16.4.06

Universo

Uno & verso

A realidade é Una. E versa! Por isso lhe chamamos universo…

Há, como sempre, uma imensidão de conhecimentos da existência. Saberes diversos e dispersos que convergem, competem, se contradizem e colaboram. Explicam e prevêem o mesmo e outras coisas. Expressam-se de formas distintas, o que tanto produz entendimento como equívocos. Agrupam-se e classificam-se, de forma nunca permanente e estável, atribuindo-se-lhes nomes. Nomes que nunca são inequívocos, e se referem a muitos “ir sendo”…

Mas toda essa produção diversificada compõe um Uno. E provém de um Uno. Esse Uno é a nossa consciência. A consciência Humana, feita de corpo, sensações, emoções, raciocínio, intuições, memória, imaginação e criatividade.

Não obstante haver cada vez mais conhecimentos a fazer cada vez mais teorias e previsões sobre a existência, esta torna-se, por isso mesmo, também cada vez mais complexa. Assim, mesmo conhecendo cada vez mais, o universo continua igualmente desconhecido e a vida continua a ser absolutamente imprevisível! E não nos cabe outro papel que continuar a conhecê-la, a vivê-la, a mudá-la, para que tudo se mantenha na mesma!

Os conhecimentos não têm mais ou menos credibilidade e valor por serem de um qualquer tipo específico, que não se consegue definir, com um mínimo de exactidão e consenso, e que permitiria fazer essa separação e distinção. Nem por supostamente surgir ou obedecer a algum pretenso método diferenciado, também ele indefinível (a não ser “por alto”), pois todos os conhecimento afluem de forma igualmente espontânea e complexa à consciência. A validade de qualquer conhecimento não lhe advém por ser racional, emocional, intuitivo, ou qualquer outro nome com o qual nos referimos a algum aspecto da consciência. Até porque a maioria dos conhecimentos são e advém de tudo isso ao mesmo tempo.

A validade de qualquer conhecimento está na utilidade. Na utilidade que tem para a vida em geral, e para a vida de cada um. Na utilidade que tem para a vida no processo de criar mais…vida. E nesse processo a utilidade pode ser a de prover esperança, integração, segurança, afirmação, energia, etc, à nossa existência, tanto individual como colectiva. E portanto, é a vida em geral, e cada um em particular, que determina quais conhecimentos são mais validos e credíveis em cada momento.

A existência é vivida por egos. E o ego, tanto como deseja integrar-se na Unidade, não pode deixar de se afirmar, pela diferença. O ego, pela sua natureza, acha insuportável e inaceitável qualquer unidade que o dissolva (mesmo que nisso lhe apresente o infinito). A única Unidade que vislumbra com agrado e intenso desejo seria uma unanimidade de apoio e reconhecimento, o que choca com o mesmo desejo de egos alheios e por isso nunca se concretiza. Mas o ego não desiste. Nunca. Sempre insiste em distinguir, ainda mais para separar e conquistar, do que para discernir, entender e unir. E assim tenta, por exemplo, definir “tipos de conhecimento específicos”, dos quais o melhor é sempre o seu, claro! Ditaduras de todos os tipos, incluindo culturais e até epistemológicas, são tentações ás quais não podemos resistir. É a nossa natureza.

Mas, se aprofundarmos bastante qualquer análise, se aproximarmos ou afastarmos muito intensa e duradouramente a observação, as verdades transformam-se, e tanto as diferenças e separações como a união entre as coisas começam a ser menos nítidas. No que antes era Uno começa a discernir-se um oceano de diversidade, e nesta, se continuarmos o dárshana, a diferença começa a dissolver-se de novo no Uno.

A consciência flui. Mantém-se absolutamente estável na sua instabilidade.

É Una & versa…

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15.4.06

Surf in town

Surf `s up!

Aos poucos lá vou reintegrando o surf na minha vida. Uma ou duas vezes por semana.

É tão bom. Prazer, desafio e novidade constante sem sair da mesma actividade, nem que seja sempre na mesma praia! Uma pratica, não intencional, de integração.

Desde há dois meses que tenho feito surf sem corda!

