26.4.06

Apontamentos de viagem

Ca estou na tal de Paris Francia, mais uma vez...

Depois dos inevitaveis stresses de ultima hora, alguma sorte ha mistura(!) la cheguei a esta terra onde nao viria a turismo...

Ja nem me lembrava o bonita que e a cidade. E da quantidade de pretos e norte africanos que tem!

Para mim a Franca, e Paris em especifico, e apenas um reflexo do seu grande passado. Uma especie de museu em que ainda nao meteram a placa mas ja cobram bilhete! Em termos de influencia economico cultural ja era.

Com um pouco de ajuda das meninas francesas la me orientei. Ou quase. Numa das linhas de metro fui no sentido errado, ate comecar a ver que era dos poucos brancos! voltei atras na paragem de stlalingrad!!! Meia cidade em sentido oposto e cheguei a um quase paraiso urbano: rue moufettard.

O Hotel e tipo "jovem e desportivo" que e o melhor para nao me habituar ao peso dos anos. A rua e optima. Cheia de bares , cafes e restaurantes de todo o tipo, com lojas pro Turista, livrarias e tudo..... Tipo bairro alto mas mais elegante e refinado, o que nem sempre sendo uma vantagem, neste caso e agradavel. Etem animacao diurna e nocturna.

Adoro estar anonimo numa cidade grande. E da cena multicultural tambem. Mas bastaram 2 horas de apertos nos transportes publicos para me lembrar porque escolhi uma cidade mais pequena para viver. Preciso de espaco. A pressao humana sufoca-me. E a falta de espacos abertos e horizonte (que e como nao saber da saida) deixa me "tenso". Acho que sou um bocadinho de bicho do mato mesmo.

Nao e defeito , e feitio. Como os fanceses. Ate nem tenho razoes de queixa, mas nao simpatizo nada com os gajos.
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25.4.06

Focando o foco!

Ponto de vista II

De todos os pontos de vista, aquele que me parece melhor é o ego!

E dentro do ego, parece-me que há dois factores, absolutamente nucleares e interligados entre si, que são a base de tudo: a energia ($$$) e o sexo!

Algures por entre todas as Uniões e desuniões está lá o dinheiro e o sexo. E esses dois factores, tão profundamente interligados, explicam quase tudo.
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Comtemplação...

Pontos de vista

“Todos os caminhos vão dar a todo lado, mas ninguém os pode percorrer a todos”

Sútra Antonino

Qualquer ponto de vista é absolutamente legítimo e bom para contemplar e conhecer a realidade.

Uns fazem-no através das artes marciais, ou de uma concreta. Outros através de uma religião, ou uma muito na moda “espiritualidade”. Outros através de filosofias diferenciadas. Outros dos grupos sanguíneos. Outros da alimentação. Outras da história, da sociologia, da física “quântica….enfim, qualquer ponto de vista pode servir. Cada um encontra-se em algum que se lhe adequa melhor. E através desse ponto de vista entende o resto.

O que é preciso é concentração. Manter o foco. Manter a atenção em algo: num grupo, numa filosofia, numa ideia, numa relação, numa paisagem, numa pratica, numa parte do corpo, ou da mente, numa mulher, num ego, em si mesmo… quanto maior for a concentração melhor.

Se estabilizarmos a consciência em alguma parte do todo, e aí a mantivermos, em pouco tempo a realidade começa a desenrolar-se perante a nossa observação. Basta dar tempo. E então basta contemplar. A consciência flui mantendo-se “ancorada” num ponto de observação. E dessa contemplação surge o conhecimento de tudo. A diversidade desenvolve-se dentro da própria unidade.

É isso que o Yôga ensina e estimula. Não só na “pratica técnica”, mas sobretudo na vida como um todo. Pois a pratica é um reflexo (concentrado) da própria existência.

E por isso o Yôga é tão interessante. Simultaneamente é um darshana, absolutamente válido e que se basta a si memo. Por outro lado, como não tem teoria nem moralidade próprias, adapta-se e aceita e apoia qualquer uma. Sejam ela tantrikas, espiritualistas, naturalistas, antigas, modernas, ocidentais ou orientais…

O Yôga não só é um ponto de vista, mas também um óptimo apoio a todo e qualquer outro dárshanas.

