14.8.06

Sugestões para o lazer de Verão...

Livros e filmes...

Estou a ler um livro óptimo: A lua pode esperar, do Gonçalo Cadilhe. Sugiro. De seguida vou ler o anterior dele: Planisfério pessoal.
Outro óptimo que estive a rever (as notas e sublinhados) foi um que li há mais de um ano: Turista espiritual, de Dick Brown. Uma viagem não só física, mais pelas ideias e conceitos de um oriente (Budismos e hinduísmos) já muito ocidentalizado. Divertido, curioso mas céptico q.b. , leve mas nem por isso menos profundo, lucido...
E se a onda é mais cinema, sugiro: Requiem for a dream. Um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos. Um pouco pesado, mas para quem não se incomoda com isso, ótpimo. Talvez aquele que melhor transmite a ideia de como a TV, os ideais ou até a esperança, podem ser tão dependentes, alienantes e devastadores como qualquer droga... E como uma das actizes mais bonitas dos nossos tempos.
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12.8.06

Diário de uma vida banal...

48 horas de mais um Verão...

Episódio 1- Descanso merecido entre amigos e família

Uma animada conversa sobre filosofices com um amigo que inesperadamente apareceu e ficou. Uma outra conversa mais amena, tão rara, sobre vários assuntos nos quais concordamos em quase tudo! Ainda mais raro! Umas horas de sono num quarto e cama sozinho! Ainda mais raro…

Ia tudo tão bem!

Episódio 2- É fácil encontrar o paraíso

O meu amigo acordo-me, mais tarde que o previsto, mas ainda cedo o suficiente para uma surfada matinal! É bom ter amigos assim!

Lá fomos á Praia do Norte que neste dia não estava num dos seus famosos dias de ondas gigantes e assustadoras. Estava pouco mais de meio metro nos "sets", lá bem para o fundo da praia, naquela parte que já só se vê mar e dunas. Pouca gente. A agua transparente esverdeada. A luz brilhava na areia do fundo. Estava muito bom estar ali. O cenário era lindo e o prazer intenso. Comecei a sentir-me muito bem, como tantas outras vezes me senti em situações parecidas nestas praias desta mesma Costa azul! Por momentos deste calibre vale a pena viver e enfrentar muita coisa.

A vida é bela, gritava eu por dentro.

Episódio 3- Um equivoco da merd##!

Episodio 4 – Cowboy do asfalto versão Antonina

Meia hora depois do episodio 3 ter terminado já estava em exibição o episódio 4.

De novo em marcha na estrada para resolver problemas de outros.

Sim, porque problemas, perguntas, nãos, queixas, pedidos, exigências, direitos, criticas, destruição e negatividade em geral é o que de mais comum a maioria das pessoas tem para contribuir neste mundo. Já dar, construir, sim, deveres, respostas soluções e resolução efectiva dos imbróglios da vida é coisa rara que escasseia em quase todos…

Cenário: EN nº1, cruzamento com semáforo na subida da Azóia a chegar a Leiria.

Para abreviar. Não respeitei as regras de trânsito em Portugal. Como se sabe aqui, ao ver o sinal amarelo e perceber que não dá para passar antes do vermelho, acelera-se! Eu resolvi parar! Sou burro mesmo. Nesse entretanto um camião TIR que vinha na faixa ao lado, resolveu mudar de faixa para ultrapassar outro camião e veio na minha direcção em pleno fôlego! Quando me viu a para já só teve tempo de simular uma tentativa de abrandar. Eu vi-o pelo retrovisor (nunca vi o símbolo da Scania tão grande!) e mais me pareceu a um comboio desgovernado a vir na minha direcção. Só tive tempo de soltar o pé do travar e esperar o impacto meio segundo depois. BUUMM! Foi tão forte e rápido que nem me lembro dele. O carro deslizou a grande velocidade 100 metros recta acima até eu o parar contra a berma. O meu pescoço já denotava ter feito um grande esforço, e o meu banco estava todo para trás. O carro tinha 40 cm a menos. Pareceu-me estar tudo bem!

Quando percebi que estava vivo sai e fui resolver a questão! Pormenor: não tinha nenhum documento pessoal (roubados dois dias antes em Lisboa), estava de chinelos (ilícito), não tinha telemóvel nem sabia números das pessoas a quem devia ligar. E a minha mãe estava em Leiria a minha espera pois tinha acabado de chegar de um voo intercontinental! Mas uma hora depois a mãe já estava em casa, e eu tardei nem duas horas a resolver tudo, encaminhar o carro para a oficina, e ir para casa tomar um banhinho refrescante que nessa altura me pareceu um presente do céu!

