21.11.06

P.S.

Um pormenor delicioso do filme é uma imagem que mostra a Terra ao longe, numa fotografia tirada por uma sonda muito longínqua. A Terra fica do tamanho de um pixel da imagem! E, como ressalva o Al Gore, é naquele pontinho ínfimo e indistinto do Universo que tudo se passa. Tudo se passou. O “tudo” ganha uma dimensão distinta... É o que se chama: por as coisas em prespectiva!
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Uma boa causa (quiçá a única!)

Clima e crise

No domingo à tarde lá fui, finalmente, ver o filme do Al Gore sobre a problemática do clima. Desde que soube que estava curioso.

Descontando o tom personalizado em estilo de panfleto de campanha politica americana, mas que não ofende, o filme (ou seria documentário?) está bastante interessante. Não diz nada de novo, mas reúne tudo aquilo que já se sabia, dá-lhe actualidade, combate reaccionários e dá perspectiva de fundo à questão. Um pouco assustadora. Diga-se.

Não sou nada dado a aceitar versões do Homem como Deus ou Diabo Todo Poderoso e cheio de culpas…e talvez por isso fosse tão reticente a muitas das teorias e campanhas sobre os perigos do aquecimento global. É que tratar o homem como o “mau” e “anti-natural”, para mim é…anti-natural! E pretensioso. Mas também pode ser que estivesse a esconder os meus comodismos e medos por detrás de teorias e campanhas científicas encomendadas e financiadas por companhias petrolíferas e outras com interesses nos sistemas energéticos tradicionais, e que se dedicam a negar, ou pelo menos relativizar, as outras. No mercado das consciências a duvida paralisa, afrouxa a mudança, que é precisamente o objectivo de alguns…

Bem, descontando possíveis exageros, a verdade é que me pareceram credíveis os motivos da preocupação. Há que leva-la a sério e não ter vergonha de ser um pouco alarmista. Se a questão é metade de perigosa do anunciado então é muito inquietante! É uma questão de sobrevivência. Uma questão de décadas, não necessariamente de séculos, o que nos põe na linha de fogo! Há que fazer algo, nem que seja por egoísmo, que ao fim ao cabo é sempre o primeiro e principal motivo para tudo.

Gosto de pensar que sou uma pessoa ecológica acima da média. Principalmente por ser pouco consumista. Em geral e em particular de gasolina. E acima de tudo não consumo carnes que é das acções mais ecológicas que alguém pode fazer pelo planeta inteiro.

Ainda assim, e perante a dimensão do problema, parece-me que devo fazer mais. Aqui deixo um pequeno contributo com a divulgação do tema. Espero conseguir, de facto, mudanças úteis neste campo. É simples mas não é fácil. Ajudem.

Bem hajam.
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19.11.06

Passeio cultural

Valle de Dios

Hoje á tarde fizemos um belo e agradável passeio pelas redondezas verdes da região. O tipico passeio cultural! Um amigo levou-nos a um mosteiro cistercense, aqui mesmo ao lado, junto a Vilavicosa.
O conjunto é formado por uma igreja ao estilo pre-romanico e romanico, datada do sec VIII d.c., daquelas pequenas, simples e bem antigas. Ao lado, monges beneditinos, já bastante mais tarde, construiram um mosteiro. Depois de muita história é um mosteiro muito discreto, grande mas que passa bastante despercebido por estar perfeitamnete encaixado num vale tão pouco povoado como encantado. Encantado pela beleza e pelo silêncio.
O mais curioso é que os aposentos dos monjes, que sobram, servem também de estalagem, no qual qualquer um se pode instalar a passar uns dias de tranquilidade, meditação ou simples descanso. E de forma acessivel (contribuição livre). Fiquei com uma vontade enorme de experimentar. Ainda mais nestas alturas do ano, em que as tendências à reclusão, à ascese e à renuncia sempre batem mais forte.
Fiquei um pouco assustado ao saber, pela guia, que já lá tinham ido passar uns dias pessoas "estranhas", vestidas de roupas laranjas e cabelo rapado (!!!), que inclusive levavam estatuetas para fazer rituais, e outras que se abraçavam ás arvores (!!!). Não disse que me dedicava ao Yôga...
Já em Alcobaça, que também é um vale com o maior mosteiro cistercence do mundo, ouvia dizer: os vales atraem os loucos!
Irei incóngnito, de mim mesmo!
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15.11.06

Visita relâmpago

Portugal...carago!

