
Carnaval!
Eu pensava que conhecia carnaval do forte!
Parece que a coisa vem do tempo em que se fazia uma especie de catarse "a priori" para a fase sem carnes da pascoa... Até que chegou a isto. Férias. Mais um motivo para "deixar sair tudo" com base em muita droga!
Antes com mais alcool. Agora cada vez mais..."tenso"!
Bem, por aqui a coisa é levada a sério! Sao milhares de pessoas mascaradas, a encher centenas de bares e discotecas. E os espanhóis em termos de drogaria nao sao meninos...
Embora tenha andado um bocado aparte nos últimosd carnavais tenho de dizer que isto ontem pareceu-me muito bem!
Acho que para o ano que vem vou voltar a ser mais carnavaleiro!
Umas Coca-colas fesquinhas que até ando de lado!
Leia artigo completo
28.2.06
24.2.06
Verdade, relativismo e força!“Nada se parece impor como importante, nada parece ter o poder de valer a pena…vou ficar lentamente quieta a esperar que algo passe, ou não passe, ou desisto, e pronto, fica tudo resolvido…a fraqueza evidente no corpo, no coração, na alma e na vontade, mais uma vez, nem a concretização da auto sustentação…”
Ana Isabel Augusto
A verdade é absoluta. Se assim dela temos consciência.
A verdade, ou falta dela, é minha. E sua! Nossa. De todos e de cada um. É, portanto, relativa.
A verdade sou eu mesmo.
Para uns isto é liberdade. O reconhecimento de que tudo pode ser, se assim o quisermos.
Para outros isso é um inferno!
Porque liberdade é o reverso da responsabilidade. Responsabilidade é arcar com as consequências dos nossos actos. Das nossas escolhas. Responsabilidade pela nossa realização pessoal. Pela nossa (in)felicidade...
E as escolhas exigem confiança.
Para escolher a própria verdade, ou seja, escolher a si mesmo, é preciso confiança em si mesmo. O que não abunda.
A falta de confiança em si mesmo, ou seja, falta de amor-próprio, resulta na tendência para confiar (crer) em outros. E assim, naturalmente, os mais auto-confiantes tornam-se líderes dos outros, que, com prazer, são seus seguidores. E sem grandes problemas, já que isso cria uma dinâmica em que cada um encontra e assume o seu lugar, retirando daí o que quer e precisa, e onde todos acabam por estar cativos uns dos outros.
O verdadeiro desespero reside nos que têm tão pouca confiança que tendem a desconfiar (descrer), não só em si, mas em tudo e todos. Porque para confiar em outros ou em alguma coisa (um ideal por exemplo) ainda é preciso bastante confiança. Esses não escolhem. Vagueiam perdidos sem destino. Desesperada atrás de absolutos! Absolutos que nunca o são, pois o absoluto está na confiança, que falta…
Quando se escolhe confiar em outro exige-se dele a confiança (em si mesmo) que o seguidor não tem. Por isso o outro (o líder) tem de demonstrar força! Aquela força que se demonstra (e advém) de uma concentração que não dispersa, da afirmação que não se questiona, da verdade que não admite dúvidas. Porque a dúvida paralisa. E ao parar há tempo para pensar. E ao pensar abrem-se sempre mais e mais hipóteses, e logo as dúvidas, pois tudo é possível… Essa é a própria essência do relativismo. E é isso que mais aterroriza (medo) o pouco confiante: ter de escolher. O seguidor foge do seu próprio medo. O líder tem de demonstrar aquela força que dá ordem ao caos dos que não escolhem, pois não têm A referência: eles mesmos.
A maioria quer ser escolhido. A maioria quer encontrar em quem confie. A maioria quer encontrar a quem amar. A quem (ou a quê) se devotar! A maioria não se quer unir “indo para dentro”, “conhecendo-se a si mesmo”. A maioria integra-se exteriorizando. Dando-se a “outrem”. E esse outrem agradece pois o seu egoísmo e integração tem tendência oposta. No fundo completam-se.