"Instabilidade é a minha essência diz a roda…"

Shiva me livre!

Episódio 5 – À volta da mesa tudo se resolve

Já me casa, com comidinha, família, amigos e companheira tudo se recompôs num agradável serão, com direito àquela vista maravilhosa que a Nazaré proporciona á noite.

O sono prometia ser recompensador e pôr-me de novo em forma para no dia seguinte repetir tudo de novo!

Episódio 6 – A Vida é bela de novo

Pequeno almoço na melhor varanda que conheço: na Nazaré. Ainda cedo cheguei á praia. Estava muito agradável. Caminhei um Km pela berma e vi-me no meio de uma das paisagens mais bonitas que as praias portuguesas têm para oferecer. Sem casas, sem gente, dunas altas e baixas e um mar verde claro transparente com agua quase morna. Comecei a ouvir só o som da minha respiração e dos meus passos. Parei sentado a comtemplar e ouvi o meu coração. Vi umas ondinhas pequenas e muito divertidas até á beira. Entrei sem fato e sem cordinha. Duas horas da surfada mais divertida que tive nos últimos anos. Mais de 20 ondas, algumas até cravar as quilhas na areia. Lindo. Com a maré cheia demais larguei a prancha e fiz bodysurf no shorebreak durante mais uma hora, ao sabor da corrente. Lindo. Já não me sentia tão absolutamente satisfeito e realizado há bastante tempo. Memórias dos verões dos anos 80 quando os meus dias de verão era puros. O máximo tempo na praia com os amigos. O maior numero de "carreirinhas" possível. O bronze mais bronze que se conseguisse. Ir para casa só depois do por do sol mais bonito do mundo, atrás da Pedra do guelhin, na Nazaré.
Bons tempos. Hoje voltou a ser assim.

Aleluia!

Diria que o dia estava a ser perfeito. Diria. Mas não posso dizer, pois, talvez por não mais ser criança, não consegui evitar ouvir-me a mim mesmo pensar: "o que raios me passará hoje á tarde?!?"

Episódio 7 – Um epilogo sem fim!

Posso dizer o que se passou a seguir. Mais praia e casa. E principalmente não se passou absolutamente nada de interessante e importante. Quer era precisamente o que eu queria.

E amanhã?
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1.8.06

Ser aventureiro!

A realidade é. Ou melhor: vai sendo.

Tudo muda sempre. Tudo muda para ficar exactamente na mesma. Mas muda!

Se alguém tenta não mudar…muda! Porque o seu entorno muda e ninguém é independente do seu contexto! Para estar integrado é preciso estar sempre a acompanhar as mudanças, mudando! Se não fazemos esse esforço evolutivo a vida descarta-nos rapidamente. Desintegra-nos. Primeiro dá-nos a solidão e depois a morte, que são a mesma coisa em fases diferentes.

Há que mudar, portanto.

Para manter o fluxo evolutivo o que é preciso é não criar obstáculos. E os obstáculos são sempre derivados dos medos. Medo do desconhecido, do diferente, do novo, medo da própria mudança!

Os medos paralisam e cristalizam. Os medos fecham-nos. Bloqueiam-nos nos nossos próprios paradigmas que se tornam nos nossos dogmas, que ao não evoluírem se tornam velhos e dispensáveis. Quando nos agarramos às pessoas ou aos nossos conhecimentos (muitas vezes meros preconceitos e superficialidades) e nos seguramos a eles desesperados para não cairmos, ao invés de fazer deles a luz que nos permite ver mais além, outras coisas, outros conhecimentos, estamos a bloquear a nossa própria evolução. Quando, para não ver outras coisas e suas possibilidades, criticamos, por insegurança, tudo o que seja diferente e novo e que não encaixe nos nossos esquemas, então o próprio mundo se afasta de nós.

É preciso manter um espírito aberto. Quase aventureiro.

Não é preciso fazer loucuras, saltar de cabeça, sem rede, em precipícios. Tentar os limites de forma radical, perigosa e até alienante, é um sacrifício que a vida cobra, mas não a todos.

