3.10.07

Montanhismo - Asturias


Uma das coisas que mais agradável me pareceu nas Asturias foi o acesso privilegiado aos Picos da Europa, que oferecem condições óptimas para quase todo tipo de practicas de (baixa) montanha. Desde logo senderismo (treking) e escalada que são o que mais me atrai, mas também canoagem, espeleologia, etc.

Há pouco mais de um ano atrás tive as minhas primeiras experiências de montanha. Foram os preliminares. A primeira foi uma caminhada até um pico ultra facíl depois de umas 4 horas de caminho fácil que não alcançamos devido á tão característica neblina. Outro pico já um pouco menos acessível onde optamos por não subir os últimos metros porque tinha umas “passagens aéreas” levemente arriscadas que obrigavam a uma cuidadosa e lenta abordagem que colocava em causa o tempo de regresso seguro. Esse foi no maciço oriental, já para os lados da Cantábria. Entretanto fizemos um desfiladeiro "de las xanas", facil, rápido e lindo. Bebi agua do rio e fiquei dois dias de barriga afectada. E finalmente o primeiro pico alcançado, com condições nevadas e um dia lindo, na cordilheira cantábrica (lado ocidental). Foi o primeiro orgasmo.


Há cerca de um mês atrás tive aquela experiência que considero a perda da minha virgindade. Travessia em solitário de dois dias, com pernoita em refugio de montanha (Vergarredonda), em pleno maciço ocidental, partindo dos Lagos de Covadonga para alcançar o refugio após umas 3 horas e subir mais duas horas até ao miradouro dos Ordiales, com uma vista absolutamente magnífica par aum canyon do lado ocidental dos Picos. À volta fiz um desvio a meio caminho, em absoluto solitário, por dentro de um bosque até ao leito de um rio, que atravessei após descanso para banho e comida, e a partir do qual tive de procurar o caminho de saída. Foi mágico. O melhor momento seguido do pior, quando estive cerca de uma hora desviado do caminho certo, perdido por um terreno horrível e em pleno sol tórrido. Foi a minha iniciação. Adorei.

Há duas semanas subimos (eu e a Joana) ao pico mor: Uriello. Impressionante. Nas fotos nem se vêem, mas naquelas paredes enormes e verticais há vários gajos a escalar! O passeio até lá também é bem bonito, e faz-se relativamente bem: 3 horas a subir, duas e meia a descer, desce o ponto de estacionamento já bem dentro e subido na montanha.

Dizem que a montanha vicia. Aqui é um desporto quase de massas e já conheci alguns viciados. Não creio que me vá viciar, mas estou a adorar integrar-me a esta actividade.

Adoro estar lá fora, bem metido dentro dos montes e vales.
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2.9.07

China, India, Brasil e outros epicentros assustadores...


Estava a ver hoje no jornal que dentro das 10 maiores empresas cotadas em bolsa há já 3 chinesas !Uma delas em terceiro lugar. Todas de control maioritáriamente estatal-comunista! É a implosão dos paradigmas clássicos. E a tendência parece ser a de que cada vez mais empresas desse país e de outros emergentes, tanto da ásia como da américa do Sul, ocupem cada vez mais postos mais altos neses rankings tão significativos. É um fenómeno que já não é novo e que todos os prognósticos apontam: os epicentros do poder economico, e logo de decisao, estão a mudar de coordenadas. Ou pelo menos a deixar de estar tão centrados na UE e EUA. Isto para um Europeu com gosto em sê-lo como eu (mas sem especial orgulhos) é quase assutador.

Um caso específico é o dos chineses. Para mim é o mais assustador porque que são muitos, são imparáveis e creio que são racistas. E não me parece que haja que esperar muito menos do que os nossos antepaçados fizeram há não muito tempo. Eles não vêm aí, eles já estão aí. Não é só em cada esquina das cidades europeias e americanas, é também nos postos mais altos do jogo politico-economico-cultural. E só estarão cada vez mais, mais fortes, mais mandões. Uma coisa que noto na China é o sentido practico, o senso comum, e o sentido de comunidade. Não sei se é de serem uma civilização tão antiga ou se é um acaso do Confucionismo misturado a Budismo e recliclado pelos modernos comunismos-capitalistas, mas o facto é que ali não há sentimentos de culpa quanto a dinheiro (isso é absolutamente cristão). Ali tudo gira em torno do grupo: a família, a empresa, o partido, o país. E nesse contexto, um contexto d ebiliões, não há hesitações quanto ao uso da pena de morte, que se aplica com toda a naturalidade para que o grupo avance sobre o indivíduo. Individuo?!? Estará presente esse conceito na mente de um chinês? Assustador.

