Sistemas politico economicos
No século XIX e XX a grande discussão era entre Capitalismo X Comunismo, segundo a receita ditada pelo Marx. Hoje isso já está ultrapassado. Aliás, até nos finais do século XX já era uma daquelas modas, que, ao sê-lo, já estava fora de moda!
Hoje discutir o comunismo é como discutir o sexo dos anjos! Já se sabe que crenças transcendentais sobre a salvação do mundo fazem parte do…mercado! Mas para discutir sistemas politico económicos mais vale manter os pés na terra e falar de coisas reais.
O que existe é essa coisa dinâmica e infinita (de soluções e problemas) chamada Vida. Vida que numa linguagem mais económica se chama mercado. E mercado que não é aquela coisa simplista que o Marx enunciou.
Neste mercado o Estado não se opõe ao mercado, mas faz parte dele. E já não é algo tão importante pois compete e colabora no mercado com muitos outros poderes, para além das empresas, patrões e trabalhadores. Agora até há “empresários em nome individual”! Os empregados têm tantos direitos que até chateia. As empresas pagam segurança social, seguros etc. Existem infinitas organizações sociais (infra e supra estatais) que pressionam em todos os sentidos. E o mercado negro…
Nenhum poder é absoluto. Nem o do estado, nem sequer o de algum ditador. E da mesma forma, também não há liberdades absolutas. Nem liberalismos puros! O que existe são diferentes organizações e distribuições do poder, sendo as maiores diferenças de estilo…O "capitalismo" hoje (e sempre) tá mais que regulado por 108 legislações, incluindo as supra e infra estatais. "Laissez faire..." puro nunca existiu.
Assim, hoje, a questão é saber: um sistema tipo parlamentar (referência: GB) cujos poderes são muito distribuídos (supra e infra-estatal, e paralelamente também…) e provêm de muitas fontes diferentes e concorrentes? Ou, um sistema de poder mais centralizado (ainda no aparelho do Estado), mais comandante, mais repressivo e mais radical? E dentro desta via, ao estilo oriental ou ao estilo hispano-americano?
À primeira vista o sistema parlamentar (tipo GB) seria obviamente melhor, avaliar pelo nível económico, de bem-estar, estabilidade e equilíbrio social, níveis de saúde, educação, etc. Mas, é bom não esquecer que isto ainda é acumulo de muitas, manipulações, conquistas, expedições, guerras, etc. Por outro lado não podemos ignorar que a ex-URSS passou do estado medieval a super potência nº 1 do mundo em menos de 50 anos. Fui um crescimento insustentável e sofrido (muito!!) mas foi real. E ainda que a China, soube adoptar sistemas centralistas para se nacionalizar, organizar, autonomizar e agora expandir sem limites. Por outro lado, os países de maior crescimento sustentado são a Índia, o Brasil e os tigres asiáticos cujas democracias são muito parecidas, principalmente em: miséria, crime, corrupção, desigualdade social, etc.
Enfim, não em é liquido que a “democracia parlamentar” seja algo inequívoco. Até porque ela leva ao poder Bolivarianos e fanáticos de do Islão que respeito aos parlamentos têm pouco!
Parece inevitável que onde o sistema conjura para miséria, instabilidade e insegurança de grande parte da população vai haver merda (leia-se revoluções e ditaduras). Mesmo que seja o menos mau (democracia parlamentar de cariz liberal, mas socialmente atenta).
Quando a necessidade é romper com o “status quo” instalado tende a surgir uma ditadura popular de "esquerda" (revolucionária). Se a causa é demasiada agitação tende a surgir uma ditadura conservadora de “direita”. Mas mesmo esses rótulos, hoje, já são pouco fiáveis… Cuba já não tem nada de revolucionário! É apenas mais uma ditadura (Fidelismo) que se quer perpetuar! Aliás, hoje as ditaduras da moda parecem voltar a ser as religiões mais clássicas.
Enfim, para mim, o nosso sistema é quase perfeito! O quase é de salvaguarda…É que não conheço nada melhor para quem é de cá e cá vive! Mas temo pelo futuro...