Foi rápido mas bom. Ouvir e ler as noticias em português. Matar saudades com sotaque do norte. Familia. Amigos. Fnac em versão lusa. Por do sol no mar. Foz e Matosinhos cada vez agradáveis. Até já nem me lembrava daquele trânsito! A Vila do Conde também está cada vez melhor, e continua tranquila. Foi bom, mas soube a pouco. E deixou algumas saudades mais fortes ainda.
E Já no Domingo...SwáSthya! Reunião de instructores e desde logo a constactação de que a Uni-Yôga tem uma capacidade de autocritica e renovação extraordinária. E com bom humor até. Pequenos detalhes podem fazer grandes diferenças. Uma reorganização que a mim me agrada particularmente. Os cursos, que refiz, também são sempre bons, sendo estes dos mais dismistificadores. E ainda culminou com um belo jantar na Arca D´agua com direito a 2 apresentações de teatro (onde actuaram practicantes e os outros membros do respectivos grupos) e que foram simplesmente óptimas. Na segunda, as coreografias, já estavam a atrasar o caminho de volta. Mas estar com o mestre é sempre bom e aproveitamos até ao fim.
Foi rápido. Soube a pouco. Queria ter visitado mais gente. Mais tempo. Da próxima vez.
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2.11.06

Calexico e o inglês dos espanhóis...

Calexico

Na semana passada fui ver os Calexico, que actuaram aqui, numa pequena mas histórica sala de espectáculos chamada Albeniz, onde vi os Gift o ano passado.

Supostamente são da Califórnia e juntam uns sons “calientes” do mexico, daí Cal+éxico. Na prática os membros do grupo são um pouco de todo o mundo. E o som é bem bom. Têm tantos instrumentos que não cabiam todos no pequeno palco! Mas, ao contrário de muitos outros, não se perdem no meio de tantas opções. A música é boa e os gajos são fixes. Assim ao estilo “américa simples e clean”, com alguns ideais sobre o clima e tal.

A música é boa, mas o concerto foi fraquinho! E foi fraquinho pelo mesmo motivo que o concerto dos Gift também o foi. Porque os espanhóis, em geral, não entendem quase nada de inglês! E a música pode ser boa, mas são as palavras que despoletam a emoção, e se não entendes as letras e não fazes a mínima ideia do que estão a tentar transmitir! Enfim, cheguei a pensar que os gajos da banda sabiam mais de castelhano que o publico de inglês! A verdade é que assim é difícil aquecer…

É engraçado perceber, mais uma vez, que tudo tem o outro lado!

Nós, portugas, vivemos num país com pouco amor próprio, onde não defendemos muito do que somos (ou éramos) culturalmente, e estamos preste a ser absorvidos completamente por brasileiros e americanos em definitivo. E esse é também o lado bom. É que assim também nos é mais fácil aceder e integrar-nos nessas fortes potencias económicas e culturais. Enfim, ganhamos e perdemos. Para mim que sou pró globalização é um nítido ganho. E neste caso é nítido, ganhamos.