Por isso as verdades que propõem o auto-conhecimento, o “pensar” por si, o conhecer a própria verdade, “o si mesmo”, nunca têm grande expressão. Ou pervertem-se…
E que mal tem isso? Nem mal nem bem. Cada um com as suas verdades. Simplesmente assim é!
Não serei eu que lutarei para “libertar” uns e outros, pois não são nem mais nem menos livres que eu e quaisquer outros.
Claro que essa é a minha verdade. Um relativismo…absoluto!
Leia artigo completoPosted by António 1 comments Links to this post
21.2.06
Do what you will!“Nobody is normal.
There is no such thing as normal people.”
My life whitout me
""Do what you wilt" shall be the whole of the law." Aleister Crowley
Esta frase foi (e ainda é) considerada libertadora por alguns. Terrivelmente libertadora para outros.
Na altura, a personagem e a sua trajectória eram consideradas exuberantes. Excêntrico. "Louco". Uma exuberância aberrante para a maioria. E isso serviu para chamar atenção e também descredibilizar e negar o interesse de tal vida e suas filosofias.
Na realidade, o melhor de Crowley está nesta frase tão simples quanto poderosa: “Do what you will. That shall be the whole of the law!”
Para os conservadores padrões cristãos da moral de então, essa frase representava um aterrador e inadmissível relativismo ético e moral. Uma ética e moral que tinha demorado tanto tempo a consolidar-se (até se cristalizar!).
Entretanto já entraram (e, em alguns casos, saíram) de cena a “Flower power”, a “new age”, 2 grandes guerras já passarm, com nazismo, bomba atómica e tudo…A visão da terra pelo espaço, sistemas informativos que permitem agilizar e globalizar o mundo, a W.W.W., a pílula, etc. Viajar pelo mundo todo é banal. Já não há recônditos misteriosos e portanto nada a descobrir. As guerras são omnipresentes mesmo nas sociedades pacificadas. Os ideais comunistas ainda não atingiram o fundo do poço. O Islão pacifista torna-se, de novo, terrorista. Os estados democráticos praticam terrorismo de estado para evangelizar os bárbaros com o seu sistema politico e ético, e resguardar a economia. As várias religiões brigam e fundem-se entre si. O oriente está de novo crescente. O materialismo sempre presente assumiu-se sem pudores. Sacralizou-se. O dinheiro conta mais que o nome. E a honra. A família já não é o que era. O Nietzsche já é história. Os artistas já deixaram de ser tristes e problemáticos e passaram a ser ricos e saudáveis. As drogas já são quase legais! Até está na moda ser neo-cristão renascido com a missão de espalhar a “boa nova”!
Já não há nada sagrado. Sacralizado pelo tempo, tradição e instituições confiáveis. Agora tudo vale.
Hoje aquela mesma frase já não é tão bombástica. Já não tão é perigosa.
Mas ainda é difícil de aceitar. Tão difícil como aceitar a “si mesmo”.
No meio de um relativismo é tão grande, onde o ego é a única referência válida para si mesmo, aquela frase soa agora a desespero. A não saber para onde ir nem o que fazer. A perda de crenças e sentido. A individualismo e solidão. A insegurança, desordem e desintegração.
Aceita-se a frase como uma constatação do óbvio. Um óbvio problema.
Sim, vale tudo o que eu quiser! Mas o que quero eu? E já agora: quem sou eu?
Aceita-se como um espelho de um mundo moderno, democrático, pleno de possibilidades e opções que (por isso mesmo) é tão cruel e opressor como o antigo mundo uniformista. Um mundo onde apesar de tudo ser possível, a liberdade e a felicidade continuam a ser uma miragem. Um intangível.