Não é ser instável, nem muito menos trair. Não se trata de confundir e misturar tudo. Não se trata de nos perdermos e sim de nos encontrarmos. Como li algures: “Ao ter um maior conhecimento da diversidade do Universo, o Homem torna-se mais determinado e seguro das suas posições, já que tem noção do porquê de as escolher, bem como da razão pela qual não opta por outras (sendo que as conhece), assim é senhor do mundo que o rodeia, torna-se bem mais estável…não é ser indeciso, é saber decidir, não é ser incapacitado de escolher um lado, é ter a capacidade de saber se está no lado certo. Não é comer tudo, é saber o que se come (e o que não se come)…”

Basta estar curioso. Ser curioso da vida! Estar genuinamente interessado no devir. Interessado em ver e ouvir. Em descobrir. Ter confiança em si para deixar-se surpreender. Saber estar receptivo aos acasos que fazem a evolução. Cultivar o prazer de conhecer o que é diferente, quem é diferente. Perceber que estar integrado e estável no meio da instabilidade requer saber fluir com a instabilidade, ou ainda melhor, ser o seu criador. É preciso estar acessível a experimentar novas formas de estar. E arriscar, um pouco…
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24.7.06

No meio está a virtude

Criatividade, individualismo e grupos

Ontem, numa conversa animada com uma amigo daqui, que é dos gajos mais cultos e inteligentes (e desequilibrados) que já conheci, ouvi uma frase que me fez pensar: “acredito que uma pessoa inteligente e criativa não consegue fazer parte de um partido.” (aqui referia-se a grupo político, mas poder-se-ia estender a qualquer tipo de grupos)

Bem, já se sabe que os grupos tem mais poder e importância que uma pessoas individual (pois são a União de várias pessoas), e que por isso se lhe sobrepõem. E que os interesses do grupo (de várias pessoas) prevalecem sobre os do individuo (uma pessoa só). E que os indivíduos que pertencem a qualquer grupo têm de assumir compromissos e fazer cedências ao seu individualismo para se encaixarem nesse grupo. E que para uma pessoas criativa isso pode ser algo complicado e difícil, pois a criatividade tende a ser espontâneadade e nem sempre se coaduna facilmente nas regras que impõem a ordem nos grupos…

Senti-me tentado a concordar.

Mas depois lembrei-me que os grupos conseguem fazer coisas muito boas que uma pessoa só não consegue. Lembrei-me de muitos grupos onde coabitam muitas pessoas muito inteligentes e criativas, que alimentam esses grupos com a sua inteligência e criatividade. Reparei que há grupos que são, eles mesmos, inteligentes e criativos. Percebi que a criatividade individual não é independente nem antagónica à dos grupos, e muitas vezes até é estimulada e possibilitada por eles…

Ou seja, essa ideia que as pessoas inteligentes e criativas não se coadunam a grupos é apenas e só falsa. É uma ideia que os muito individualistas utilizam para justificar a si mesmo e aos outros que a sua incapacidade de União e integração, se deve ao seu génio incompreendido pelo conservadorismo castrador dos grupos.

Mas…de facto, os grupos muitas vezes são, não apenas uma limitação à expressão individual, mas realmente castradores e repressores da criatividade pessoal.

Assim, nessas lutas de egocentrismos entre os grupos e os indivíduos, como sempre, o meio-termo acaba por tomar o maior espaço. Tende a haver espaço para a maioria das expressões, tanto grupais como individuais. Mas esse espaço nunca é absoluto nem para os individualismos nem para os grupos. Tudo é uma questão de grau e “no meio está a virtude”. Os grupos continuam a dominar simplesmente porque são maiores, até porque que todos fazem inevitavelmente parte de grupos. E se um individualista for muito egocêntrico e tiver algo importante e válido para dar á vida que não se encaixe nos grupos já existentes, tende a autonomizar-se e a… formar o seu próprio grupo!

Eu, mal educado e egocêntrico, provavelmente por genes e cultura, claustrofóbico, não só física mas também emocional e mentalmente, com tendência exacerbada para o individualismo, estou a tentar equilibrar-me, num esforço que creio ser de maturidade e lucidez.

Creio que é lucidez e maturidade perceber que em sociedade, muito mais que sonhos idílicos de “liberdades”, o que realmente existe são as interdependências. União. A União faz a força. Dá força. Ajuda à realização da Vida. Incluindo à realização da vida individual. E até dá um grande gozo encontrar e construir identidades comuns.