Os espanhóis, por vários motivos compreensíveis, são mais aguerridos é sua língua. E por isso mesmo estão mais fechados nela. Presos mesmo. Os êxitos aqui fazem-me lembrar muita a Ágata, e passam vezes sem fim, com enorme êxito nas rádios, que aliás são péssimas, também por esse motivo. E os filmes e séries são todos dobrados, ou seja traídos pelos dobradores, aos quais não tive mais remédio que acostumar-me. Enfim, é fácil perceber como é que em Gijón, que só tem 300 mil habitantes há mais de 30 escolas só de Inglês! E mesmo assim não entendem nada!

No concerto, por um momento fiquei a perceber porque o público português é tão bem considerado pelas bandas estrangeiras. Talvez seja real, e não apenas um comentário simpático que fazem em todo lado!É que nós entendemos o que eles dizem, e reagimos, ajudando realmente ao brilho do concerto.

Senti-me tão bem de ter crescido naquele cantinho à beira do atlântico.
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18.10.06

Iniciação ao Treking de montanha

Vale dos domingueiros

No Domingo lá fui, finalmente, estrear-me no treking de montanha nos Picos da Europa. Fui com uns alunos já experientes de quase 20 anos na questão. Já subiram a quase todos os picos, mas alguns ainda resistem, não tanto pela dificuldade do cume mas por questões metrológicas ou simplesmente por outras prioridades. É o caso deste que queríamos subir, ao lado do Vale dos domingueiros, e que não me lembro o nome.

Este tipo de actividades por aqui é do mais comum. E atraí gente de toda a Espanha e de toda a Europa. Não tem alturas muito espectaculares (máximos de 2750 m) mas tem uma quantidade e variedade de picos espectaculares, alguns dos quais tecnicamente estimulantes e com desníveis assinaláveis. E para escalada tem o famosíssimo “Naranjo de Bulnes” (na foto), um paredão enorme, no maciço central.

Há cabanas, covas e refúgios para passar as noites, mas a maioria dos picos pode-se subir e descer numa jornada.

Lá fomos nós, numa parte do maciço oriental, já parte da federação Cantabra de Alpinismo (de Santander), a cerca de 1 ½ daqui. Queríamos subir a um pico que não alcançamos, pois subimos lento e os meus parceiros tinham um misto de cansaço e pressa para vencer os últimos cumes. Pelo meio passamos muita rocha, uns vales lindos e umas vistas fabulosas lá em cima. Até houve direito a uns “aéreos” fáceis. Aéreos são passagens verticais de escalada. Fizemos um desnível de cerca de 1500 m, para um percurso de cerca de 10 km ida e volta, grande parte do caminho sem caminhos ou sequer trilhos. E como já tinha ouvido, a descida é bem mais dura do que subir. Não só pelo cansaço acumulado, mas também pelo perigo.

Adorei. Para mim, que não tenho pretensões de alpinista, a satisfação é estar ali. Andar por ali. Ver as vistas. Respirar fundo, Fazer exercício “natural”. Desfrutar de estar em espaços abertos e (quase) desocupados da pressão humana.

Voltarei.
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12.10.06

Sugestões culturais...

Livros
Nunca li muito. Muitos livros, especifique-se. Devo andar na média de uns dez por ano (extra os profissionais), e desses nem metade são ficção. Sou da era mais “visual”. Em duas horas tenho acesso a uma história com palavras, imagem e som! Quase dá para dizer que não dá para competir com isso...mas dá! Ler, por si só, compete com isso. O que o leitor perde em estímulos externos ganha em actividade interna. Em interpretação e imaginação. E não é preciso ser um grande leitor para saber que a riqueza de um romance escrito raramente pode ser alcançada por um filme, mesmo pensando nos melhores.

Isto a propósito de quê?

Acabei de ler mais um. O outro de Gonçalo Cadilhe. O seu primeiro. Planisfério pessoal. A sua volta ao mundo por terra e mar. Pouco mais que as crônicas publicadas pelo expresso ao longo de quase dois anos.