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É é...

A realidade é aquela que "vemos". E vemos a realidade que somos.
Sutra Antonino


"Vemos os nossos defeitos nos outros!"

DeRose


Vemos no que nos rodeia um reflexo do que nós mesmos somos. E isto faz-me pensar na crítica...No que rechaço, no que digo (a mim mesmo) que não gosto e não quero...
Por isso criticamos tanto...
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23.4.06

Críticos

Os críticos de plantão!
(sobre a critica politica e não só...)

Os críticos são…críticos.

Personagens que se realizam-se na critica. É isso que podemos esperar deles.

Na maioria dos casos a critica é simplesmente de mal dizer, destrutiva, que é mais fácil. Na maioria dos casos vira vício. Na maioria dos casos acaba por ser permanentemente contra tudo e todos!

Alguns são tão notáveis (tão críticos) que até ganham dinheiro para ser críticos. Confesso que os invejo. Por isso aqui os critico, claro.

Os críticos dizem mal de tudo e todos!

Todos os que se afirmam, dizendo ou fazendo alguma coisa são alvos da crítica. Bombardeados pelos críticos.

Os políticos são o alvo de eleição. Têm poder, e o seu exercício é bem visível. E é, precisamente essa notoriedade que os torna os mais invejados pelos críticos. Sim, porque a maioria dos críticos políticos também são ou foram ou querem ser políticos. São capazes de “exigir” aos políticos explicações, ou melhor, justificações, acerca de tudo o que eles fazem, apesar de eles mesmo não fazerem nada e não responderem pelo que não fazem. Mas pelo menos sabemos que eles fariam tudo sempre ao contrário… do contrário!

Os críticos dizem mal da democracia. Péssimo! De tudo o que ela é. De tudo o que ela permite. Especialmente de todos os que a fazem.

Só há uma coisa que é religiosamente protegida nessa democracia: a “liberdade” de expressão! Aquela que lhes permite expressarem-se. Sentirem-se vivos. Aquela que lhes permite dizer mal de tudo e todos, e sair impunes! Na realidade, para os críticos, liberdade de expressão é apenas direito à blasfémia, uma espécie de difamação que nem isso tem coragem de ser! Para defender a sua liberdade de expressão seriam até capazes de impor uma (sua) ditadura…

Só os críticos têm liberdade para exibir as suas opiniões conforme bem lhes apetece. Porque a sua irresponsabilidade (que é o que mais odeiam) lhes permite dizer qualquer coisa. São uma espécie de partido pequeno da oposição em versão individual, que por não chegar ao governo pode prometer tudo e nunca sair provado que estava errado. Mas é a sua forma de chamar a atenção! Para os críticos a sua opinião é mais importante do que tudo o resto. Incluindo da nação em nome da qual gostam de invocar as suas criticas. Sim, porque eles, tal como os que criticam, fazem tudo por nós…

Pode-se dizer que os críticos são os porta-vozes da frustração do povinho, que com se sabe é muito crítico, porque muito frustrado. E por isso aprova as críticas dos críticos (não os próprios claro).

Os críticos ganham sempre, porque nunca jogam. São apenas outra forma de treinador de bancada. A equipa não ganhou porque não fez o que ele sabia que era óbvio que se devia ter feito. Depois do jogo...

Enfim…os críticos! Nunca são muito importantes, os críticos. Mas felizmente que existem. Existimos…

A critica tem muito a ver com insegurança e com escape de si mesmo!

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21.4.06

Discussões, debates e (des)entendimento!

O valor de uma discussão


“Só deveríamos discutir com quem estamos de acordo” DeRose.

Cada vez entendo melhor esta sentença. Algumas das discussões mais agradáveis que tenho são baseadas em entendimento e concórdia. E nessa base é mais fácil aceitar algo mais. Um acrescento e desenvolvimento do que já sabemos. Quiçá até uma revisão aos nossos paradigmas... E tudo mantendo uma agradável sensação de comunhão entre os intervenientes.

