24.7.06

No meio está a virtude

Criatividade, individualismo e grupos

Ontem, numa conversa animada com uma amigo daqui, que é dos gajos mais cultos e inteligentes (e desequilibrados) que já conheci, ouvi uma frase que me fez pensar: “acredito que uma pessoa inteligente e criativa não consegue fazer parte de um partido.” (aqui referia-se a grupo político, mas poder-se-ia estender a qualquer tipo de grupos)

Bem, já se sabe que os grupos tem mais poder e importância que uma pessoas individual (pois são a União de várias pessoas), e que por isso se lhe sobrepõem. E que os interesses do grupo (de várias pessoas) prevalecem sobre os do individuo (uma pessoa só). E que os indivíduos que pertencem a qualquer grupo têm de assumir compromissos e fazer cedências ao seu individualismo para se encaixarem nesse grupo. E que para uma pessoas criativa isso pode ser algo complicado e difícil, pois a criatividade tende a ser espontâneadade e nem sempre se coaduna facilmente nas regras que impõem a ordem nos grupos…

Senti-me tentado a concordar.

Mas depois lembrei-me que os grupos conseguem fazer coisas muito boas que uma pessoa só não consegue. Lembrei-me de muitos grupos onde coabitam muitas pessoas muito inteligentes e criativas, que alimentam esses grupos com a sua inteligência e criatividade. Reparei que há grupos que são, eles mesmos, inteligentes e criativos. Percebi que a criatividade individual não é independente nem antagónica à dos grupos, e muitas vezes até é estimulada e possibilitada por eles…

Ou seja, essa ideia que as pessoas inteligentes e criativas não se coadunam a grupos é apenas e só falsa. É uma ideia que os muito individualistas utilizam para justificar a si mesmo e aos outros que a sua incapacidade de União e integração, se deve ao seu génio incompreendido pelo conservadorismo castrador dos grupos.

Mas…de facto, os grupos muitas vezes são, não apenas uma limitação à expressão individual, mas realmente castradores e repressores da criatividade pessoal.

Assim, nessas lutas de egocentrismos entre os grupos e os indivíduos, como sempre, o meio-termo acaba por tomar o maior espaço. Tende a haver espaço para a maioria das expressões, tanto grupais como individuais. Mas esse espaço nunca é absoluto nem para os individualismos nem para os grupos. Tudo é uma questão de grau e “no meio está a virtude”. Os grupos continuam a dominar simplesmente porque são maiores, até porque que todos fazem inevitavelmente parte de grupos. E se um individualista for muito egocêntrico e tiver algo importante e válido para dar á vida que não se encaixe nos grupos já existentes, tende a autonomizar-se e a… formar o seu próprio grupo!

Eu, mal educado e egocêntrico, provavelmente por genes e cultura, claustrofóbico, não só física mas também emocional e mentalmente, com tendência exacerbada para o individualismo, estou a tentar equilibrar-me, num esforço que creio ser de maturidade e lucidez.

Creio que é lucidez e maturidade perceber que em sociedade, muito mais que sonhos idílicos de “liberdades”, o que realmente existe são as interdependências. União. A União faz a força. Dá força. Ajuda à realização da Vida. Incluindo à realização da vida individual. E até dá um grande gozo encontrar e construir identidades comuns.

Assim, faço um esforço. E ao fazê-lo vou percebendo que as terríveis limitações que eu vi anos grupos afinal são, acima de tudo, as minhas próprias neuroses, psicoses e incapacidades de relacionamento. O meu individualismo era a minha solidão, a minha prisão. À medida que consigo soltar-me e entregar-me mais (não me é muito fácil) percebo que a liberdade se consegue também e sobretudo por integração. E é essa a grande aspiração e natureza do Homem.
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21.7.06

Picos de vários tipos...

Montanhismo

Aos poucos vou entrando no mundo do montanhismo.

Gosto das montanhas. Dos espaços amplos, abertos, desérticos e selvagens. Prometem e permitem alguma aventura, desafio, contemplação, beleza… É como o mar.

E as montanhas também são uma metáfora. Tal como os montanhistas se expressão e descobrem na montanha, conhecendo os seus limites e ultrapassando-os, alcançando metas que talvez não imaginassem, também a vida está plena de “montanhas”. Montanhas muito mais íngremes e imprevisíveis. São picos e encostas que se formam a todo o momento em todos os aspectos da existência.