É um gajo lúcido e despretensioso, que construiu e se encontrou nesse estilo de vida, através do qual se descobre a si e ao mundo. E o mais engraçado é que ele não faz nada o tipo “aventureiro”. É quase um betinho! É surfista, mas isso não aparece nas crónicas. Básicamente é um português de classe média, um gajo absolutamente normal, que não estava disposto a ter um emprego das nove ás cinco e se tem devotado ás viagens que tanto gosta. E esse empenho acaba por lhe render frutos. O fruto do reconhecimento e do sucesso. A retribuição.

A viagem está bem passada a escrito. Não é poema nem prosa da mais elevada, mas tem uns quantos momentos bem inspirados. Não é um roteiro pelos locais mais turisticos do mundo, mas também passa por alguns. Não é o prototipo de acção, tensão e emoção permanente, mas tem os seus momentos quentes. Não é uma contemplação ingénua, idealista nem critica, mas também contém um pouco disso tudo. É, acima de tudo, a vivência pessoal do autor. E é interessante. Para mim foi uma delica. Fez-me viajar com ele. E sobretudo deu-me ganas de viajar mais. O que é que se pode querer mais?

Entretanto voltei ao que lia antes: Memórias de Adriano, da M. Youcenar. Outro genero. Outra pretensão. Outra categoria.
E por falar em sugestões culturais: ontem vi "Os Borgia", a última grande produção espanhola. Um retrato de um papa e o seu clã. Um papa espanhol. Como diria o meu amigo José: "assim somos os espanhóis: ambiciosos, sanguinários, depravados!"
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29.9.06

Historial de tábuas...só para surfistas!

A prancha mágica

Comecei a fazer bodysurf pelos meus 8 anos, na Nazaré. Aos 12 tive a minha prancha de bodyboard (umas azuis, sem laminado…rsrsr). Aos 13 anos (ainda nos anos 80!!!) tive a minha primeira prancha de surf. Uma Hot Butterhead (Australiana) que o “Grilo”, o surfista mais antigo da Nazaré e amigo dos meus pais, comprou a um “bife” e revendeu aos meus pais, para mim! Era uma 6´5 toda azul, grossa e larga, round tail, V entre as quilhas… era uma prancha qu enaqueles tempos se usava para ondas médias e grandes. E foi nela que aprendi nos dois primeiros anos. E a minha irmã ainda fez nela as primeiras ondas. Hoje pagava para voltar a tê-la.

Depois comprei uma Pólen numa surfshop da Nazaré. O motivo da escolha foi o “airbush”, mas acabou por ser uma boa escolha. Era moldada pelo melhor shaper português de sempre, e fundador da própria marca: Fernando Horta (já falecido).

Depois dessa já tive umas 10 mais. E surfei com umas 20. Várias delas de segunda mão, que isto das pranchas é como nos carros: mal se compra já desvalorizou quase metade. Comprei a "pros" em campeonatos, a amigos, a fábricas de pranchas sob medida, em lojas de segunda mão...

Quando comecei só havia pranchas de surf e body board. Era simples.

No inicio dos anos 90, por influência de uam nova geração de surfistas profissionais (a do kelly Slater) que apareceu a fazer manobras muito radicais, as pranchas ficaram muito finas, estreitas, e com muito rocker. Óptimas para surfistas profissionais, jovens, leves, com óptima técnica, que conseguiam não só aproveitar a energia da onda, mas também gerar força própria, mantendo essas pranchas em movimento contínuo. Mas para um surfista médio, ou, pior ainda, para um surfista fora de forma e fraca técnica (como eu, por exemplo) essas pranchas não eram boas. Remavam pouco e afundavam o rail. Não funcionavam nada bem. E isso começou a abrir-me a cabeça para outras possibilidades. E não só a mim.