Outro caso é a Índia. Não acho que os indianos (esse invenção tão moderna e europeia) sejam racistas. Esses são piores, são (neo)nacionalistas e com tendência para fanátimos religiosos, por enquanto anti-muçulmano.

O que é pior, nacionalismo racista ou nacionalismo religioso? Tendo em conta que se contam todos em centenas de milhão e que têm bombas atómicas é caso para dizer que "venha o diábo e escolha". Eu ainda simpatizo mais com os indianos...

O poderio económico e cultural que desponta na Índia é um caso curioso, pois não se trata própriamente de um sistema e sim da falta de qualquer sistema. É uma bagunçada total entre tradição e modernidade, entre europeismo e neo nacionalismo hindu, entre “castas à la hindu” e “castas à la europeia” (leia-se classes sociais que se distinguem essencialmente pelo poder material), entre anti-muçulmanismo e um hinduísmo mega multi fragmentado, entre esquerdismos delirantes, burocracias kafkianas e um capitalismo ultra liberal sem preocupaçoes significativas e efctivas para conseguir uma menos díspar desigualdade social, ou um desenvolvimento minimamente respeituso com os parametros ecológicos, numa sociedade ainda muita agrária, de agricultura de subsistência que coabita lado a lado com outra absolutamente urbana e ultra educada e preparada para as novas tecnologias...o que raios é a Índia? Defini-la é quase impossivel, mas é fácil perceber que são muitos e ali está-se a gerar um grande poder.

Outro caso interessante é o Brasil. O Brasil é muito parecido com a Índia, pelo menos na bagunça e impossibilidades de definição. E na estéctica. Mas ali a matriz é tipo cristão, de marca europeia, até ligeiramente portuguesa. Mas ao contrário de todos está no hemisfério sul. Como qualquer nação nova e sem identidade abraça o neo-nacionalismo, mas sem um mínimo de sentido grupal. Como nação jovem que são (neste caso estão mais ou menos no inicio da puberdade) são rebeldes. Contra si mesmo como é óbvio. Divertem-se em delirios de crítica e esperança. Está tudo mal, estão todos mal, o “sistema-poder” é absolutamente desprezivel, há que destruir tudo e todos, por tudo em causa e depois contruir um paraíso qualquer (viva o sonho cristão), que como é óbvio nunca chega, e não vai chegar nunca. Mas pouco a pouco vão crescendo, ficando mais robustos, mais adultos. O clima não lhes favorece só aquela energia á flor da pele que lhes é tão conhecida. Favorece-lhes também, e cada vez mais, a economia, nem que seja ainda pela via agricola e mineral, e isso nada tem de negativo porque por muita inteligência que haja, um homem (e tudo o que mexe) tem de se alimentar (não é a toa que a UE tanto queria defender a sua agricultura a força com a PAC, e que todos estamos no Iraque)). E não é pouco ser o celeiro do mundo, se pensarmos que também já eram (por quanto tempo?) os pulmões, e que ainda se acrescentam as minas, as praias para turismo, e sobretudo uma população jovem, activa, parte dela com um nivel cultural e tecnico muito alto, e uma quantidade de mão-de-obra disponivel que continua em crescendo. Os brasileiros, no seu individualismo exacerbado, não aceitarão nunca sacrifícios em prol do engradecimento comum, mas a sobrevivência nesta selva que é a vida, e que lhes é tão familiar, impor-lhes-á, aos poucos, os sacrificos globais necessários para chegar à vida adulta. Entretanto ainda há muito canarval, mas eles já são uma das 10 maiores potencias do mundo, na minha opinião.