Hoje, viver uma vida "louca", feita de excessos e nos limites, já não é libertador. Não é original nem corajoso. É apenas mais um ego a tentar marcar a diferença e exibir-se. Apenas mais uma instabilidade. Uma moda que já não o é. Uma vida “boba”. Tão “boba” como qualquer outra.
Hoje, ser corajoso e fazer o que se quer poder ser simplesmente ser... banal, comum, normal. Isso sim, um verdadeiro desafio! (Desafio ao ego...)
Posted by António 3 comments Links to this post
20.2.06

Insegurança
A insegurança é tramada.
Por causa do medo somos impelidos a criticar os outros (porque se eles forem menos nós parecemos um pouco mais). E costumamos fazer isso de uma forma agressiva. Atacamos por medo.
Falamos de tudo e todos. Mostramos incompreensão e menosprezo. Ridicularizamos e até humilhamos. A maioria das vezes sem querer. De forma inconsciente. Com a melhor das intenções…
E para o quê? Quase sempre só para chamar a atenção. Para sermos ouvidos. Para ouvirmos a nossa própria voz.
E os outros, quase todos atingidos pela nossa fúria, directa ou indirectamente, o que esperamos deles? Além da atenção esperemos aceitação. Exigimos nada menos que admiração e apoio, com alegria, e de forma impávida e serena!
E o que fazemos nós quando estamos do outro lado?
O oposto claro!
Não ouvimos. Não prestamos a mínima atenção. E no entanto melindramo-nos. Melindramo-nos com um pequeno nada qualquer. Um pequeno nada que tinha outro sentido. Um pequeno nada que interpretamos como um ataque pessoal impiedoso com que nos ferimos profundamente e serve de óptimo pretexto para uma explosão qualquer por onde podemos deixar sair todas as nossas frustrações! E óptimo para uma viciosa vitimização.
E o pior é que fazemos isto com as pessoas mais próximas. Que mais nos querem e que mais consideramos. E por isso sentimo-nos ainda pior quando vemos que magoamos quem menos queríamos.
Ciclos viciosos. Tão banais. Tão difíceis de quebrar.
As vezes dá mesmo vontade de bater com a cabeça na parede. Ou até encontrar uma gruta qualquer por onde desaparecer. As relações são complicadas.
Mas, lá está, gostamos de atenção. Por isso não vamos a lado nenhum.
(E também há o outro lado…não é preciso dramatizar!)
Posted by António 2 comments Links to this post
17.2.06
MulherHá pouco tempo consegui, finalmente, perceber as mulheres.
As mulheres são como os homens. Ou melhor: os homens são como as mulheres.
E ambos querem o mesmo: existir. Na prática quotidiana isso reflecte-se na necessidade de atenção…
O pouco que distingue os homens das mulheres é, talvez, que as mulheres são mais vivas. Têm mais vida. Em todos os aspectos.
São: mais belas, mais carinhosas, mais cruéis, mais enérgicas, mais criativas, mais construtivas e mais destrutivas. Mais quentes e mais frias. Mais generosas e exigentes. Mais alegres e expressivas. Mais depressivas também. Mais necessárias, necessitadas e mais auto-suficientes. Complicadas e muito simples. Suaves, sensíveis e absolutamente agressivas. Violentas até. Egocêntricas mas com muito maior capacidade de entrega e dar. Mais insatisfeitas e com uma maior capacidade de satisfazer. Têm muito maior necessidade de estabilidade e também uma capacidade de renovação extraordinária… Sofrem mais, mas também vivem mais!
Simplesmente são…mais.
Posted by António 8 comments Links to this post
9.2.06

Há vida mais aquém.
Somos cada vez mais sugados para esta dinâmica extremista: Islão radical X ocidente (pseudo) liberal. Qualquer pretexto serve.
Consigo colocar-me no ponto de vista das várias partes e entendê-las.