Entretanto começaram a (re)aparecer os “longboard” que rapidamente adquiriram estatuto e categorias competitivas. Mas era uma coisa de surfistas antigos, fora de forma que queriam surfar ondas pequenas. Das “longboard” desdobraram-se as “Malibu”, que básicamente são “longbords” mais curtos e menos volumosos. Por volta de 1992, o Tom Curren surfou um “heat” num campeonato em Biarritz com uma prancha “fish” biquilha do inicio dos anos 70, que eram as precursoras das biquilha que estiveram de moda no final dessa década. Como até ganhou o dito heat (contra Matt Hoy) lançou a moda dessas pranchas, as quais inclusivamente testou no Hawai em ondas relativamente grandes. Essa moda tem vindo a ganhar cada vez mais espaço, e está hoje no auge. Pranchas pequenas (até 6´0), com o tail largo em forma de rabo de peixe e vários tipos e números diferentes de quilhas (de 2 a té 4). São pranchas muito rápidas e soltas em ondas pequenas! Essas pranchas abriram espaço para toda uma moda de pranchas “retro” que são imitações puras ou adaptadas de modelos antigos, a maioria dos anos 70 e 80. As dos anos 70 são sobretudo exercicios de estilo e nostalogia. As dos 80 são pranchas normais, de alta performance, que são demandadas por surfistas que querem manobrar bastante, mas sem a fundarem! Junte-se a tudo isso os modelos “híbridos”, que mesclam características de alguns desses modelos, e ainda o facto de a industria estar a sofrer uma revolução com a introdução de novos materiais e métodos de construção, e chega-se a este situação actual em que há muitas possibilidades de modelos absolutamente diferentes disponíveis, o que é bom, mas que faz o pessoal andar meio perdido perante tanta opção, pois a maioria não tem nem $ nem tempo para experimentar nem uma pequena fracção do que há para aí.

Eu pessoalmente estou desejoso para experimentar um desses híbridos, feito pelo Lufi (dá gosto ver o sucesso que faz por aqui) que é 6´6, triquilha, grossa, pouco rocker à frente, rails bem deitados atrás metade da frente longboard, metade de trás prancha normal… Deve ser óptima para onda pequena até 1m.

Voltando atrás…

Ainda lá na década de 90, quando ainda se compravam muitas pranchas aos estrangeiros nos campeonatos, e as noticias eram via revista de surf, (a mais presente era a Fluir, que chegava com 6 meses de atraso (!) e a Surf Portugal, ainda nos primeiros passos), eu estava muito interessado no surf. Ia aos campeonatos, lia tudo o que podia sobre o assunto, via os raros filmes que apareciam muitas vezes, em câmara lenta, e sobretudo tentava ir o máximo de vezes possível ao Baleal, a minha “Meca” surfistica. Também media as minhas pranchas e procurava falar com shapers e surfar com o máximo de tábuas diferentes para perceber como funcionavam. E percebi. A única coisa que não fiz foi fazer uma. Mas de resto fiquei a perceber bastante bem todos os aspectos de uma prancha de surf, com excepção das quilhas, cujo design ainda me é algo nublouso…

Por essas alturas eu já sabia que queria uma prancha um pouco mais volumosa do que estava na moda. Percebi que precisava de mais volume no rail ao meio para não enterra-lo e cair, pois, no meu caso, faço mais força/peso no pé da frente. O rail atrás deve ser fino e deitado para entrar bem com a pouca força que faço atrás, e prefiro pouco rocker (curva de fundo) à frente para remar melhor, e mais atrás, para ficar mais manobrável…

Mais ou menos quando estava a perceber tudo isso no meu surf e nas pranchas encontrei a minha “prancha mágica”! (Uma variação daquele ensinamento: “quando o discípulo está pronto o mestre aparece”).
A prancha mágica é aquela em que nos encaixamos com facilidade, conforto e que nos dá confiança plena e nos permite extrair o melhor das nossas possibilidades e da onda. Aquela que faz com que o surfista a própria prancha e a onda se conectem com perfeição.