Onde fica, nesta luta de mega potências, o “ocidente” (que se pressupõe do norte), onde fica a nossa querida e velha Europa, onde fica o meu querido e tão afável Portugal? Não sei. Sei que ainda estamos no topo do mundo. Mas um sextuagenário inveja naturalmente um adolescente. Somos mais sábios(?), mas isso fez-nos cínicos. Temos dinheiro e até algum tempo extra para nos apreciar-mos, mas apreciar o quê? O nosso apogeu ou a nossa decadência?

Talvez algum choque derivado de tantos apertos se resolva da maneira mais habitual: uma guerra. A guerra, com bombas atómicas, de hidrógénio e tudo...

Ou talvez isto sejam águas passadas. A nova dimensao virtual esta a construir novos espaços que fazem da globalização que se refere á superficie terrestre um assunto quase ultrapassado. Este novo espaço é elástico e abre terreno a mais vida. O que importa se estamso em Gijón, em São Paulo, em Pequim ou Nova Iorque, se temos uma conexão de alta velocidade a este novo mundo e uma boa habilidade me entendê-lo e nele navegar?
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20.8.07

Liberdades no software...


Ubuntu

Pois lá me atrevi a deixar as “janelas” e rumar a um mundo de bits dito mais livre. O conceito é filosóficamente atraente e actualmente é viável (ou seja fácil) até para um gajo de conhecimentos sobre informática reduzidos o poder adoptar. Pelo que todos dizem o sistema é mais estável, mais avançado, mais atraente, mais funcional...é só vantagens! Pelo menos gratuito é. Até agora confirmo: estou satisfeito.

Sim, estou a operar através de Linux, mais própriamente Ubuntu, versao 7.04., o qual já configurei para ter um aspecto d e”mac” muito porreiro. Esta é distribuição mais acessivel e que está a provocar uma pequena revolução no mundo do softwar doméstico (no profissional a implementação massiva de sistemas Linux já não é de agora).

Sugiro a todos que pelo menos espreitem esta possibilidade. nem que seja porque mega monopólios não são bons para o ocnsumidor a porqu eo BG já está a ficar chateado por ter demasiado dinheiro...

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Coisas de emigrante.....

Férias

Pois lá se passaram mais umas benditas férias na terrinha. Ou melhor:nas terrinhas. Umas semanas é pouquissímo para...reviver a sempre bela e leal Lisboa, e as "provincias": Alcobaça, Nazaré, Vila do Conde. E Porto! E mais... E ainda(como nos concursos de TV) pela respectiva familia e amigos cada vez mais disperos. Para matar todas as saudades que queria precisava de muito mais tempo. Para juntar a isso descanso precisaria de uma eternidade!

Entretanto já voltei. Cá estou vez em terras castelhanas, que aos poucos também vão sendo minhas.

Um ano novo aproximase, e os anos têm de contar-se óbviamente em trabalho. Trabalho...Creio que este ano vai ser ou de plena consolidação, ou de perfeita ruptura. Seja o que for espero o melhor, óbviamente sem me preparar para o pior. Que raios, não vejo nada de muito grave que possa acontecer! Continuamos (o mundo) em pleno apogeu de crescimento economico e respectivo bem estar e paz social, por isso o mais grave que se passa por estas paragens (a Europa) é ficar angustiado com tantas facilidades...

Aos amigos que me lêm desejo um ano cheio de realizações positivas.
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13.6.07

Confissões de um labrego....

Coisas de homens

Sempre gostei de construção e técnica.Desde agricultura a maquinaria pesada.Há uns anos atrás...

...(quase 15!!!) obcessionei-me com as pranchas de surf. Queria saber tudo sobre elas. Comprava revistas, falava com shapers, media as pranchas, projectava novas ...Depois, pouco a pouco e nem sei bem como (acho que o marketing resulta mesmo) deixei-em seduzir pelo mundo automóvel. Não só a engenharia, mas também o design e comercio. É estranho, pois embora goste muito de conduzir, gastar dinheiro num carro não estaria entre as minhas primeiras 10 opções. Entretanto tenho substituido essa pequena obcessão-hobby pelos computadores e tudo o que tem a ver com informática, area em que ainda estou muito longe de acumular a erudição das outras esferas anteriormente mencionadas.