Pelo contrário, as discussões que se baseiam na diferença e na discórdia rapidamente se transformam em debates. Em verdadeiros embates, que são guerras de palavras. Começa-se com 90 % de concórdia e pouco tempo depois está-se em 99% de …desentendimento! Muito possivelmente perde-se até qualquer base comum, mesmo básica, que permita sequer a comunicação. E quando as palavras acabam...a emocionalidade despoleta e a hostilidade ganha espaço. Dos argumentos rapidamente se passa aos insultos meramente pessoais, cujo objectivo é destruir o oponente (já que os argumentos não foram procedentes no intuito de vencê-lo, tenta-se minar a credibilidade pessoal, rebaixando-o perante o próprio julgamento...). Perplexidade, desespero, incapacidade de comunicação…E da emocionalidade até à tentação de usar a força física para impor uma ordem, vai um passo pequenino. Se é entre amigos que estão num debate tipo epistemológico, tudo fica com um momentâneo “vai pró car###”. Algo tipo disputa de marido e mulher. Uma "peixeirada"! Depois faz-se as pazes e até "fica "melhor". Mas, e se for um choque cultural, de proporções globais? Aí intervêm os tanques, é certo!

Não há pior caminho para encontrar consensos e concórdias. Ainda mais infrutífero se o objectivo é convencer. Convencer exige uma sedução emocional...um elogio ao ego, por exemplo. É a emoção que seduz, une e agrega…

No final desses embates cada um sai mais convencido de si mesmo. Mais convicto das próprias crenças. Ou pelo menos daquelas que esgrimiu. E é só. Aliás, parece ser, quase sempre, esse o propósito. Afirmar-se no confronto com o outro, contra o outro. O debate tem uma natureza reaccionária.

Esse tipo de discussões, mesmo que se digam racionais e entre seres razoáveis (quase sempre é coisa de homens) servem sobretudo para exaltar os egoísmos. E reforçá-los. Testamos as nossas convicções, mas apenas para reforçá-las na dialéctica do confronto, em que a razão serve a vaidade de cada um, argumentando cada sentença, e dispersando em qualquer sentido que seja conveniente. Não se trata de uma busca pela "A" verdade. Simplesmente pela verdade que faria ganhar a própria discussão, para gáudio do gladiador!

A discussão (dizer e ouvir) feita de argumentação dita racional, pouco mais faz do que dispersar a partir de um ponto qualquer dirigindo-se a qualquer outra em direcção. E a maioria das vezes, a discussão rapidamente passa a ser um debate (embate), em que cada um parte quase de acordo com o outro e rapidamente estão cada vez mais afastados devido à defesa, cada vez mais extrema, das suas diferenças. O confronto tende ao extremismo.

Para quem quer partilhar e não convencer, passado pouco tempo dá vontade de acabar com a coisa e declarar derrota (por cansaço) : "ganhas-te, tens razão(neste caso: razão = verdade, estar certo)". "Leva a taça" (uma satisfação interior de esperteza)... Muito para trás ficou o intuito de partilha de diferenças com vista ao entendimento mútuo, enriquecimento com outros pontos de vista ou até a mera excitação do pensamento com vista a sair da estagnação mental. Muito para trás ficou a boa educação, o bom senso e, principalmente, o bom humor.

É bom sinal poder gastar tempo assim...

2 argumentistas podem disputar uma verdade dizendo coisas opostas, querendo dizer o mesmo, apenas argumentando por vaidade, à qual a sua racionalidade serve.

Por exemplo:

Diz A – “Nada se ganha, nada se perde, tudo se transforma.”
Diz B - Tudo se ganha, tudo se perde, nada se transforma.

Vai dar exactamente ao mesmo!

Ao menos no Yôga é simplesmente: pratique. Medite…Claro que uma discussão, ou mesmo um debate, não impedem que surjam boas meditações…
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19.4.06

Causas primeiras, dogmas, provas...

Conversas dogmáticas...

Qualquer afirmação é dogmática por natureza! Pois se afirma algo! Se digo: algo é, estou a fazer uma determinação. Algo é. E se é alguma coisa, é essa coisa!

E quais as bases onde se fundamenta (para além dos quase nunca claros meandros da sua consciência) para afirmar que algo é?

Talvez em outras verdades anteriores que ache estarem relacionadas, porque acho que tem lógica. Ou porque alguém disse, ou nem sei bem porquê. É porque é.