A maioria das vezes em mares pequenos de até um metro. Mas ontem, por exemplo, vinham uns “sets” grandões com mais de 1,5m. Já metia algum respeito, pois nem havia canal…

O bom de surfar sem “leash” que que nos auto programamos para não depender dessa rede de segurança. E acabamos por nos adaptar! Acabamos por cair muito menos, e passado algum tempo já arriscamos quase tanto como antes. E até com mais sucesso. E, claro, de vez em quando, lá nadamos até a praia, o que só contribui para a boa forma.

E daí surgem boas analogias com a vida em geral…

A vida na qual, mais tarde ou mais cedo, temos de arriscar e viver sem a rede de segurança (quase sempre a familia). E quando tiramos as rodinhas auxiliares que nos mantinham em equilibrio vemos que até já sabemos andar e manter a estabilidade. Ou pelo menos, conseguimos fazê-lo a maioria do tempo! Porque sempre há uns tombos garantidos pelo caminho…

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13.4.06

O meu dogmas básico

"A verdade é aquela da qual temos consciência"
DeRose

Acho esta sentença fantástica! É, cada vez mais, a verdade da qual tenho…

É um dos meus dogma base! Um daqueles estruturantes. Um dogma que não é fechado. Abre-se a todo o tipo de possibilidades. Valoriza a consciência de cada um. Em cada um encontra a fonte, credibilidade e sentido das próprias verdades. Ou falta delas…

Não obriga a nada. Sem em “outro” reconhecemos a nossa verdade é por identificação na qual nos reconhecemos. Se discordamos é só outra verdade, e essa relatividade também é tolerância.

Podem querer achá-la uma verdade mais. E é. Para muitos não terá qualquer valor. Talvez achem apenas mais uma moda ou um lugar comum destes tempos filosóficos relativistas, dispersos e confusos. Ou uma afirmação revolucionária. Algo simplista ou absolutamente profundo. Ou o que quiserem. É a vossa …consciência!

Para mim é simplesmente óbvia! Evidente. Uma evidência lógica. Simples, bela e poderosa.

Creio em mim. E você?

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Ego...

Ego

Estou farto das paranóias com o ego.

No Yôga é demais. Qualquer coisa que se faça (ou até omissão) tem logo uma acusação disparada de ego ( e condicionamento), como se fosse coisa má.

Tenho para mim claro que o Yôga é um processo de transcendência do ego. Ou seja, da consciência blindada nos limites ilusórios do ego.

Mas transcender não é de todo aniquilar, destruir, ou sequer ver no ego um adversário terrível!

Transcende-se o ego, através do próprio ego. Aliás, a própria transcendência parece-me uma ambição bastante egóica!

E transcende-se mas mantém-se um ego. Esse complexo a que se chama ego-personalidade. Essa coisa que vai sendo. Esse devir que identificamos com o nosso nome e serve à nossa expressão na existência!

O ego é bom. Pelo menos o meu é. E aqueles de quem eu gosto também. E também o é o daqueles que me gostam e querem bem.

E, observando bem as coisas, os paranóicos com o ego, na realidade, têm problemas mas é com o ego dos outros…

E digo mais: não existe nenhum ponto de observação melhor para contemplar o mundo que o ego. E para perceber os outros o melhor é fazer dárshana no seu ego. Tudo se torna imediatamente mais claro…

É um ponto absolutamente coerente em si mesmo, o qual podemos contemplar para entender com perfeição todas as coisas!

O único problema é que para fazê-lo temos também de transcendê-lo!



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12.4.06

Hipocrisias x coerência

Eu sei...

Sou hipócrita. Sei e assumo. E essa é a minha coerência! Leia artigo completo

NÃO

Empreendedor!

A vida testa-nos constantemente. Testa-nos a ver se o que temos para lhe oferecer é útil e construtivo para a regenerar. Se o que temos a oferecer vai um pouco além do que consumimos…

E esses testes são feitos de muitos NÃO!

Quando queremos empreender algo é preciso vencer a inércia. E um pouco mais.

