30.5.06

Saudade

Há um ano atrás cheguei de cerca de 2 meses de Brasil e a sensação que tive foi esta:

"Mui nobre e sempre leal cidade de Lisboa


Pode Portugal estar a atravessar um eterna crise. E sempre a ficar pior...

Pode haver greves e arratões. A dívida pode aumentar. Podemos ser os últimos da Europa... Não importa.
Lisboa é a verdadeira cidade maravilhosa. Com a sua luz inigualável. As colinas e paisagens. Os monumentos e modernidade. Tradição e cosmopolitismo crescentes. As mulheres cada vez mais bonitas...

É bom estar de volta. É bom estar aqui. "

E agora, depois de mais 5 meses fora, senti o mesmo.

É bom ver os amigos, a familia, a cidade, as praias... A familiariedade! A saudade. Nem descansei muito, mas o fim de semana foi óptimo!
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22.5.06

Sistemas politico economicos

Sistemas politico-económicos

No século XIX e XX a grande discussão era entre Capitalismo X Comunismo, segundo a receita ditada pelo Marx. Hoje isso já está ultrapassado. Aliás, até nos finais do século XX já era uma daquelas modas, que, ao sê-lo, já estava fora de moda!

Hoje discutir o comunismo é como discutir o sexo dos anjos! Já se sabe que crenças transcendentais sobre a salvação do mundo fazem parte do…mercado! Mas para discutir sistemas politico económicos mais vale manter os pés na terra e falar de coisas reais.

O que existe é essa coisa dinâmica e infinita (de soluções e problemas) chamada Vida. Vida que numa linguagem mais económica se chama mercado. E mercado que não é aquela coisa simplista que o Marx enunciou.

Neste mercado o Estado não se opõe ao mercado, mas faz parte dele. E já não é algo tão importante pois compete e colabora no mercado com muitos outros poderes, para além das empresas, patrões e trabalhadores. Agora até há “empresários em nome individual”! Os empregados têm tantos direitos que até chateia. As empresas pagam segurança social, seguros etc. Existem infinitas organizações sociais (infra e supra estatais) que pressionam em todos os sentidos. E o mercado negro…

Nenhum poder é absoluto. Nem o do estado, nem sequer o de algum ditador. E da mesma forma, também não há liberdades absolutas. Nem liberalismos puros! O que existe são diferentes organizações e distribuições do poder, sendo as maiores diferenças de estilo…O "capitalismo" hoje (e sempre) tá mais que regulado por 108 legislações, incluindo as supra e infra estatais. "Laissez faire..." puro nunca existiu.

Assim, hoje, a questão é saber: um sistema tipo parlamentar (referência: GB) cujos poderes são muito distribuídos (supra e infra-estatal, e paralelamente também…) e provêm de muitas fontes diferentes e concorrentes? Ou, um sistema de poder mais centralizado (ainda no aparelho do Estado), mais comandante, mais repressivo e mais radical? E dentro desta via, ao estilo oriental ou ao estilo hispano-americano?

À primeira vista o sistema parlamentar (tipo GB) seria obviamente melhor, avaliar pelo nível económico, de bem-estar, estabilidade e equilíbrio social, níveis de saúde, educação, etc. Mas, é bom não esquecer que isto ainda é acumulo de muitas, manipulações, conquistas, expedições, guerras, etc. Por outro lado não podemos ignorar que a ex-URSS passou do estado medieval a super potência nº 1 do mundo em menos de 50 anos. Fui um crescimento insustentável e sofrido (muito!!) mas foi real. E ainda que a China, soube adoptar sistemas centralistas para se nacionalizar, organizar, autonomizar e agora expandir sem limites. Por outro lado, os países de maior crescimento sustentado são a Índia, o Brasil e os tigres asiáticos cujas democracias são muito parecidas, principalmente em: miséria, crime, corrupção, desigualdade social, etc.

Enfim, não em é liquido que a “democracia parlamentar” seja algo inequívoco. Até porque ela leva ao poder Bolivarianos e fanáticos de do Islão que respeito aos parlamentos têm pouco!

Parece inevitável que onde o sistema conjura para miséria, instabilidade e insegurança de grande parte da população vai haver merda (leia-se revoluções e ditaduras). Mesmo que seja o menos mau (democracia parlamentar de cariz liberal, mas socialmente atenta).