Mas e essas afirmações (verdades, dogmas, convicções) anteriores onde se fundamenta, qual a sua fundamentação?

Bem, se quiser podemos andar sempre mais e mais para trás, procurando sempre mais causas anteriores relacionadas…mas não sei qual é a causa primeira! Nem se existe. E nem me interessa. É assim. Nem me interessa o porquê. Eu sei que é assim e pronto. Faça deste postulado a causa primeira…se precisa!

E essa afirmação é inquestionável? Não admite que possa estar errada?

Sim admito. Admito tudo o que quiser. Tudo é possível. Incluindo o contrário!

E é possível contrariá-la, ou “falsificá-la”?

Sim, claro. Qualquer coisa pode ser contrariada a todo o momento por qualquer um. Agora estou absolutamente certo (crente, convicto) de que algo é. Nem sei porquê, nem me interessa. Simplesmente faz sentido e permite-me fazer o que eu quero. E daqui a pouco esta certeza desvanece-se, talvez nem saiba porquê, e parece-me falsa, inútil e ridícula. Talvez apareça outra. É o mais provável. È o costume…Uma mais útil aparece e substitui esta. É o que todos fazem, a todo o momento. Revisão. É a evolução. A mudança.

Mas para ter a certeza não precisa de provas?

Provas? E como prova a provas? Tem um método? Prove-me o método. Você tem a certeza de existir? Prove-mo…Ou é simplesmente óbvio, para si. Não vamos andar em círculos infinitos e voltar ás causa primeiras, por favor.

E satisfaz-se com “ser assim por ser assim”?

Olhe, por agora sim. Mas isso da satisfação tem pouco de permanente e absoluto… Mas saber que algo é, agora dá-se imenso jeito e isso chega-me. Por ora.

E fica-se por aí?

Quer que desenvolva mais…ok. Aqui vai:

E é provável que baseada nesta verdade produza outras. Outros dogmas! De uma teia de afirmações entrelaçadas se pode extrair um sistema, uma doutrina, ela própria afirmativa, e logo, dogmática. E esses conjuntos podem formar paradigmas através dos quais entendemos e vivemos o mundo.

Tudo muito dogmático. E básico.

Mas não se preocupe. Dogmático e básico são só duas palavras…

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16.4.06

O que é Real?

Tudo é REAL

A existência é. Está. Foi. E vai sendo. E nada há além da existência. E logo, tudo é realidade. Até o nada e o próprio além cabem no real. Pois a existência é a nossa consciência. E a nossa consciência é a verdade. A existência é permanentemente impermanente. Absolutamente estável na instabilidade. Una e versa. Toma muitas formas. Incluindo o não, a morte, a falsidade, a mentira, a esperança, o sonho, a ilusão e o ego, que são reais e verdadeiros enquanto tais. A realidade é emoção e intuição. É corpo e é mente, e todos os nomes que quiser dar à consciência. Eu chamo-lhe também natureza e vida.

Tudo o que a consciência concebe existe, e logo é real, e essa é a verdade.

Consciência = existência

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O valor da critíca

Critica reflexológica

Os que me conhecem sabem que não faço apologias à crítica, e até ando a fazer um esforço consciente para a ir deixando num papel cada vez mais secundário. Principalmente à critica que é 99% necessidade de atenção e afirmação perante os outros. Principalmente à que se faz aos outros e ás suas vidas, sem propor soluções e sem olhar para si mesmo (exactamente com as mesmas “imperfeições”que se criticam). Principalmente á que é feita sem boa educação, sem bom senso, sem bom humor!

Essa crítica demonstra sobretudo a insatisfação e frustração de si mesmo, e inveja e impotência em relação ao criticado.

Tenho reparado que em nome da “liberdade” e da “direito” à crítica muitos ultrapassam a falta de argumentos com uma rápida deriva para a emocionalidade, em embates de vaidades desmedidas onde a agressão se torna o mote, à base de insultos pessoais, muitas vezes gratuitos, e até a terceiros... Isso, para mim, é mais que estéril. É contraproducente. Não tenho vontade, nem tempo, nem força para dedicar a isso.
Não devo dinheiro a ninguém. Não tenho projectos político-religiosos para mudar ou impedir que o mundo mude. Não quero convencer ninguém de nada. Por isso não devo explicações a ninguém.