O mais divertido é que desde que há canais temáticos de cabo, nós homens fomos finalmente agraciados com programas feitos há nossa imagem e semelhança. Desde logo programas sobre construção e maquinaria. E eu cada vez mais me assumo com um verdadeiro labrego que adora gastar o seu tempo vital a curtir esses programas. Desde o fantástico "Mith Bhusthers" ou o “Dirty jobs”, passando pelas “Grandes construções” e indo directinho até aquilo que chamaria a telenovela perfeita para um homem (sim, dos que não tem vergonha de sê-lo): “Overhallin” e “American Chopper”, cada um deles com as suas imitações.

Pois o Overhallin é simplesmente genial: roubam um carro antigo a um estado-unidense qualquer, fazem-no passar uma semana a sofrer, e depois dão-lhe uma supresa brutal com a sua lata velha totalmente remodelada e trasnformada num clássico-moderno, sob a direcção de um artista absolutamente genial chamado Chip Foose.

E embora eu goste mais de carros (embora também tenha licença de mota) tenho de convir que este genero televisivo alcançou o auge com um reality-show de motos: American Chopper. Básicamente é uma telenovela. Só que é a telenovela perfeita. É real. Absolutamente real. E ainda é sobre motos! Consiste em seguir a fabricação de motos artesanais de uma pequena (entretanto famosa e grande devido ao programa) empresa da area de NY: Orange County Choppers. O mais interessante nem é a engenharia. Nem sequer as motos absolutamente incriveis que eles fabricam. O delicioso são as discussões familiares entre pai e filhos, e entre estes, que são reais e assumidas com toda a naturalidade. É divino. Ou pelo menos divertido.

E pronto. É só isto. Assumi-me. Sou um labrego. E gosto!!!

(P.S. Depois disto, se alguma vez for o caso, deve ser fácil assumir ser gay!!!)

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28.5.07

Não acredito em milagres mas...

Espanha e finanças

Não acredito em milagres. Mas sim que a sorte (o imponderável, o acaso) tem um papel importante na Vida. Diria que um terço da nossa vida aí se enquadraria.

Há vários factores que podem explicar a situação economico-fiannceira espanhola deste momento. Alguns já abordei antes aqui. Nomeadamente:1-o factor tamanho. Tamanho do país e tamanho do mercado, que é ainda maior se tivermos em conta que a Espanha ainda é referêncial para todo o mundo de lingua castelhana, a segunda mais importante do mundo. Esse tamanho permite as chamadas economia de escala. 2- Por outro lado Espanha está directamente conectada a França, e não é por acaso que quanto mais chegadas a França mais ricas são as regiões espanholas. 3- E há ainda outra derivação do tamanho: aqui existem muitas cidades médias com enter 100.000 e 500.000 habiantes, espalhadas por todo o território e principalmente a norte. E é nessas cidades qu esse concentra grande parte da população que, assim, é tradicionalmente urbana, ao contrário da população portuguesa que até há poucas decadas era essecialmente rural. É a diferença entre cultura da revolução industrial e uma cultura de agricultura de subsistencia.

Ainda poderia reparar que a Espanha não gastou balurdios em guerras coloniais perdidas à partida. E que é um país na moda e com sol e que dá rende muito dinheiro em Turismo...

Ainda assim, há coisas que alcançam o inexplicável.

Pelo terceiro ano ocnsecutivo vai haver uma situação de superavit na execução orçamental! Sim: superavit. O contrário daquele defict que Portugal luta há muitos anos para conter nos -3% que acordou (como pior cenário possivel) ao aderir ao Euro. Defict que significa dívida, que mais tarde ou mais cedo alguém tem de pagar! E não se consegue isto por contenção nas despesas do Estado. O que se passa é que a economia está a render mais. Cada vez mais. E mais que as previsões. Tanto que já reviram em alto (outra vez) as previsões de crescimento para este ano. E o desemprego está a bater minimos históricos para Espanha (ronda os 8%). E a Espanha não tem petroleo (mas tem industria petrolifera)nem grandes minas...