Quando a necessidade é romper com o “status quo” instalado tende a surgir uma ditadura popular de "esquerda" (revolucionária). Se a causa é demasiada agitação tende a surgir uma ditadura conservadora de “direita”. Mas mesmo esses rótulos, hoje, já são pouco fiáveis… Cuba já não tem nada de revolucionário! É apenas mais uma ditadura (Fidelismo) que se quer perpetuar! Aliás, hoje as ditaduras da moda parecem voltar a ser as religiões mais clássicas.

Enfim, para mim, o nosso sistema é quase perfeito! O quase é de salvaguarda…É que não conheço nada melhor para quem é de cá e cá vive! Mas temo pelo futuro...

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20.5.06

Poder do consciente colectivo!

(In)consciente colectivo!

Há cerca de uma não e meio atrás, estava em Donostia, dei a mim mesmo a desculpa que precisava de ler algo para me entreter e aprender o castelhano. E assim deixei de me reprimir com o preconceito contra o livro mais aclamado e polemizado dos nossos dias. E li-o! E gostei.

Antes estava preso no meu espírito de contradição e na irritação em relação á forma como as massas acudiam a esse livro e o liam como se uma nova bíblia se tratasse! Ainda me irrita.

Mas a verdade é que a história está bem conjurada. Apega a leitura, que aliás é fácil. É um bom policial. Com conspirações, morte, drama, acção, suspense e um enredo de implicações... bíblicas!

Entretanto já muito se falou. Já muitos turistas seguiram o rasto da história nos locais reais. Muito $$$ se movimentou e a euforia positiva em relação ao livro está a dar passo a um oceano de criticas, igualmente histéricas. Principalmente da chamada intlectuadidade (e a sua mania de querer doutrinar os outros com supostas “provas”)!

Aqueles que já tinham publicado algo a falar do mesmo invejam o facto de não serem eles a ter o destaque por tão bombásticas revelações. Os ditos eruditos, principalmente especialistas acadêmicos, invejam o facto do seu posicionamento consensual e clássico ser posto de parte e muito desvalorizado em relação á criatividade e ousadia de um romance! O povinho...bem o povinho é manada, e para dizer mal está predisposto!

Que culpa tem o Dan de ter feito um caldinho que, no local certo no momento certo, se tornou um mega-sucesso e uma polémica de tamanho apocalíptico? Deveria renunciar ou minimizar o seu sucesso? O sucesso tem á partida condenação assegurada pelo julgamento da inveja. Isso é certo.

Bem, a história da Maria Madalena não tem nada de novo. Historietas mil... E o “sagrado feminino” idem. Isso aplicado a Cristo é novo para mim. A história da linhagem de sangue parece-me menos interessante. Para quem me quer vir doutrinar com as suas “provas” a favor ou contra eu digo: vão para a p.q.p.! O enredo de acção está bastante bom.

Querem flipar com o livro , flipem!

Mas eu deixei de resistir ao consciente colectivo há já bastante tempo.

E assim, ontem fui ver o filme, na estréia! E gostei. E sugiro.

Chamem-me fraco, chamem-me manada. E sou...

(Ainda assim, resisto, com orgulho, a outro fenômeno de massas histérico: Amélie Polin. Urgghhhhhh! (de nojo))
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19.5.06

Pensar em grande

Tamanho conta!

Nesta última viagem passei mais uma vez pelo aeroporto de Madrid: Barajas!

Certamente há por aí coisas bem maiores, mas eu sou um pouco provinciano e dou-me ao direito de ficar impressionado! É grande! Só o terminal 4 é maior que o nosso da Portela! E estão a aumentá-lo!

Nós (sim, sou portuga) ainda andamos com m##### sobre se havemos de construir um aeroporto com condições ou não…

Mas há mais: aqui estão a ligar o país todo com comboios de alta velocidade. Em Portugal o TGV parece ter ficado na gaveta…

As auto-estradas, que já são bastante boas, vão ser elevadas a um novo patamar, tanto em extensão como em qualidade! E, ao contrário das nossas, a esmagadora maioria são pagas directamente pelos impostos!

Eles têm campeões no ténis, na F1, no Futebol, Golf, etc. O orçamento de estado deu, pelo segundo ano consecutivo (acho que estou certo) superavit!!!!

É por estas e por outras que Madrid ainda é o principal epicentro económico-cultural dessa coisa gigantesca chamada Hispânia. A cultura de língua castelhana.