Assim, faço um esforço. E ao fazê-lo vou percebendo que as terríveis limitações que eu vi anos grupos afinal são, acima de tudo, as minhas próprias neuroses, psicoses e incapacidades de relacionamento. O meu individualismo era a minha solidão, a minha prisão. À medida que consigo soltar-me e entregar-me mais (não me é muito fácil) percebo que a liberdade se consegue também e sobretudo por integração. E é essa a grande aspiração e natureza do Homem.
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21.7.06

Picos de vários tipos...

Montanhismo

Aos poucos vou entrando no mundo do montanhismo.

Gosto das montanhas. Dos espaços amplos, abertos, desérticos e selvagens. Prometem e permitem alguma aventura, desafio, contemplação, beleza… É como o mar.

E as montanhas também são uma metáfora. Tal como os montanhistas se expressão e descobrem na montanha, conhecendo os seus limites e ultrapassando-os, alcançando metas que talvez não imaginassem, também a vida está plena de “montanhas”. Montanhas muito mais íngremes e imprevisíveis. São picos e encostas que se formam a todo o momento em todos os aspectos da existência.

Por exemplo, no campo dos relacionamentos. E claro, nos amorosos, os mais desejados e altos de todos. Os desafios que se revelam são oportunidades constantes para nos conhecermos melhor. Em detalhe. Aí encontramos todos os nossos condicionamentos, tendências e limites. São montanhas eternamente cobertas por um manto de fogo que chama na sua direcção e que nos obriga a aprender, auto-superar e evoluir. Ou pelo menos mudar.
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19.7.06

Será assim?

Meditações de uma tarde em León

Mais uma vez tentei colmatar uma minha debilidade cultural: o culto ritualista católico. Vulgo: missa.

Adoro catedrais: frescas e amplas. Estava na de León e tinha uns minutos. Aproveitei a missa a decorrer. Entrei.

Pela primeira vez tive pena de não ter mais tempo. Acho que tinha conseguido manter-me o tempo inteiro da cerimónia. Mas só tive tempo para o Sermão! O padre falava claro, não murmurava. E mais: deu SERMÃO! Doutrina, moral. Aleluia. Não só leu porque tinha de ler. Estava mesmo empenhado. Quase irritado. O papa estava para chegar a Valência em uma semana e isso deu-lhe força! É engraçado que, sendo eu aquilo que se chamaria facilmente um relativista, e não comungando em quase nada com o dito no sermão, não consigo ficar indiferente a palavras fortes! Mas isso é outra conversa…

O Sermão era precisamente contra aquilo que o sr. Padre resumia em uma palavra: relativismo! Que na sua boca era outro nome para o próprio diabo! O pecado moderno, que corrompe tudo. A causa de todos os males. De todo o sofrimento e da própria morte (não estou a exegerar). E o que é esse relativismo? É simplesmente o facto de não reverenciarmos a Igreja Católica e os seus dogmas, ensinamentos e valores. Sendo que o valor primordial é a própria Igreja e os seus veículos (padres, patrimónios, etc.). Como é possível que algo que demorou séculos a ser construído e que era um pilar fundamental da sociedade agora seja encarado como algo fora de moda, e apenas uma mais ao lado de muitas outras espiritualidades, concorrente de todo o tipo de paganismos? Valores que eram sagrados agora são postos em causa com toda a leviandade e até ignorados por completo. O bem e o mal já não são ditados uniformemente segundo os preceitos e interesses católicos, e até há quem ache que não existem…Escandâlo!!!Enfim, a cultura e a verdade deixaram de ser manipuladas por mãos católicas, e caíram nas mãos de todos aqueles que a quiserem agarrar! Uma espécie de vale tudo, onde alguns se encontram e onde muitos mais se perdem, no jogo do: “salve-se quem puder”! E não era assim também na epoca dominada pelo catolicismo? Para os saudosistas dessa época não. Deve ser mesmo difícil de aceitar para quem é de dentro da instituição. E ainda deve ser atractivo para muita gente, porque as ancoras dão uma certa estabilidade perante tempestades, neste caso culturais.

É sempre a mesma coisa: quem está institucionalizado não lida bem com a diferença, com o novo. Aliás, acaba de fazer do imobilismo e cristalização a sua própria força! Ou pelo menos tentam.