Mesmo que este autentico esplendor financeiro não tenha correspondência numa tão grande solidez economica (o desiquilibrio da balança comercial agrava-se)não deixa de ser admirável. Incrivel mesmo! E inexplicável. pelo menos para mim...

(Claro que para os espanhóis, principalmente os que são da oposição, está tudo mal...)



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7.5.07

Pontos de vistas, crenças e manifestos religiosos....

Ecologia II

Prometi a um desses amigos partilhar “factos cientificos” que corroborem o meu rechaço e descrença geral a este ecologismo emocional e religioso que se impõe no mundo...

Sempre fui bastante curiosos e desconfiado. Sou pouco dado a crenças, sejam elas “teístas medievalistas”, dos “positivistas-cientistas”, ou até do yôga, que supostamente nao deveria ter doutrinas nem dogmas alguns...Tenho um senso critico feroz, até para mim mesmo, e não resisto a um bom contraditório, quanto mais dialético melhor. Para bem ou para mal detecto com facilidade as explicações fácéis, os “argumentos “ emocionais”, o radicalismo e sectarismos ideológicos de qualquer causa. Sou um realtivista absoluto. Um realista. Um cinico, que se julga sempre certo a si mesmo até prova em contrário(ou seja, até se convencer do contrário), contra tudo e todos se tem de ser. Um...Antonista! E esse individualismo naturalmente coloca-me problemas de inserção e colaboração com quase todos os grupos e seus ismos. Desde amigos, familia, futebolite, nacionalismos, yôgismos, etc.

Por outro lado, ser descrente não implica ser “anti”. Sou bastante tolerante com as religiões, sejam elas assumidas ou não. Os ismos, desde que nao me acossem descaradamente, até dão bastante colorido ao meu mundo. Permito-me até colaborar com algum que goste mais. Ou que desgoste menos...

Isto a propósito do quê?

O último tópico, sobre esse novo ismo, o ecologismo, levantou algumas criticas, muito agradáveis, de alguns amigos, básicamente acusando-me de ser leviano, de recusar factos “unanimemente” aceites(?!), nomeadamente factos “cientificos” “provados”, etc. Ou seja, de ter a mania! (e estão certos! Rsrsr)

Pois bem, aceitei o reto. Prometi a um desses amigos partilhar “factos cientificos” que corroborem o meu rechaço e descrença geral a este ecologismo emocional e religioso que se impõe no mundo. Como não tenho pretensões a ser salvador, diferente ou original em nada suponho logo que o que penso deve já ter sido pensado. Básicamente “provamos” e refutamos com “evidencias” aquilo em que já determinamos préviamente. Basta buscar e acabamos por encontrar aquilo que queremos. Ou seja, aquilo me que cremos. Pus-me a buscar e bastaram-me 10 minutos de busca na internet, mais umas horas divertidas a ouvir contraditórios...

Aqui os partilho:

1-O manifesto politico-religioso (baseado me factos “cientificamente provados” pela imensa maioria da “comunidadae cientifica”) do Al Gore. Uma verdade incomoda, que já tinha publicitado aqui.
2-O contra manisfesto, aparentemente motivado por puro sentido critico, e também absolutamente suportado por factos “cientificamente provados” pela imensa minoria da “comunidadae cientifica”.
3-O contra-contra manifesto, também provindo e suportado por “cientistas” e pela “ciência
4-
E mais um manifesto(só vi meia hora) para quem se quiser divertir um pouco mais...
5- E ainda mais outro manifesto...

Tudo muito interessante. Muito interessante acerca da questão do aquecimento global, assim como acerca do que é, de como é e de quem faz “ciência”, ou não...

Só relembrando: eu pró ecologia. Uma ecologia racional, pró-homem. Sou pró uma gestão inteligente dos recursos do nosso ecossistema favorável à humanidade. E a ecologia e os problemas que ela abarca vão muito além da questão do aquecimento global.