E é por estas e por outras que Lisboa é uma cidade adicional e de menos importância na Lusófonia. É triste ver que o Brasil salva mais o português que os portugueses (irrita-me profundamente ver os portugueses a falar “brasileiro”. Nós dobramo-nos!).

Adoro Lisboa e Portugal. Mas fod###! Há que pensar em grande!

Não é que eu seja o maior em coisa alguma, mas cansa o espírito tacanho que reina entre grande parte dos portugueses.

(O mais ridículo é que aqui queixam-se tanto, ou ainda mais, que em Portugal! Tá tudo mal…)

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17.5.06

War!

War!

Várias vezes penso em coisas negativas…Umas muito recorrente tem a ver com a crónica anterior, das fragilidades e efemeridade.

Para mim nós vivemos no paraíso. Um paraíso que não é fácil. Um paraíso feito de luta e esforço constante. Mas ainda assim num paraíso. Feito de muitas oportunidades e possibilidades fantásticas. Feito de muito prazer e satisfação. Uma sensação quase “mística”, como se a vida fosse uma dávida mágica que nos é dada. Um paraíso que eu tantas vezes desprezo e sobretudo desaproveito.

E talvez seja pela sensação que não estou a retirar da vida tudo o que poderia, e não estou a construir tudo o que gostaria, que me frustra saber que tudo é tão efémero. E que não há segunda chance. Não há Ctrl Z!

O que está feito não pode ser desfeito, e o que não foi feito já não se pode fazer.

E os ses… os ses muitos verosímeis.

A mim assaltam-me alguns tais como:

E se entrar-mos em guerra? Daquelas que houve há pouco mais de 50 anos. Ou outra mais pequena mas tão presente e perigosa como as grandes. Como reagiria? Seria o fim disto que eu chamo paraíso ou um estado das coisas onde eu até me adaptaria melhor e usufruiria mais?

E se não chegar a tanto, mas o sistema económico desabar? Desabou na Rússia…De um dia para o outro pessoas com um grau de educação altíssimo viram o seu mundo ruir e tiveram de emigrar para limpar as nossas casas, servir de putas nos bordeis e levantar tijolo para broncos e preguiçosos!

E se realmente os chinocas e os indianos passarem a dominar o mundo, compo se prevê, acabando definitivamente com o nosso já longo reinado, e nos tratarem como nós os tratamos a eles. Ou previsivelmente pior!

E se um alucinado qualquer resolve fazer tudo explodir num caos atómico para incendiar o que para ele é um inferno, ou simplesmente porque lhe apetece!

E se um virus qualquer resover evoluir ás nossas custas, dizimando-nos sem que nós sequer percebemos...

Ás vezes damos por seguro, “adquirido”, algumas coisas boas, tais como 3 refeições diárias (excessivas) democracia parlamentar, sistema económico cheio de vitalidade, desemprego baixo, segurança nas ruas, segurança social…

Temos isso tão seguro e adquirido que até achamos pouco. E maldizemos. Dizemos mal dos políticos, sonhamos com sistemas idílicos, etc.

Sei lá…

Para alguns o caos, a guerra, e coisas que tais funcionam bem. São a sua oportunidade.

Acho que prefiro não saber.
(Só o facto de gastar tempo a pensar isto já me enerva!) Leia artigo completo

15.5.06

Fragilidade...

Fragilidades magnânimes

O Homem tem um poder incrível. Conseguimos fazer coisas fantásticas, a todos os niveís. E ás vezes parecemos capaz de aguentar tudo. Ás vezes (sobretudo na adolescência) pensamos ser omnipotentes. Imortais. Conquistaremos o mundo! Talvez até sejamos capazes de o mudar …

Mas…

De repente, um pequeno nada deita tudo a baixo. E nem vestígio deixa. Um qualquer vento nos põe frente a frente com a nossa fragilidade que é do tamanho da nossa efemeridade.

De repente somos apenas…pó!

E isso vale tanto para cada um, como para a humanidade inteira!

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11.5.06

xiii...bichinho!

O bicho g…

O ser humano é basicamente…básico! Não difere muito dos outros mamíferos. Quer comer. Quer sexo. Quer viver. Quer sexo!!! E o resto é folclore. Como comemos o fruto da árvore proibida achamos que somos complexos e o nosso folclore parece-nos muito sofisticado. Mas somos bicho. Só.