A minha prancha mágica era…muito velha! O meu amigo/treinador tinha-a comprado a um “bife” no Baleal que por sua vez a tinha comprado ao Tom Curren. Entretanto tinha vendido a outro amigo alcobacense que nunca a usou. E já não sei porquê veio parar ás minhas mãos por empréstimo. Estava com alguns buracos mas ainda em razoável bom estado. Restaurei-a a primeira de várias vezes em menos de dois anos! A prancha era de meados dos anos 80. Uma
Channel Island (curiosamente shapeada por Doug Bell, um dos seus shapers empregados). 6´0, 19 ½, 2 ½, o típico shape do Al Merrick, com squash tail e wing, um shape que esse consagradíssimo shaper ainda vende como clássico!

Surfei melhor nessa prancha que em qualquer outra antes ou depois. Sentia-me confiante para take off atrasados e até para surfar supertubos com 1,5-2m. Apesar de ser uma tábua para ondas até metro, entrava com ela sem problemas no Legide com 2 metrões! Nunca enterrava o rail, remava bem…enfim! Era perfeita, para mim!

Tinha amigos que riam da minha prancha tão velhinha. Parecia um tronco! Não entendiam. Mas também não tinham de entender…o prazer era todo meu!

Tentei encontrar outra, mas ainda não consegui. Novas são caras. E também há que ir experimentando coisas diferentes. Mas ainda sonho com essa prancha.

Agora estou com uma Lufi que não é má, mas também não é nada de especial. E não a vou reformar tão depressa. Quando tenha $ ou invisto numa CI clássico, como a minha mágica, ou mando fazer à medida, exactamente como eu sei que gosto: 6´3; 20`; 3`, round pin, V suave entre as quilhas…Grossa, larga, rema muito bem, e serve muito bem para todo tipo de ondas até 2 metros. E mais eu não surfo!

Claro que nisto das pranchas, onde a manufactura ainda é rainha, nunca se sabe se a prancha funciona bem ou não até a experimentar, debaixo do pé, na onda…

Espero que se é surfista também possa encontrar a sua prancha “mágica”. É uma sensação muito boa.
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Registos...

Sempre mais além...
Já lá vão dois anos de blog. Ideia que tive depois de ver de um amigo, que aliás tem sido profícuo mas que agora aprofundou o seu “retiro espiritual” acabando com o último blog que tinha.

É uma boa forma de ordenar as ideias, ao escreve-las e publicá-las deixando-as ao exame de uma audiência muito reduzida, mas exigente e que merece respeito. E pelo meio ainda se vai comunicando com quem está longe e deixa saudades. E até conhecendo outras mentes interessantes. Por ventura até mais interessantes que a nossa, não obstante o nossa vaidade...

Entretanto sugeri e incentivei outras pessoas que achei que poderiam ter algo de positivo a acrescentar à blogoesfera. E através dela à esfera de cada um. Afinal, estamos aqui para partilhar e dar ao mundo o que tenhamos de melhor e positivo. Daí surgiram vários bloggers e ainda mais blogs. Bolhas de pensamentos, partilha de experiências e simples momentos…coisas boas.

Recomendo este registo. Um amigo com uma vida interessante, a qual sabe por em escrita e nos dá a honra de compartilhar. Aproveitando-se as suas experiências pessoais, algumas delas bem longinquas, vai dando as suas opiniões sobre vários temas, pessoas e lugares. Aprende-se algo, amplia-se horizontes e extrai-se prazer da simples leitura. Faz parte das minhas leituras diárias. Acredito que dali ainda vai sair um livro. Ou pelo menos algo mais…

Aproveitando para enviar uma grande abraço e muita: Força Jó!
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24.9.06

Consciência eco

Climatecrisis
Embora eu não seja, de todo, um eco freak, e de detestar as modas irracionais baseadas em medos e tantas vezes "anti-humano", acredito que ter atenção a estas questões é importante. Não por idealismos, mas por puro sentido práctico!
Está aí mais uma chamada de atenção e alerta: Site e trailer.
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