmos. E o melhor é descobrir o "mundo blog" infinito e interessante. E as pessoas que estão por trás dele...

É bom que a nossa escola esteja finalmente pronta, linda, e a abrir no inicio do ano.

É bom que o próximo ano seja...bom!

Boa passagem a todos.

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17.12.05


A Verdade

“ - Não gostaria de contar-me a verdade?

- …a verdade , tal como a arte, está nos olhos de quem a vê.

- Acredita no que quiseres e eu acredito no que eu sei.”

Kevin Spacey in Meia noite no jardim do bem e do mal
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