E por falar nisso: muito mais fulcral que a questão do CO2 e do aquecimento global é a gestão das florestas, da agricultura, do uso da água, etc. Por isso, o vegetarianismo é uma questão muito mais importante a nivel ecologico. Aqui deixo um documento excelente para compreender a questão. Por partes: 1 2 3 4 5 6

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3.5.07

A nova religião: ecologia!

Ecologia?!?

Se há alguma causa política que eu acho interessante e importante é a ecologia.

Por ecologia entendo: conhecer o nosso mundo melhor para melhor poder viver nele. Ou seja: uma gestão inteligente dos recursos do nosso ecossistema favorável à humanidade. Uma ecologia pró-Homem claro!

Por isso me irrita tanto essa ecologia que por aí abunda do tipo anti-Homem. Uma mistura moderna marxismo reformulado com culpa cristã e o mito do bom selvagem. O Homem esse demónio pecador que destrói a natureza virginalmente boa através da sua civilização tecnológica e industrial, que em nome da justiça divina (a grande mãe “natura”, entenda-se) se vingará…


E assim vais nascendo o maior ismo, a maior religião destes tempos de globalização. Assim e com uns biliões de fundos governamentais à mistura...

Bahhh! Nojo.

(É preconceito, eu sei. Nas minhas limitações tenho problemas em aceitar o espectáculo emocional presente nesses fanatismos sectários e alienados que estão presentes em qualquer causa. Mas sou assim e mais vale aceitar.)

O Homem faz parte da natureza. É um produto da evolução da natureza. Diria mesmo que é a parte mais interessante e importante da natureza. E a esta visão chamo de naturalismo que para mim é a base da ecologia.

Deixemo-nos de tangas. Não vamos acabar com o mundo. Quando muito acabamos com a nossa própria espécie! E é isso o verdadeiramente preocupante. A ecologia tem de ser sempre a inteligência na salvaguarda dos nossos próprios interesses.

Mas, infelizmente a ecologia deste tipo, dito racional, ainda não é a que impera. A mais notável é a sentimental. E sentimentalista. Apelando a pena e a culpa. Ao sentimentalismo pela natureza. A de “esquerda”. A rebelde. A do escândalo. A das modas. A “pró-bicho”. A “pró-verde”! Aquela que concebe o homem como o mau, ou pior, o mal!

São muito apreciadas as emoções fortes. Tipo: “Incrível, neve em Lisboa! A maior queda de sempre a ser registada!”(No dia anterior queixavam-se que agora os invernos já não eram tão rigorosos e os Verões são mais curtos!)

E também gostamos de explicações fáceis. Tipo: “mais um sinal das alterações climáticas produzidas pelo efeito de estufa causado pelo Homem, que produz fenómenos como o El Niño…”

Se faz muito calor (“o pior de sempre!”) é culpa do homem que está a causar o aquecimento global. Se faz muito frio (“o mais frio que há registo”) a culpa é do homem que está a causar o desequilíbrio global. Se tudo está normal a culpa é…do Homem, que não acaba com as injustiças!

Maremotos, terramotos, degelo polar, vulcões, desertificação, enxurradas, etc.: tudo tem a mão maligna do Homem. Até se diz por aí (foi mais moda em finais dos anos 80) que fizemos um buraco no ozono!

E já agora junta-se tudo: há pobres, doenças, guerras e mortes? É o Homem mau e o seu sistema anti-ecológico! E para salvar o mundo do homem mau estão aí os ecologistas e as suas doutrinas salvadoras. Tudo para o nosso bem, claro.

Mas…

Aos poucos, quase sem querer, vão passando informações ao largo do espectáculo mediático, e que indicam que talvez não seja bem assim.

Talvez o aquecimento global (cujo o grau e até a existência não é uma unanimidade) se deva aos ciclos climáticos ou a uma explosão solar ligeiramente mais intensa. Talvez a outros factores que ainda não conhecemos. Talvez a tudo isso junto. Até pode ser que a Humanidade tenha alguma relevância no devir do mundo…talvez aí 0,1%!

Mas não diga isso a ninguém. É segredo. Não chateie.

