24.12.06

Votos de felicidades

A todos a quem mais quero desejo óptimas festas e um ano novo cheio de alegria e realização pessoal. Leia artigo completo

19.12.06

Diversidade cultural - Budismos

Um monge budista..

Em geral gosto de discernir. VIVEKA. Perceber as diferenças. Não para dividir, mas sim para aproveitar as diversas possibilidades existentes que fazem a riqueza do mundo. Em termos culturais isso nem sempre é fácil. Desde logo pela complexidade da linguagem, das palavras... Mas tenta-se. Sei que as coisas todas são unidas e integradas entre si, que não é possível separá-las sem lhes fazer perder o sentido. Mas a mente tem a capacidade isolar e definir partes, concentrando-se nelas, actuando no todo através da parte. No Uno, através do verso.

No caso do Yôga tenho especial atençao para não confundir e misturar tudo. Primeiro porque essa é a tendência reinante, causada por ignorância e pela incapacidade de fazer escolhas de muitos que se chegam a essa filosofia. Há que remar contra essa maré de lodo. Depois porque sou um profissional que não somente aprofundo o tema descobrindo nele cada vez mais nuances, diferenças e possibilidades, mas também porque devo posicionar-me no mercado, passando as minhas propostas de forma clara e diferenciada. Assim, distinguo perfeitamente filosofia de ciência, e estas de religião e das artes, sabendo eu muito bem que essas classificações não são puras, nem perfeitas, nem estanques...são meros artificios mentais para actuar no teatro de maya.

Por outro lado, a titulo meramente pessoal, não temo nem me coibo de explorar a diversidade cultural do mundo e até de me deixar encontrar pontos de encontro e conexão entre as mais diversas realidades.

Tenho andado a ler um livro que é de um médico americano em conversa com o chamado Dalai Lama. Falam de muita coisa: Budismo, felicidade, sofrimento, espiritualidade… Em geral não sou grande fã do Budismo, não só porque o lado ritualistico, devoto, crente e até folclorico está muito mais divulgado e valorizado que o aspecto mais filosófico, mas também porque essa filosofia/religião dá demasiada enfase ao binomio sofrimento/felicidade, e esse não é o ponto central das minhas indagações filosóficas. Do pouco que sei dos vários Budismos, o “Tibetano” é o que me agrada menos. É dos mais ritualistas, junta-lhe um sempre nefasto nacionalismo, está na moda entre ocidentais e talvez por isso mesmo está sob uma febre de “reencarnações” que é também dos aspectos que menos aprecio dentro das suas tradições. E no entanto, o seu lider máximo, o monge a que chamam Dalai Lama, é dos líderes nacionalistas-religiosos mais interessantes que há por aí. Assume a sabedoria do Budismo com orgulho mas sem vaidade e sem grandes dogmatismos. Até o seu nacionalismo é extremamente moderado. Ele mesmo aparenta ser uma pessoa extremamente simples que, excluindo os trages folclóricos e a extrema simplicidade, foge à maioria das caricaturas que os ocidentais fazem acerca dos gurus orientais. Às vezes parece que o facto de o Tibete ter sido invadido e esmagado culturalmente pelos chineses até é encarado como uma lição e uma oportunidade positiva para a mudança para melhor, e ele parece mais resignado e menos empolgado pela sua causa que muitos dos seus corregilionarios, principalmente os ocidentais. E a pessoa por detrás da instituição até parece realmente humilde, não só na forma como desempenha o seu papel institucional, mas também enquanto pessoa individual, assumindo-se como alguém normal, ou pelo menos apenas como mais um monge budista que, por ditames do destino, representa um determinado papel de destaque. Evita falar de reencarnações e não finge beatudes de especie nenhuma. Parece-me que ele é assim genuinamente e não apenas forçado pelas circuntância tentando encarnar esse papel como meio de sobrevivência. Como diria uma amigo e aluno: desconfio um qualquer maestro que não ri. E ele ri. Muito. Sinceramente simpatizo com ele. E desde logo com a sua causa, que é de todo perdida. Ser um gajo simpático, dócil e moderado pode ser muito agradável a título de relacionamentos pessoais, ou como escape a um mundo (incluindo o mundo “espiritual”) feito de egos-maniacos exacerbados. Mas, a nivel de poder politico, o $ e a espada são factores muito mais imponentes e que se relectem também a nivel cultural. Põe-me a pensar quem e como quero ser eu…