E para me afirmar prefiro fazê-lo pela positiva, sendo PRÓ alguma coisa, e não contra alguma outra.

As maiores críticas dá-nos a Vida em forma de obstáculos e problemas. Sob a forma de insucesso. É aí que realmente paramos para (re)pensar tudo e mudar.
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Universo

Uno & verso

A realidade é Una. E versa! Por isso lhe chamamos universo…

Há, como sempre, uma imensidão de conhecimentos da existência. Saberes diversos e dispersos que convergem, competem, se contradizem e colaboram. Explicam e prevêem o mesmo e outras coisas. Expressam-se de formas distintas, o que tanto produz entendimento como equívocos. Agrupam-se e classificam-se, de forma nunca permanente e estável, atribuindo-se-lhes nomes. Nomes que nunca são inequívocos, e se referem a muitos “ir sendo”…

Mas toda essa produção diversificada compõe um Uno. E provém de um Uno. Esse Uno é a nossa consciência. A consciência Humana, feita de corpo, sensações, emoções, raciocínio, intuições, memória, imaginação e criatividade.

Não obstante haver cada vez mais conhecimentos a fazer cada vez mais teorias e previsões sobre a existência, esta torna-se, por isso mesmo, também cada vez mais complexa. Assim, mesmo conhecendo cada vez mais, o universo continua igualmente desconhecido e a vida continua a ser absolutamente imprevisível! E não nos cabe outro papel que continuar a conhecê-la, a vivê-la, a mudá-la, para que tudo se mantenha na mesma!

Os conhecimentos não têm mais ou menos credibilidade e valor por serem de um qualquer tipo específico, que não se consegue definir, com um mínimo de exactidão e consenso, e que permitiria fazer essa separação e distinção. Nem por supostamente surgir ou obedecer a algum pretenso método diferenciado, também ele indefinível (a não ser “por alto”), pois todos os conhecimento afluem de forma igualmente espontânea e complexa à consciência. A validade de qualquer conhecimento não lhe advém por ser racional, emocional, intuitivo, ou qualquer outro nome com o qual nos referimos a algum aspecto da consciência. Até porque a maioria dos conhecimentos são e advém de tudo isso ao mesmo tempo.

A validade de qualquer conhecimento está na utilidade. Na utilidade que tem para a vida em geral, e para a vida de cada um. Na utilidade que tem para a vida no processo de criar mais…vida. E nesse processo a utilidade pode ser a de prover esperança, integração, segurança, afirmação, energia, etc, à nossa existência, tanto individual como colectiva. E portanto, é a vida em geral, e cada um em particular, que determina quais conhecimentos são mais validos e credíveis em cada momento.

A existência é vivida por egos. E o ego, tanto como deseja integrar-se na Unidade, não pode deixar de se afirmar, pela diferença. O ego, pela sua natureza, acha insuportável e inaceitável qualquer unidade que o dissolva (mesmo que nisso lhe apresente o infinito). A única Unidade que vislumbra com agrado e intenso desejo seria uma unanimidade de apoio e reconhecimento, o que choca com o mesmo desejo de egos alheios e por isso nunca se concretiza. Mas o ego não desiste. Nunca. Sempre insiste em distinguir, ainda mais para separar e conquistar, do que para discernir, entender e unir. E assim tenta, por exemplo, definir “tipos de conhecimento específicos”, dos quais o melhor é sempre o seu, claro! Ditaduras de todos os tipos, incluindo culturais e até epistemológicas, são tentações ás quais não podemos resistir. É a nossa natureza.

Mas, se aprofundarmos bastante qualquer análise, se aproximarmos ou afastarmos muito intensa e duradouramente a observação, as verdades transformam-se, e tanto as diferenças e separações como a união entre as coisas começam a ser menos nítidas. No que antes era Uno começa a discernir-se um oceano de diversidade, e nesta, se continuarmos o dárshana, a diferença começa a dissolver-se de novo no Uno.

A consciência flui. Mantém-se absolutamente estável na sua instabilidade.

É Una & versa…

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