Por exemplo, no campo dos relacionamentos. E claro, nos amorosos, os mais desejados e altos de todos. Os desafios que se revelam são oportunidades constantes para nos conhecermos melhor. Em detalhe. Aí encontramos todos os nossos condicionamentos, tendências e limites. São montanhas eternamente cobertas por um manto de fogo que chama na sua direcção e que nos obriga a aprender, auto-superar e evoluir. Ou pelo menos mudar.
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19.7.06

Será assim?

Meditações de uma tarde em León

Mais uma vez tentei colmatar uma minha debilidade cultural: o culto ritualista católico. Vulgo: missa.

Adoro catedrais: frescas e amplas. Estava na de León e tinha uns minutos. Aproveitei a missa a decorrer. Entrei.

Pela primeira vez tive pena de não ter mais tempo. Acho que tinha conseguido manter-me o tempo inteiro da cerimónia. Mas só tive tempo para o Sermão! O padre falava claro, não murmurava. E mais: deu SERMÃO! Doutrina, moral. Aleluia. Não só leu porque tinha de ler. Estava mesmo empenhado. Quase irritado. O papa estava para chegar a Valência em uma semana e isso deu-lhe força! É engraçado que, sendo eu aquilo que se chamaria facilmente um relativista, e não comungando em quase nada com o dito no sermão, não consigo ficar indiferente a palavras fortes! Mas isso é outra conversa…

O Sermão era precisamente contra aquilo que o sr. Padre resumia em uma palavra: relativismo! Que na sua boca era outro nome para o próprio diabo! O pecado moderno, que corrompe tudo. A causa de todos os males. De todo o sofrimento e da própria morte (não estou a exegerar). E o que é esse relativismo? É simplesmente o facto de não reverenciarmos a Igreja Católica e os seus dogmas, ensinamentos e valores. Sendo que o valor primordial é a própria Igreja e os seus veículos (padres, patrimónios, etc.). Como é possível que algo que demorou séculos a ser construído e que era um pilar fundamental da sociedade agora seja encarado como algo fora de moda, e apenas uma mais ao lado de muitas outras espiritualidades, concorrente de todo o tipo de paganismos? Valores que eram sagrados agora são postos em causa com toda a leviandade e até ignorados por completo. O bem e o mal já não são ditados uniformemente segundo os preceitos e interesses católicos, e até há quem ache que não existem…Escandâlo!!!Enfim, a cultura e a verdade deixaram de ser manipuladas por mãos católicas, e caíram nas mãos de todos aqueles que a quiserem agarrar! Uma espécie de vale tudo, onde alguns se encontram e onde muitos mais se perdem, no jogo do: “salve-se quem puder”! E não era assim também na epoca dominada pelo catolicismo? Para os saudosistas dessa época não. Deve ser mesmo difícil de aceitar para quem é de dentro da instituição. E ainda deve ser atractivo para muita gente, porque as ancoras dão uma certa estabilidade perante tempestades, neste caso culturais.

É sempre a mesma coisa: quem está institucionalizado não lida bem com a diferença, com o novo. Aliás, acaba de fazer do imobilismo e cristalização a sua própria força! Ou pelo menos tentam.

Mais meditações…

Acho as grandes catedrais incríveis. Grandes, imponentes, frescas. Destacam-se imenso, mesmo em cidades grandes, E ainda muito mais em pequenas.

Fico sempre pouco satisfeito com as explicações de que as grandes catedrais e mosteiros foram construídos por motivos comemorativos e espirituais! Tipo para agradecer uma vitória militar ou uma visão espiritual qualquer…

Caramba! Essas catedrais são imensas! Mesmo para os padrões de hoje. Foram (e seriam, ainda hoje) construções caríssimas. Imagine-se na época medieval! Será que alguém faria uma expo 98 só por um simbolismo comemorativo? E devemos aceitar que naqueles tempos construíam algo que equivale a 10 Expos 98 somente para agradecer uma visão de um santinho? Não. Havia com certeza motivos económicos. Diria mesmo sócio-economicos. Naqueles tempo essa linguagem não se utilizava. A cultura era mais “religiosa” e expressava-se como tal. Mas os factores económicos existiam. E de certo foram preponderantes. Assim como as manobras politicas, o favorecimento de determinadas ordens, etc.