Os judeus, no fim de mais de dois mil anos de perseguições, conversões forçadas ou simples erradicação, principalmente ás mão de cristãos, chegaram a conclusão que precisavam do “seu” país. E porque não um local que para eles era histórico e que há um século atrás não era muito importante para ninguém importante? Os Europeus cristãos, entre sentimentos de culpa e júbilo pela ideia de finalmente se livrarem dos judeus, acharam a ideia fantástica e apoiaram-na.
Tudo bem não fosse pelo facto de já lá viver gente. E de os mesmo europeus (ingleses sobretudo) terem prometido, ao mesmo tempo, a independência daqueles territórios ás tribos palestinianas que as habitavam há milénios.
Esses palestinos acreditavam na palavra dos ingleses e por ela lutaram na grande guerra para logo serem traídos. A confiança na palavra do ocidente quebrou-se. Foram invadidos e usurpados das suas casas, e a cada tentativa de resistir à invasão perdem cada vez mais. E não foram só os judeus. As petrolíferas e os seus países protectores também “aterraram” de forma mais contundente que durante qualquer outra altura do domínio ocidental! No processo de invasão os palestinianos não perderam só as terras. Perdem também a dignidade e a esperança, ao ponto de a morte não parecer uma opção desprezível. O Islão que até aí era dividido e fraco, e até tolerante e amistoso, tornou-se vital. É o único ponto de união e logo de força. Agora que o poder e ideias soviéticas desapareceram, o Islão é a única realidade que dá sentido e esperança a quem não tem nada. Um Islão que assim se radicaliza e expande cada vez mais.
E os europeus no meio disto?
Estamos presos nas encruzilhadas que nós mesmos tecemos.
Entre culpa e fobia aos judeus apoiamo-los. Os islâmicos desprezamos enquanto tal, mas estamos absolutamente dependentes da exploração barata do seu petróleo. E também da sua população emergente nas próprias cidades europeias! Pelo meio ainda somos cristãos (cada vez menos convictos e praticantes) mas também queremos ser laicos e pouco desejamos entrar em novas cruzadas. Aliás queremos ser tudo: tolerantes e respeitadores das diferenças, mas também com vontade de “exportar” a nossa democracia e valores aos “bárbaros”, o que não só é inviável como nos é prejudicial. Temos orgulho no nosso “estado social” e solidariedade, mas ao mesmo tempo fazemos uma salvaguarda quase fanática de uma suposta liberdade individual (incluindo de expressão), que acaba por ser uma arma politicamente conveniente quando queremos atacar alguém e sair impunes…
Enfim, andamos presos nas nossas próprias contradições.
Eu percebo-me como à própria Europa. Sem saber o que sentir e pensar. Sem conclusões nem soluções. Impotente. Sem querer este problema mas incapaz de evitar que ele cresça e nos sugue para o seu interior.
Não! Resisto!
Não gosto nem desejo este conflito civilizacional. Sei que não o posso impedir, mas não o alimentarei!
Não sucumbirei. Não já.
E se há perigo de morte nesse jogo de merda, então mais um motivo para não o jogar.
Não. Não o alimentarei. Não me alimentarei disto.
Sim, este perigo é mais um motivo para aproveitar a vida mais aquém, no seu aspecto mais positivo.
Que os judeus e os árabes se fod…, de preferência no tão seu querido deserto.
E aliás, se quisesse viver de medo, não apontava para aí. Andamos distraídos. O perigo mais presente e real para o nosso tão prezado “estilo de vida” civilizacional é mais discreto, mas muito mais poderoso. Vem do oriente…do extremo oriente.
Posted by António 3 comments Links to this post
8.2.06
Palavra
As palavras são exigentes. Quanto mais nos debruçamos sobre elas mais exigem de nós.
Sem analisar a semântica é óbvia. Pesquisando tornam-se muito mais complexa.
Se mantivermos a atenção na palavra, mirando-a, recitando-a, observando-a o tempo suficiente, ela, simplesmente, perde o significado. Passa a ser apenas um mandala. Um mantra.