Através do pouco que vou lendo de Budismo também vou percebendo como é descendente directo da tradição cultural Hindu, e como, provavelmente, também a influênciou bastante. Há muitos conceitos iguais, ou pelo menos parecidos. Nomeadamente a enfase no caracter practico dos preceitos filosóficos e na valorização da vivencia pessoal da cada um. A filosofia que contém e propõe é em muitos casos próxima áquela que vivêncio. E precisamente devido ao facto de ser tão próxima mantenho-me atento, para não confundir e misturar tudo. Sobretudo na parte profissional. VIVEKA…
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4.12.06

Momentos

Only a surfer…

Dia frio e escuro. Entro e a água está tão agradável como esperava. As ondas parecem boas, no seu metro e meio potente. Faço umas quatro, nada de especial, mas bem melhores que o sofá, como sempre.

O vento aumenta e de repente o mar perde a lisura. Não está de tempestade mas parece. Rajadas acompanhadas de chuva tão forte que é difícil manter os olhos abertos. O céu que estava escuro agora está totalmente negro e parece que vai desabar sobre nós. Na calçada da cidade já quase não se vê vivalma. Os poucos resistentes tentam não perder o chapéu-de-chuva que ameaça voar com a agitação.

Nesse momento, algures no meio das espumas brancas de ondas que passaram e passarão, sinto-me absolutamente especial por estar ali e pertencer a esta tribo. O contemplar de uma tempestade sem sentir necessidade de dar a debanda. Somente aceitá-la e até contemplá-la, de um ponto de vista que só os marítimos podem.

Não faz sentido para mais ninguém estar dentro do mar todo molhado em circunstâncias tais. Mas para um surfista não é de todo desagradável. Pode até ser exclusivo. Vulnerabilidade e integração. Um prazer próprio de quem se entrega aos elementos.

Saio passado algumas ondas mais. Satisfeito.

Only a surfer knows the feeling
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21.11.06

P.S.

Um pormenor delicioso do filme é uma imagem que mostra a Terra ao longe, numa fotografia tirada por uma sonda muito longínqua. A Terra fica do tamanho de um pixel da imagem! E, como ressalva o Al Gore, é naquele pontinho ínfimo e indistinto do Universo que tudo se passa. Tudo se passou. O “tudo” ganha uma dimensão distinta... É o que se chama: por as coisas em prespectiva!
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Uma boa causa (quiçá a única!)

Clima e crise

No domingo à tarde lá fui, finalmente, ver o filme do Al Gore sobre a problemática do clima. Desde que soube que estava curioso.

Descontando o tom personalizado em estilo de panfleto de campanha politica americana, mas que não ofende, o filme (ou seria documentário?) está bastante interessante. Não diz nada de novo, mas reúne tudo aquilo que já se sabia, dá-lhe actualidade, combate reaccionários e dá perspectiva de fundo à questão. Um pouco assustadora. Diga-se.