Talvez seja demasiado cínico, relativista e pós-modermo. Mas não me convencem que construíam algo que demorava séculos e envolvia muita gente e recursos só por simbolismos.

O que é certo é que construíram. E ainda hoje esses edifícios são dos maiores, mais imponentes e agradáveis das nossas paisagens. Só de estar ao seu pé já despoletamos um sentimento perfeito do nosso tamanho real: quase nada!
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16.7.06

Ufa!

Semana a 108 á hora...

Chegamso ás 06.00 de segunda. Ás 10 já a Unidade abriu. Acabar de preparar o curso deste Sábado (que correu bastante bem - 16 pessoas!!!), tratar dos impostos, demonstrações de coreografia, aula no jardim...quero um dia inteiro sem nada para fazer!!! Quero estar quieto. Só. Meditando, ou até sendo meditado...
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10.7.06

Bom fim de semana

Muito bom fim de semana

Pratica na medida certa. Surf, perfeito para quem nunca tinha feito. E matar saudades...dos ares lusitanos, de caras antigas que reaparecem, outras que são as do costume, outras novas. Gente de todos os generos, pais e filhotinhos...Praia, bom tempo, descontração, bom ambiente...humm, se fosse sempre assim! Já tou de volta. Em breve REvoltarei!
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7.7.06

Ismos

Ismos

O único ismo que realmente sou adepto apoiante é o egoísmo!

É o único honesto consigo mesmo e com os outros. Aliás, é a base comum a todos os outros, incluindo o altruísmo!

O meu egoísmo é, naturalmente, o…Antonismo! Mas não se assuste. Não me tomo muito em sério e gosto muito de outros egos! Quiçá até do seu. E um dos dogmas básicos da minha doutrina é um que já ouvia do meu querido pai (que se diz de outros ismos): quanto melhor estiverem os outros melhor estou eu, e vice-versa!
disse isto antes em vários aspectos, e as paranóias do ego deixo para os outros...
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5.7.06

Apoio das Asturias!

A febre...
Quem me conhece sabe que sou muito pouco de nacionalismos! Enquanto ideologia é dos ismos que mais desprezo! Mas futebol é menos um ismo ideologico e muito mais um tribalismo moderno. E este é muito poderoso e puramente emiocional. Eu não fico á margem. Claro que me entusiasma. Ainda mais estando fora!

O último jogo vi num bar onde também estavam 3 ingleses. Provavelmente erasmus ou professores de Inglês que é uma especie muito abundante pelas 35 escolas de Inglês (!!!) que existem na cidade. Sim, os espanhóis são mesmo burros em termos de línguas!

Bem...os gajos, para minha surpresa, mantiveram-se calmos, mesmo quando viram a nossa festa! Mais: a maioria dos espanhóis estavam a torcer por Portugal!

Lá sofremos 2h e meia, mas valeu a pena. O Scolari é casmurro, tem umas tácticas defensivas quase italianas, mas lá vai ganhando as suas apostas, e isso é que importa!

O pior é ver que se passamos vamos ter de levar com a seleccão que mais me irrita: Itália!

Pelo menos é a final. E se lá chegar-mos é porque passamos os franceses, que são a segunda seleção que menos gosto. A terceira eram os ingleses...

Força PORTUGAL!
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26.6.06

Asturias: Paraíso natural



Iniciação

Este fim-de-semana auto iniciei-me a mais uma belissima praia e ao treking.

Xagó é uma baia grande, com dunas, vários picos bons para o surf e muito agradável para a praia. Está a cerca de 20 minutos daqui. Gostei.

Já a montanha foi o inicio…Temos uns alunos aficionados que nos levaram a um dos picos mais acessíveis e conhecidos daqui das Astúrias. 4 horas de caminhada sem grandes dificuldades, muitas vacas pelo meio, e uma vista que prometia ser digna dos deuses, se não fosse por um nevoeiro que foi cerrando tudo a mais de 5 metros de distância. Voltarei.

Assim sim! Yôga, surf, treking…escalada, snowboard...que mais? É este o potencial que as Astúrias têm como…paraíso natural!

(não sonhem que é assim tão simples e tão fácil, mas, aos poucos, as coisas começam a concretizar-se!)

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24.6.06

Homenagem...

Homenagem a um amigo muito…místico!