E essa falta de sentido é extraordinariamente reveladora.
Posted by António 5 comments Links to this post
3.2.06

Eu sou mais eu! Pois…
“Os grandes artistas roubam, artistas menores pedem emprestado”
August Staindberg
“O segredo para a criatividade é saber como ocultar as suas fontes”
Albert Einstein
Já publiquei antes sobre este tema, mas apetece insistir.
Volta e meia aparece alguém a afirmar-se muito livre. Livre em relação a tudo e a todos. E, usualmente, em relação a alguém bem concreto… é uma afirmação do ego: EU. Eu não sou igual. Eu não sou influenciável. Eu sou diferente. Penso por mim mesmo, sou original. Eu sou eu mesmo… Pois…
É costume serem esses mesmos que também acusam outros de serem “cegos”, seguidores, influenciados, manipulados por X e Y, etc.
E é engraçado que essas mesmas pessoas costumam ser nitidamente influenciados por outrem. Em alguns casos são cópias mal disfarçados e não assumidas. Deve ser por isso que têm tanta necessidade de afirmar a sua diferença e independência. É por tão nitidamente não a terem…
Bem, no meu caso posso afirmar, tristemente, que não tenho nada de original. E sim, sou influenciável.
Sou influenciável por tudo e todos. Pelos amigos e família. E colegas. E críticos e concorrência. Pelos livros, filmes, conversas, comidas, arquitectura e a p.q.p.! Tudo o que existe me influência. Toda a natureza, incluindo aí a minha própria natureza nos seus múltiplos aspectos. E, claro, o meu Mestre, a minha escola de Yôga, o próprio Yôga em todos os seus aspectos, e os hinduísmos que lhe dão contexto. E a sociedade como um todo. Com todos os sues grupos e subgrupos, políticos, artísticos, religiosos, anti-religiosos, etc. É um universo de influências sem fim! Sou um afectado!
E no entanto sinto-me cada vez a “pensar” mais e melhor. E cada vez mais por mim mesmo!
É interessante que de tanto “pensar” cheguei a conclusão que, de facto, não existe algo propriamente original! A existência é uma REcriação. Uma REnovação. Uma permanente REactualização da mesma coisa. De uma só coisa, una e integrada. A própria afirmação de que EU sou diferente e independente carece de lógica. Não faz sentido.
Originalidade só se a coisa for vista ao contrário: tudo é sempre novo e espontâneo! Vai dar ao mesmo e também não tem piada, porque aí TUDO E TODOS é sempre novo e…não há destaque para o ego na mesma!
O Yôga tem destas coisas. A meditação dispensa e afasta influências externas, deixa a consciência fluir do interior, directo da origem, sem interferências, e, resultado: conclui-se que não há interior nem exterior e que o original afinal não o é assim tanto!
Originalidade é apenas dizer ou fazer a mesma coisa de forma diferente. Em outro contexto. Em outro lugar e época. E com cuidado para que ninguém repare!
Quando me refiro aos postulados (dogmas, axiomas, verdades, afirmações ou outro nome que lhe queira dar) do uno, integração, re… não digo nada de original. Neste campo (da filosofia em geral e das Hindus em especifico) não conheço ninguém que tenha inventado nada. Na realidade, lá na Índia, conclusões filosóficas deste género são comuns, banais. Já se recriam desde há milhares de anos. É mais do mesmo…
Resultado: em originalidade sou parco. Muito parco!
E isso quer dizer que tenho um ego muito polido, humilde e controlado? Não, de todo.
Adorava ter a sorte e o engenho (e a falta de vergonha) para anunciar ao mundo “novas” verdades e, naturalmente, ser bem recompensado por isso. (Se houver por aí crentes desesperados, desejosos de me eleger profeta, avisem.)