A maioria das pessoas prefere acreditar que o Homem é omnipotente: faz e desfaz. Isso dá uma sensação de poder e logo de segurança. Talvez possamos impedir o devir que conduz a morte…
Este texto foi escrito o ano passado depois de ter nevado me Lisboa. Mas creio que hoje está mais actual que nunca.
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18.4.07

Ainda a explorar a montanha...

Já tinha experimentado descer rios em canoa, fazer trekink (senderismo), subir picos nevados. Este fim de semana experimentei a escalada e o snowboard. Gosto de tudo. Quero mais. (clic para aumentar)






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12.4.07

Apontamentos de viagem...

...por terras Lusas.

Voltar a Portugal é, ainda e sempre, um prazer. É, ainda e sempre, um voltar a casa. Voltar à família e amigos. E foi tão bom! Curto, mas absolutamente delicioso. Por falta de tempo e excesso de Km evitei ir a Lisboa, mas tive a sorte que bastantes do Lisboetas mais chegados vageuavam pelo Oeste. Para a próxima há mais.

Apontamentos políticos: parece que com a crise que já se previa (aqui , aqui), as coisas tendem a radicalizar-se um pouco, e os slavadores começam a aparecer. Como vimos de uma democracia (aparentemente) de esquerda começa a ser o tempo de despontar (ou assumir-se) a direita. E está aí p PP e o outro gajo “nacionalista”. O PP deserto para o PSD entrar em convulsão profunda sem a qual não tem margem de progressão. Quiçá apareça o tal Partido Liberal (que será outro PRD. Para quem não se lembra, aquele do Ramalho, que lixou o PS). Enfim, nada de excitante. Pelo menos por enquanto. E felizmente, porque mudar neste caso deve ser para pior . Aliás, o Sócrates está absolutamente ao centro, a fazer aquilo que o próprio PSD também faria. Dá-lhe um imperto de dirigente forte para ver se a coisa tem estabilidade, aparentemente faz algumas reformas, mas no fundo não consegue desfazer aquilo que o Cavaco e o Guterres consolidaram: um Estado despesista, burocrático, monopolizador. E o que seria do país sem um Estado que faz obras públicas e dá empregos e subsídios? Aí é que seria crise a sério, com a classe média em desespero e os portugueses teriam de mostrar o que valem...

Apontamentso filosóficos: Tive a conversa mais filosófica de sempre com a minha irmã. Rapassamso todo o Sámkhya e Vêdanta. A que propósito? Ela move-se no mundo das artes, que como qualquer um sabe, actualmenete não tem sentido. Então, para encontrar um sentido nessa falta ade sentido, nada melhor que recorrer a conceitos “brilhantes” de filosofias orientais (não apenas hindus, mas também o Tao, por exemplo). E com base nesses conceitos agora fala-se em “presenteness”, ou , em português, “presentificação”. Resumindo: as obras de arte já não têm de ter um sentido extra, não têm de querer significar, explicar ou representar nada exterior a si mesmas. Elas “simplesmente são”. Nem que seja uma grande me###! O que eu mais reflecti sobre tudo isto é a necessidade que as pessoas têm de dar sentido extraordinários, absolutamente importantes e “belos” a todo e qualquer ...nada! Nem que seja ao “simplesmente ser”. Ora, se simplesmente é, não é belo, nem importante, nem necessário, nem libertador...nem deixa de ser! Simplesmente é! Mas isso é um discurso contra si mesmo, que se retira valor a si mesmo, e ego algum pode aceitar isso. Qual seria o filosofo que assumiria que a filosofia não serve para absolutamente nada!? Poucos...O mesmo numero de artistas que assumiria qu ea su aobr anão é mais qu eum devaneio pessoal. Não há mercado de arte que se alimente muito tempo desta ideia. “Simplesmente...não é”!

Apontamentos de emigrante: tirar férias para mim é também ouvir e falar português. Mas tenho a impressão que havia tantos espanhóis quanto lusitanos por terras Lusas. Perseguição. E partes deles voltou ao memso tempo qu eue. Na auto-estrada o nosso carro era dos poucos com matricula por tuguesa. Ufa!

Voltar a Gijón é também um prazer. Cada vez mais.
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