Tenho um amigo que conheci há uns anos no Yôga. Ele na altura era mais reservado. Mas já se percebiam algumas tendências místicas. Fascínio com supostos poderes e estados de consciência extraordinários…uma procura por magias da consciência…

Entretanto deixou-se de yôgas, mas mantivemos e até aprofundamos uma agradável e profícua amizade.

Sempre o incentivei a escrever e a expressar-se. É o que faço a quem acho inteligente e interessante. Afinal, estamos por aqui para dar o que tenhamos ao mundo!

Esperava coisas interessantes.

Poesia, por exemplo. Imaginava que também tinha jeito para o conto em narrativa…Quiçá umas opiniões politicas ou filosóficas interessantes.

Esperava sobretudo um pouco de partilha das diferentes experiências das nossas vidas.

Esperava que conta-se algo sobre o curso que diz fazer: medicina! Mas há até quem desconfie que o faz, pois não se sabe de nada disso. O que acha do facto de a federação (dizem Ordem para mais ser evidente o carácter de ditadura) dos médicos só aceitar associados que estudem e pratiquem segundo os seus parâmetros, ser obrigatório estar associado, e estar sob sua jurisdição? O que acha de toda a pressão que essa sua ordem fez (e ainda faz) para impedir a legalização e regularização de todos os outros tipos de terapêuticas? O que acha da suposta existência de um suposto lobby desses médicos para travar o crescimento de numero de vagas universitárias e do numero do seu tipo de médicos, para que a lei de oferta e procura continue a favorecê-los? E sobre as conexões entre médicos e farmacêuticos com direito a viagens e ferias pagas em detrimento do bolso dos doentes e do Estado? Até que ponto e em que medida é a favor ou contra uma “saúde” publica e subsidiada? O que pensa ele da medicina actual? Pelo menos da que ele estuda e para a qual se esta a formar, etc.? O que acha dos seus colegas e professores? O que pensa da sua faculdade, sistema de ensino, os métodos didáticos, etc? Concorda com uma ideia generalizada de que os médicos são insensíveis, egocêntricos(ao estilo do Doutor House) e têm um complexo de “Deus”, a sua própria versão da mania de superioridade? E tanta coisa deveria haver de interessante…

Mas disso o escriba não diz nada. É algo místico!

Assim como das FAP! Sim, porque ele tem o mérito duplo de ter entrado através das nossas forças armadas.

O que achou da recruta? Fizeram a famosa lavagem ao cérebro? Resultou? Será daí que ás vezes afloram alguns espirros patrióticos? Tentaram quebrar-lhe o ego e amansá-lo? Ficou traumatizado psicologicamente? O que acha do contracto em que se obrigou? E as regras e hierarquias? Os colegas, lambes botas, etc? E a politica de defesa? Deveríamos ou não estar no Iraque? O exercito é útil para alguma coisa além de fins “pacíficos” tipo operações de salvamento e expatriação? Deveríamos transferir essas funções para a policia militar e deixar de ter gastos com as F.A.? Como se safou perante convicções pessoais perante as imposições coercivas do grupo? Está disposto a matar em nome dos interesses da pátria?

Não sabemos. É um mistério.

Surf? Não se sabe se faz!

Enfim. Em que se notabilizou então este meu amigo nos seus (muitos ) blogs? Focou-se na especulação e filosofias. Manda uns bitaites politico-economicos datados do outro século e sobretudo debruça-se sobre algo que aparentemente tinha deixado e que segundo ele mesmo não lhe deu o que esperava encontrar (não funcionou) e até é um…nada: o Yôga. Fiquei contente por ver que afinal ainda é do que gosta mais. Aliás, é quase uma obsessão!

Qual o seu estilo? Critica feroz (obrigado), questionamento compulsivo, culto ao cepticismo dogmático, negacionismo puro, generalizações e complicações sistemáticas, polémica pela polémica, implicação total, provocações, tudo num tom agressivo que inclui exigir justificações e “provas” (de sabor?), e que abarca tudo, incluindo delírios imaginativos e até o “ouvi dizer”. É duro de roer. Eu tento, mas não é fácil manter-me ao nível!

Porquê este estilo, que ele gosta de considerar “directo” e livre? Não sei. Mas arrisco um palpite. È que na FMUL e nas FAP ninguém está para o aturar e por isso nem pia. Aliás, ali…pianinho. Se quer quer e se não quer cale-se! E ele come e cala, pois claro.