Mais meditações…

Acho as grandes catedrais incríveis. Grandes, imponentes, frescas. Destacam-se imenso, mesmo em cidades grandes, E ainda muito mais em pequenas.

Fico sempre pouco satisfeito com as explicações de que as grandes catedrais e mosteiros foram construídos por motivos comemorativos e espirituais! Tipo para agradecer uma vitória militar ou uma visão espiritual qualquer…

Caramba! Essas catedrais são imensas! Mesmo para os padrões de hoje. Foram (e seriam, ainda hoje) construções caríssimas. Imagine-se na época medieval! Será que alguém faria uma expo 98 só por um simbolismo comemorativo? E devemos aceitar que naqueles tempos construíam algo que equivale a 10 Expos 98 somente para agradecer uma visão de um santinho? Não. Havia com certeza motivos económicos. Diria mesmo sócio-economicos. Naqueles tempo essa linguagem não se utilizava. A cultura era mais “religiosa” e expressava-se como tal. Mas os factores económicos existiam. E de certo foram preponderantes. Assim como as manobras politicas, o favorecimento de determinadas ordens, etc.

Talvez seja demasiado cínico, relativista e pós-modermo. Mas não me convencem que construíam algo que demorava séculos e envolvia muita gente e recursos só por simbolismos.

O que é certo é que construíram. E ainda hoje esses edifícios são dos maiores, mais imponentes e agradáveis das nossas paisagens. Só de estar ao seu pé já despoletamos um sentimento perfeito do nosso tamanho real: quase nada!
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16.7.06

Ufa!

Semana a 108 á hora...

Chegamso ás 06.00 de segunda. Ás 10 já a Unidade abriu. Acabar de preparar o curso deste Sábado (que correu bastante bem - 16 pessoas!!!), tratar dos impostos, demonstrações de coreografia, aula no jardim...quero um dia inteiro sem nada para fazer!!! Quero estar quieto. Só. Meditando, ou até sendo meditado...
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10.7.06

Bom fim de semana

Muito bom fim de semana

Pratica na medida certa. Surf, perfeito para quem nunca tinha feito. E matar saudades...dos ares lusitanos, de caras antigas que reaparecem, outras que são as do costume, outras novas. Gente de todos os generos, pais e filhotinhos...Praia, bom tempo, descontração, bom ambiente...humm, se fosse sempre assim! Já tou de volta. Em breve REvoltarei!
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7.7.06

Ismos

Ismos

O único ismo que realmente sou adepto apoiante é o egoísmo!

É o único honesto consigo mesmo e com os outros. Aliás, é a base comum a todos os outros, incluindo o altruísmo!

O meu egoísmo é, naturalmente, o…Antonismo! Mas não se assuste. Não me tomo muito em sério e gosto muito de outros egos! Quiçá até do seu. E um dos dogmas básicos da minha doutrina é um que já ouvia do meu querido pai (que se diz de outros ismos): quanto melhor estiverem os outros melhor estou eu, e vice-versa!
disse isto antes em vários aspectos, e as paranóias do ego deixo para os outros...
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5.7.06

Apoio das Asturias!

A febre...
Quem me conhece sabe que sou muito pouco de nacionalismos! Enquanto ideologia é dos ismos que mais desprezo! Mas futebol é menos um ismo ideologico e muito mais um tribalismo moderno. E este é muito poderoso e puramente emiocional. Eu não fico á margem. Claro que me entusiasma. Ainda mais estando fora!

O último jogo vi num bar onde também estavam 3 ingleses. Provavelmente erasmus ou professores de Inglês que é uma especie muito abundante pelas 35 escolas de Inglês (!!!) que existem na cidade. Sim, os espanhóis são mesmo burros em termos de línguas!

Bem...os gajos, para minha surpresa, mantiveram-se calmos, mesmo quando viram a nossa festa! Mais: a maioria dos espanhóis estavam a torcer por Portugal!

Lá sofremos 2h e meia, mas valeu a pena. O Scolari é casmurro, tem umas tácticas defensivas quase italianas, mas lá vai ganhando as suas apostas, e isso é que importa!

O pior é ver que se passamos vamos ter de levar com a seleccão que mais me irrita: Itália!

Pelo menos é a final. E se lá chegar-mos é porque passamos os franceses, que são a segunda seleção que menos gosto. A terceira eram os ingleses...

Força PORTUGAL!
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