Não sou nada dado a aceitar versões do Homem como Deus ou Diabo Todo Poderoso e cheio de culpas…e talvez por isso fosse tão reticente a muitas das teorias e campanhas sobre os perigos do aquecimento global. É que tratar o homem como o “mau” e “anti-natural”, para mim é…anti-natural! E pretensioso. Mas também pode ser que estivesse a esconder os meus comodismos e medos por detrás de teorias e campanhas científicas encomendadas e financiadas por companhias petrolíferas e outras com interesses nos sistemas energéticos tradicionais, e que se dedicam a negar, ou pelo menos relativizar, as outras. No mercado das consciências a duvida paralisa, afrouxa a mudança, que é precisamente o objectivo de alguns…

Bem, descontando possíveis exageros, a verdade é que me pareceram credíveis os motivos da preocupação. Há que leva-la a sério e não ter vergonha de ser um pouco alarmista. Se a questão é metade de perigosa do anunciado então é muito inquietante! É uma questão de sobrevivência. Uma questão de décadas, não necessariamente de séculos, o que nos põe na linha de fogo! Há que fazer algo, nem que seja por egoísmo, que ao fim ao cabo é sempre o primeiro e principal motivo para tudo.

Gosto de pensar que sou uma pessoa ecológica acima da média. Principalmente por ser pouco consumista. Em geral e em particular de gasolina. E acima de tudo não consumo carnes que é das acções mais ecológicas que alguém pode fazer pelo planeta inteiro.

Ainda assim, e perante a dimensão do problema, parece-me que devo fazer mais. Aqui deixo um pequeno contributo com a divulgação do tema. Espero conseguir, de facto, mudanças úteis neste campo. É simples mas não é fácil. Ajudem.

Bem hajam.
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19.11.06

Passeio cultural

Valle de Dios

Hoje á tarde fizemos um belo e agradável passeio pelas redondezas verdes da região. O tipico passeio cultural! Um amigo levou-nos a um mosteiro cistercense, aqui mesmo ao lado, junto a Vilavicosa.
O conjunto é formado por uma igreja ao estilo pre-romanico e romanico, datada do sec VIII d.c., daquelas pequenas, simples e bem antigas. Ao lado, monges beneditinos, já bastante mais tarde, construiram um mosteiro. Depois de muita história é um mosteiro muito discreto, grande mas que passa bastante despercebido por estar perfeitamnete encaixado num vale tão pouco povoado como encantado. Encantado pela beleza e pelo silêncio.
O mais curioso é que os aposentos dos monjes, que sobram, servem também de estalagem, no qual qualquer um se pode instalar a passar uns dias de tranquilidade, meditação ou simples descanso. E de forma acessivel (contribuição livre). Fiquei com uma vontade enorme de experimentar. Ainda mais nestas alturas do ano, em que as tendências à reclusão, à ascese e à renuncia sempre batem mais forte.
Fiquei um pouco assustado ao saber, pela guia, que já lá tinham ido passar uns dias pessoas "estranhas", vestidas de roupas laranjas e cabelo rapado (!!!), que inclusive levavam estatuetas para fazer rituais, e outras que se abraçavam ás arvores (!!!). Não disse que me dedicava ao Yôga...
Já em Alcobaça, que também é um vale com o maior mosteiro cistercence do mundo, ouvia dizer: os vales atraem os loucos!
Irei incóngnito, de mim mesmo!
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15.11.06

Visita relâmpago

Portugal...carago!

Foi rápido mas bom. Ouvir e ler as noticias em português. Matar saudades com sotaque do norte. Familia. Amigos. Fnac em versão lusa. Por do sol no mar. Foz e Matosinhos cada vez agradáveis. Até já nem me lembrava daquele trânsito! A Vila do Conde também está cada vez melhor, e continua tranquila. Foi bom, mas soube a pouco. E deixou algumas saudades mais fortes ainda.
E Já no Domingo...SwáSthya! Reunião de instructores e desde logo a constactação de que a Uni-Yôga tem uma capacidade de autocritica e renovação extraordinária. E com bom humor até. Pequenos detalhes podem fazer grandes diferenças. Uma reorganização que a mim me agrada particularmente. Os cursos, que refiz, também são sempre bons, sendo estes dos mais dismistificadores. E ainda culminou com um belo jantar na Arca D´agua com direito a 2 apresentações de teatro (onde actuaram practicantes e os outros membros do respectivos grupos) e que foram simplesmente óptimas. Na segunda, as coreografias, já estavam a atrasar o caminho de volta. Mas estar com o mestre é sempre bom e aproveitamos até ao fim.
Foi rápido. Soube a pouco. Queria ter visitado mais gente. Mais tempo. Da próxima vez.
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2.11.06

Calexico e o inglês dos espanhóis...