É preciso vencer os NÃO que vêm em forma de exigências burocráticas. Os NÃO que é a energia ($) que não temos para fazer o investimento. O NÃO que advém do facto de ser novo e logo desconhecido e sem créditos de confiança até provar tê-la. Os NÃO da concorrência, cuja sobrevivência disputa o mesmo bolo e, naturalmente, deita mão de todas as armas, de forma selvática, ignorando qualquer condicionalismo ético. Os NÃO de ao mesmo tempo termos sempre de resolver outros problemas que nos distraem e desgastam. Os NÃO que os nossos mais próximos nos transmitem, desconfiando da nossa confiança, duvidando da nossa capacidade, quando o que precisávamos era precisamente desse voto. Os NÃO dos nossos companheiros serem diferentes na forma de estar e na forma de querer, e daí advir fricções e perdas de tempo e dinheiro, quando devia advir sinergias. Os NÃO do mundo ser imprevisível, e de nos usar sem pedir licença, e nos exige sempre mais adaptação. Os NÃO da nossa própria personalidade, feitos de inexperiência, medo, falta de amor-próprio e criatividade e coragem, cansaço e preguiça, incapacidades, vícios, etc. Enfim…São muitos NÃO!

Mas nós temos o instinto de vida. O instinto de nos desgastar até ao fim, tentado sobreviver. E respondendo a esse instinto integramo-nos na vida o melhor que sabemos e lutamos. E até matamos se for caso disso. (E até morremos…)

E a vida até tem alguns momentos bons. Muitos bons. De prazer e satisfação. De partilha e alegria. De realização pessoal e integração. Momentos que nos iludem nas dificuldades, como motivação para ultrapassá-las. Uma ilusão que, mesmo que a vejamos como tal, é absolutamente fundamental para a evolução. Uma ilusão que nos lança na resolução dos problemas, que nunca é senão o gérmen da própria infinitude dos problemas. A ilusão, que imaginamos e desejamos quase desesperadamente, de um dia os problemas acabarem e de que tudo será perfeito, paz e harmonia, para sempre.

Não o é. É a vida. E como dizia no outro blog: a vida é difícil e depois acaba!

É preciso ter muita inspiração para viver. Ainda mais estando conscientes do infinito e falta de propósito extra da vida! Viver (lutando) só porque estamos vivos. Viver por viver.

Aos poucos, à medida que tento empreender, vou percebendo e simpatizando mais com os empreendedores. Aqueles que têm ideias, coragem para as erigir no mundo contra NÃO constantes, e preservaram numa luta constante, que é a própria vida, que nunca dá tréguas. É uma das coisas que mais me inspira no meu Mestre, DeRose (e em outros da sua estirpe). Um lutador combativo, que não desiste e não dá tréguas. E cada vez me inspira e o admiro mais, tomando consciência que as minhas lutas e o meu empreendorismo é quase uma migalha comparada com o tamanho e duração dos projectos e desafios que ele enfrenta desde há longos anos. Entendo melhor como ele ás vezes tem pouca paciência (eu ainda tenho menos perante muito menos penas). Entendo como se procura rodear de gente pró-activa (ou seja, pró-ele), pois nada é mais desgastante que dispersar energias lutando com aqueles que supostamente estão lutando connosco.

A vontade que dá, ás vezes, é entregarmo-nos à força de esses Homens de comprovada força e capacidade, e deixarmo-nos iludir que a sua força ditará uma ordem construtiva que a nossa fragilidade não alcança.

Talvez seja a melhor solução para muitos… A mim parece-me um tiro no próprio pé.

Inspiração sim. Inspiração para também nós extrairmos de nós mesmos o nossos máximo potencial.

É isso que desejo para mim e para aqueles de quem gosto. Muita inspiração. Muita realização pessoal.

(Não estou com nenhum problema especial. as coisas até estão bem... Estou apenas cansado!)

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11.4.06

Eu sou!

Eu sou!

Há uns tempos descobri quem sou.

E então exclamei: é isso! Só isso!?! Ok.

Bem, agora que já sei posso simplesmente…viver.

Mas, filosofar é grande parte daquilo que sou nesta vida.