Os blogs, as filosofias, o Yôga, que são áreas onde cada um pode mandar os bitaites que quiser em liberdade, e que para ele não são trabalho, servem, não só de distracção, mas também de escape á repressão e principalmente uma catarse. E assim já serve para alguma coisa de bom.

E aqui fica esta homenagem bem ao seu próprio estilo: critica, provocativa e inquisitiva.

Espero que gostes e continues.

Gosto de ti miúdo…ops…Rodriguez!
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18.6.06

Viagens

On the road

Uma saga que começou à cerca de dois anos.

Em Agosto de 2004 fomos a Itália. Génova, Bolonha, Veneza, Verona e sobretudo Milão. Foi bom. Já tinha estado em Itália e comprovei o que já sabia: é lindo! Só tem é demasiados italianos! E os italianos são demasiado…italianos! Burocracias Kafkianas, preços exorbitantes, excessivamente turísticas, homens que vivem em casa da mãe até aos 35… É lindo, muito bonito para passear, mas acho que pessoalmente não gostaria de lá viver.

Voltamos e poucos meses depois fomos passar o meu aniversário (01/12) a San Sebastian. E apaixonamo-nos pela cidade. É realmente fantástica. Decidimos ir para lá viver. Por isso voltamos na Páscoa para fazer um cursos de espanhol e averiguar o mercado imobiliário.

Entretanto rumamos ao Brasil. Para fazer o nosso estágio profissional de um mês na Sede Central (Unidade Jardins, São Paulo) e na Uni-Yôga. E foi muito bom. O estágio e sobretudo estar lá perto do Mestre que tanto inspira. Durante a estadia, que se estendeu a dois meses, ainda fomos a Florianópolis para o Festival Internacional de Yôga, um dos maiores e seguramente dos melhores do mundo! Por fim ainda passamos uma semana em Curitiba, a melhor cidade do Brasil. Para quem vai de São Paulo parece um paraíso. Como extra tem uma grande quantidade de escolas da Rede DeRose, sendo algumas delas as melhores escolas de Yôga que já vi. Muitos muito boas. Obrigado ao Professor Rogério Brant, director da Unidade Ato da XV, que nos acolheu.

De volta passamos uns dias em Portugal e já corremos para Espanha de novo, para decidir definitivamente para onde viríamos viver. Tínhamos muita curiosidade sobre Gijón e Barcelona, que eu não conhecia. Gijón agradou-nos. E Barcelona também! Muito. Barcelona é a minha cidade preferida (a seguir a Lisboa, claro…hehehe). Mas Gijón, para viver, pareceu-nos ainda melhor! Foi difícil decidir, mas após duas semanas já estávamos de novo em Gijón a fazer prospecção imobiliária! E cada vez me congratulo mais pela decisão. A cidade é realmente fabulosa.

Entretanto passamos uns dois meses em férias forçadas em Portugal, entre o Porto, Lisboa, Alcobaça e Nazaré. Foi um grande stress com Bancos para fazer um negócio que não se fez! Mas aprendi bastante.

Ainda bem que não se fez pois acabamos por fazer outros melhores.

E cá estamos, instalados e a levar a nossa escola para a frente, o que, entre $ e burocracias não é simples nem rápido! Mas faz-se.

Depois de me fixar (será que se pode dizer isso?) já fui um fim-de-semana a Paris, e voltei cinco vezes a Portugal…E parece-me que nos próximos dois meses voltarei a ir, provavelmente mais do que uma vez! Ontem fomos conhecer Santander, a duas horas de aqui, e que é mais uma cidade tipo esta: tamanho médio e muita qualidade de vida!

Nestes entretantos fazer 700 Km tornou-se coisa simples e banal…

Nos últimos 13 anos ainda não vivi mais do que dois anos seguidos no mesmo local. Alcobaça, Nazaré, Caldas da Rainha, Baleal, Lisboa, Porto, e agora Gijón. Com idas e voltas e mudanças de casas! E adoro viajar. Ainda quero viajar muito mais, para todos os quadrantes. Tenho fascínio pelos EUA, Canadá e Austrália. E pelo Brasil, claro!Já agora, também Índia e Marrocos, aqui tão ao lado! Gosto de ir aos locais e também da viagem até lá. Acho que tenho algo de vagabundo aventureiro. Mas agora quero assentar. Estabilizar e construir algo. Conseguirei?
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