Calexico

Na semana passada fui ver os Calexico, que actuaram aqui, numa pequena mas histórica sala de espectáculos chamada Albeniz, onde vi os Gift o ano passado.

Supostamente são da Califórnia e juntam uns sons “calientes” do mexico, daí Cal+éxico. Na prática os membros do grupo são um pouco de todo o mundo. E o som é bem bom. Têm tantos instrumentos que não cabiam todos no pequeno palco! Mas, ao contrário de muitos outros, não se perdem no meio de tantas opções. A música é boa e os gajos são fixes. Assim ao estilo “américa simples e clean”, com alguns ideais sobre o clima e tal.

A música é boa, mas o concerto foi fraquinho! E foi fraquinho pelo mesmo motivo que o concerto dos Gift também o foi. Porque os espanhóis, em geral, não entendem quase nada de inglês! E a música pode ser boa, mas são as palavras que despoletam a emoção, e se não entendes as letras e não fazes a mínima ideia do que estão a tentar transmitir! Enfim, cheguei a pensar que os gajos da banda sabiam mais de castelhano que o publico de inglês! A verdade é que assim é difícil aquecer…

É engraçado perceber, mais uma vez, que tudo tem o outro lado!

Nós, portugas, vivemos num país com pouco amor próprio, onde não defendemos muito do que somos (ou éramos) culturalmente, e estamos preste a ser absorvidos completamente por brasileiros e americanos em definitivo. E esse é também o lado bom. É que assim também nos é mais fácil aceder e integrar-nos nessas fortes potencias económicas e culturais. Enfim, ganhamos e perdemos. Para mim que sou pró globalização é um nítido ganho. E neste caso é nítido, ganhamos.

Os espanhóis, por vários motivos compreensíveis, são mais aguerridos é sua língua. E por isso mesmo estão mais fechados nela. Presos mesmo. Os êxitos aqui fazem-me lembrar muita a Ágata, e passam vezes sem fim, com enorme êxito nas rádios, que aliás são péssimas, também por esse motivo. E os filmes e séries são todos dobrados, ou seja traídos pelos dobradores, aos quais não tive mais remédio que acostumar-me. Enfim, é fácil perceber como é que em Gijón, que só tem 300 mil habitantes há mais de 30 escolas só de Inglês! E mesmo assim não entendem nada!

No concerto, por um momento fiquei a perceber porque o público português é tão bem considerado pelas bandas estrangeiras. Talvez seja real, e não apenas um comentário simpático que fazem em todo lado!É que nós entendemos o que eles dizem, e reagimos, ajudando realmente ao brilho do concerto.

Senti-me tão bem de ter crescido naquele cantinho à beira do atlântico.
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18.10.06

Iniciação ao Treking de montanha

Vale dos domingueiros

No Domingo lá fui, finalmente, estrear-me no treking de montanha nos Picos da Europa. Fui com uns alunos já experientes de quase 20 anos na questão. Já subiram a quase todos os picos, mas alguns ainda resistem, não tanto pela dificuldade do cume mas por questões metrológicas ou simplesmente por outras prioridades. É o caso deste que queríamos subir, ao lado do Vale dos domingueiros, e que não me lembro o nome.

Este tipo de actividades por aqui é do mais comum. E atraí gente de toda a Espanha e de toda a Europa. Não tem alturas muito espectaculares (máximos de 2750 m) mas tem uma quantidade e variedade de picos espectaculares, alguns dos quais tecnicamente estimulantes e com desníveis assinaláveis. E para escalada tem o famosíssimo “Naranjo de Bulnes” (na foto), um paredão enorme, no maciço central.