Bom. Agora já não preciso de filosofar para depois viver. Vivo filosofando! Leia artigo completo

Filosofia

Filosofia

Para mim filosofar é simplesmente contemplar o mundo. E deixar que dessa contemplação aflua o conhecimento da existência.

Umas vezes vem revelado puro, criativo, de intuição.

Outras vezes raciocinado, sentido, tocado.

O mais comum é vir-se numa miscelânea interactiva de todas as capacidades existentes.

E o conhecimento que se expõe pode ser sempre…contemplado!

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5.4.06

Sistema, integração, incomprensão...

Sistema

Sistema tem a ver com relação. “Está tudo ligado!”

Sistema é uma generalização referente ao estado geral das coisas, da sociedade…

“Sistema” é uma generalidade tão vasta que nada mais é que a própria vida da qual somos um seu aspecto vivente. Todos a ele pertencemos, nem que seja combatendo-o!

Se nos enquadramos numa parte do sistema, dita democrática, então esse sistema tende a favorecer um amplo grau de diversidade e possibilidades, e a manter uma grande tolerância ás diferenças. É a própria filosofia desse tipo de sistema. É da concorrência e cooperação dessas diferenças que esse tipo sistemático extrai a sua vitalidade. Mas esse sistema não é o dominante no mundo. Nunca foi. É apenas um privilégio espacio-temporal que temos a sorte de vivermos.

Claro que no sistema (na vida…) se reformulam constantemente ordens, feitas de regras, determinadas por relações de poder piramidais (hierarquias) e nas quais despontam incessantemente mais e novas lideranças. Isso é “natural”. Faz parte da natureza. É assim. Simplesmente é!

Essas regras e ordens têm como sentido algo muito simples e óbvio: criar o máximo de vida com o mínimo de trabalho. É só eficiência e eficácia. Vida é movimento. É mudança. É energia. Quanto mais energia afectarmos para a nossa vida melhor ela será. Mais tempo tempos para desfrutar a vida. Mais qualidade de vida.

Energia em termos contabilísticos chama-se DINHEIRO. $$$.

Claro que como “nada se ganha, nada se perde e tudo se transforma” para uns terem mais outros terão menos. O sistema que favorece uns desfavorece outros…

As mesmas regras e ordens que limitam, aprisionam e matam uns são a própria liberdade, salvação e realização pessoal de outros.

Todos gostam de regras e ordem. Da sua regra e ordem. Daquela que os favorece.

E a questão do sistema é essa: o sistema favorece as nossa pretensões egoístas do momento? Se sim é bom. Se não é mau. Simples.

Também aqui é uma questão de integração, ou não. E mais que absolutos há graus…

Para um insatisfeito será algo mau. Diabólico mesmo. Para quem lidera o sistema será algo bom. Para quem a existência simplesmente é o sistema simplesmente existe.

O resto é conjectural...

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1.4.06

Sistema, teias, marginalidade...

Coversa sobre: SISTEMA!

Quando aqui chegamos foi f##: garantias; fianças; meses adiantados; queriam tudo...
Pois, imagino
Ainda mais estrangeiros e para Yôga....

Mas sempre é mais barato que aí
E tiveste q pedir autorizações à câmara?
Sim. Burocracias. Ainda ando a resolver e nunca acabam
É isso q ás vezes me vacila
Pois eu tb fico louco
Pegar em mim e ir para o Alentejo curtir fazer só uns cursos de fim-de-semana
Parece que é só para complicar
E da trabalho e atrasos para c###....
O pessoal tá mto sistematizado
Já para não falara em paciência
É só regrinhas
Exacto
Pedir autorização para tudo. qq dia para respirar
No final um gajo tem de adaptar-se e pronto
Mas é MUITO chato
E dps pagas, pagas pagas mas para receber alguma coisa do sistema...
E para quem lida com pouco $$$ como nós é muito mais complicado ainda.
Receber recebes segurança estradas hospitais escolas etc...
Supostamente ...
Supostamente
Mas pronto faz parte do teatro
É o sistema....
Ou um gajo entra ou é marginal
Prefiro entrar
Ser marginal da ainda mais trabalho

ya

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