Como qualquer bicho do género somos territoriais. E por aí actuamos de forma agressiva: defensiva e ofensiva, e até fazemos guerrinhas...E depois as pazes, e amor, e todas aquelas coisas....

Mas há outro bicho muito parecido, ainda muito mais complexo. Um maior. Um que nos usa e abusa e no fim nos descarta. Um do qual somos parte e o qual é nosso também. Um ao qual temos amor e ódio. Um feito há nossa imagem e semelhança!

É o bicho….GRUPO!

Xiii…bichinho dificil!!!

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6.5.06

Estados de consciência...

Lucidez! Ou talvez nao...

Há momentos em que estamos distraídos, lentos, sem foco e desintegrados. É fácil adivinhar o resultado.

As ondas estavam pequenas de um metro. Mas agradáveis lá no canto, em cima das rochas. O pico parte para a direita, com o take off em direcção a um calhau. A primeira secção é a abrir para tentar passar antes do calhau seguinte aflorar 1 metro fora de água... e eu , num estado não muito expandido de consciência achei normal entrar sem cordinha!!! Afinal, já lá vão dois meses e sem problemas...

1ª onda: caí e a prancha desapareceu. Quando voltei a vê-la já estava lá bem no meio dos calhaus a ser arrastada pelas espumas! Lá nadei por entre os calhaus uns 100 metros até chegar a prancha. Aprendi? Não! Resolvi entrar outra vez, directo pelos calhaus até ao pico. Fiquei a conhecer melhor o fundo e ganhei um buraco enorme na prancha...

Estado de consciência: mineral!

Conclusão: deveria ter ficado em terra!

Errado...

Tudo é transitório.

De alguma forma a lerdice, talvez posta em movimento pela água fria e tanta natação, me levou uns metros abaixo na praia, em direcção ao "quebra-coco". E, de alguma forma, sincronizei!

Passado um pouco já tinha curtido umas ondinhas. E entretanto peguei uma daquelas que vou relembrar durante muitos anos.

Um quebra-coco a fechar, forte e bem buraco. Mas suficiente para passar a primeira secção e ganhar velocidade suficiente para encaixar um "chapelinho" para passar a segunda secção, mesmo antes de explodir contra os 20 cm de areia embaixo! E estas visões e sensações valem ouro!

Estado de consciência: sou o maior e a vida é bela!

Conclusão: quase tudo é uma questão de preserverança. Insistir um momento mais.

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Way of life

Demografia e o nosso “way of life”

Há pouco tempo li uma entrevista com um importante sociólogo-demografo deu a uma revista portuguesa.

Muito interessaste.

Afirmava que o futuro é o das gerações futuras. E as gerações futuras herdam, em grande medida, a cultura dos seus pais. Pelo que o futuro tende a ser próximo da cultura dos que agora têm mais filhos, e poder de os educar.

Isso significa desde logo que será mais religioso, já que os religiosos ocidentais, sul e centro americanos e os africanos têm mais filhos.

Também significa que a Europa será cada vez mais dependente daqueles que agora emigram de Africa (invasão islâmica incluída), da Ásia e da América do Sul. E que a China vai ter problemas muito graves devido ás politicas de restrição da natalidade que pratica. E os EUA, a Índia e o Brasil apresentam uma renovação social mais “segura” e heterogénea e, portanto, são um “investimento” mais seguro.

Assim, entre crescimentos descomunais e desequilibrados na Ásia (onde a individualidade é menosprezada ao grupo), invasões de fanáticos religiosos pobres do sul, e um reavivar da reliogidade tradional por cá, onde ficam valores tais como: democracia liberal com "preocupação" social; individualismo; liberdade de expressão com tolerância e moderação; laicismo; naturalismo; etc.? Nos filhos que não produzimos não ficam por certo…

Bye bye “our way of life”!

Dá-me a impressão que o mesmo egocentrismo que deu aos europeus o domínio do mundo durante alguns poucos séculos, agora nos vai enterrar! É que antes a motivação era a sobrevivência, e isso dá muita força. Agora só queremos “não ter de nos chatear…”

(Talvez esteja a ser demasiado dramático. Estou com dor de cabeça.)

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3.5.06

Estoy de bromas, joder!

!

Se algum dia "sair do armário" vou ser assim, cheio de estilo!!!
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