Há cabanas, covas e refúgios para passar as noites, mas a maioria dos picos pode-se subir e descer numa jornada.

Lá fomos nós, numa parte do maciço oriental, já parte da federação Cantabra de Alpinismo (de Santander), a cerca de 1 ½ daqui. Queríamos subir a um pico que não alcançamos, pois subimos lento e os meus parceiros tinham um misto de cansaço e pressa para vencer os últimos cumes. Pelo meio passamos muita rocha, uns vales lindos e umas vistas fabulosas lá em cima. Até houve direito a uns “aéreos” fáceis. Aéreos são passagens verticais de escalada. Fizemos um desnível de cerca de 1500 m, para um percurso de cerca de 10 km ida e volta, grande parte do caminho sem caminhos ou sequer trilhos. E como já tinha ouvido, a descida é bem mais dura do que subir. Não só pelo cansaço acumulado, mas também pelo perigo.

Adorei. Para mim, que não tenho pretensões de alpinista, a satisfação é estar ali. Andar por ali. Ver as vistas. Respirar fundo, Fazer exercício “natural”. Desfrutar de estar em espaços abertos e (quase) desocupados da pressão humana.

Voltarei.
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12.10.06

Sugestões culturais...

Livros
Nunca li muito. Muitos livros, especifique-se. Devo andar na média de uns dez por ano (extra os profissionais), e desses nem metade são ficção. Sou da era mais “visual”. Em duas horas tenho acesso a uma história com palavras, imagem e som! Quase dá para dizer que não dá para competir com isso...mas dá! Ler, por si só, compete com isso. O que o leitor perde em estímulos externos ganha em actividade interna. Em interpretação e imaginação. E não é preciso ser um grande leitor para saber que a riqueza de um romance escrito raramente pode ser alcançada por um filme, mesmo pensando nos melhores.

Isto a propósito de quê?

Acabei de ler mais um. O outro de Gonçalo Cadilhe. O seu primeiro. Planisfério pessoal. A sua volta ao mundo por terra e mar. Pouco mais que as crônicas publicadas pelo expresso ao longo de quase dois anos.

É um gajo lúcido e despretensioso, que construiu e se encontrou nesse estilo de vida, através do qual se descobre a si e ao mundo. E o mais engraçado é que ele não faz nada o tipo “aventureiro”. É quase um betinho! É surfista, mas isso não aparece nas crónicas. Básicamente é um português de classe média, um gajo absolutamente normal, que não estava disposto a ter um emprego das nove ás cinco e se tem devotado ás viagens que tanto gosta. E esse empenho acaba por lhe render frutos. O fruto do reconhecimento e do sucesso. A retribuição.

A viagem está bem passada a escrito. Não é poema nem prosa da mais elevada, mas tem uns quantos momentos bem inspirados. Não é um roteiro pelos locais mais turisticos do mundo, mas também passa por alguns. Não é o prototipo de acção, tensão e emoção permanente, mas tem os seus momentos quentes. Não é uma contemplação ingénua, idealista nem critica, mas também contém um pouco disso tudo. É, acima de tudo, a vivência pessoal do autor. E é interessante. Para mim foi uma delica. Fez-me viajar com ele. E sobretudo deu-me ganas de viajar mais. O que é que se pode querer mais?

Entretanto voltei ao que lia antes: Memórias de Adriano, da M. Youcenar. Outro genero. Outra pretensão. Outra categoria.
E por falar em sugestões culturais: ontem vi "Os Borgia", a última grande produção espanhola. Um retrato de um papa e o seu clã. Um papa espanhol. Como diria o meu amigo José: "assim somos os espanhóis: ambiciosos, sanguinários, depravados!"
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