Mas não. Não tenho esse poder. Nem ando à procura dAquela verdade que ainda ninguém descobriu. Aquela definitiva. A absoluta, acerca de tudo e de qualquer coisa. Não tenho pretensões a ser primeiro…o mensageiro salvador! Uma pretensão que fascina e obceca a tantos.
Na realidade sou apenas mais um no meio de muitos outros a fazer o mesmo que todos sempre fizerem: a existir. E, feliz ou infelizmente, estou consciente disso.
Ora porra!
Bem, pelo menos não me sinto neuroticamente mal por reparar, a cada nova “revelação” que afinal havia outra…E até sabe bem concordar. Encontrar pontos de união. Encontrar pessoas que pensam e querem o mesmo. Estar junto.
E para falar a verdade não me julgo menos “eu mesmo” por isso!
(Para constatar facilmente que este texto é uma cópia descarada que plagia milhares de CO-autores, recomendo começar a consulta pelos livros do Mestre DeRose, depois consultar os da bibliografia recomendada e depois os da bibliografia desses e depois os da bibliografia desses e depois… ou então faça pesquisa no google!)
António, o plágio!
Posted by António 7 comments Links to this post
2.2.06
Symbiotic. Ambiguous. Paradox!
“All these concepts are far less clear than we usually imagine…. The harder we look at them, the fuzzier they became.”
“Rather then trying to hang the label on every act recognize that most situations contains elements of each. It’s not success or failure but success and failure. …both/and are far more useful concept than either/or.”
“Westerns tend to think in absolutes. If it’s hard, it can’t be soft. If it’s cold it can’t be hot. You are a winner or a loser. To succeed you mustn’t fail. Opposites, in other words, can’t coexist.
Eastern thought is more relax on this point. It embraces paradox: yin-yang; sweet and sour, the symbol of crisis embracing opportunity. Such concepts accept seeming contradictions as normal.”
In The innovation paradox, by Richard Farson and Ralph Keyes
Exactamente o que penso…
Posted by António 1 comments Links to this post
1.2.06
Nunca li nada de Saramago. Em parte porque não leio muitos romances. Em parte porque a personagem me irrita um pouco. Nem sei porquê. Talvez as suas birras com Portugal, ou com o nosso governo…Talvez pelo seu lado ideológico sempre tão presente e explorado, pelo próprio e sobretudo pelos outros (especialmente os mestres da exploração: os jornalistas). Talvez seja isso. Irrita-me a sua crença. Talvez seja simplesmente inveja e preconceito.
Mas há pouco tempo li uma entrevista com o “nosso” Nobel, que aqui por Espanha acumula capas de revistas, e senti alguma simpatia e identificação.
É interessante notar a sua incrível jovialidade. Eu, se chegar aquela idade, quero estar assim. Activo e lúcido.
Por outro lado transmitiu-me a ideia de ser muito mais simples e despretensioso do que eu o imaginava.
Fala assumido. E isso é de louvar mesmo se não concorde com as suas convicções.
Por exemplo.
Sobre o PCP: “ Somos lo que somos. No tenemos porqué entrar en una falsa cosmética. Los comunistas seguimos creyendo que los problemas del mundo se arreglan con una distribución más equitativa de la renta.”
Sobre o Bloco de Esquerda: “Una izquierda independiente muy activa, pero que rechaza todo que tenga que ver con el PC. Les damos naúseas.”
Sobre ideología: “otros me dicen que pongo demasiada ideología en mis libros. Para ellos, lo mío es ideología y lo suyo no. La religión católica no lo es. Las convicciones pro sistema no lo son. Sólo es ideología si eres marxista o comunista.”
Sobre a morte: “cuando llegue mi hora, entraré en el nada, mi disolveré en átomos, y ya está, como hizo mi perro hace dos meses.”
Sobre MUDAR O MUNDO: “El arte no es capaz de cambiar el mundo . El escritor no debe de adoptar una postura mesiánica. Yo me comprometo, pero no pongo ahí ninguna esperanza.”
Posted by António 6 comments Links to this post

