14.4.09

"Você já é adulto mesmo?

Então pare de reclamar,pare de buscar o impossível,pare de exigir perfeição de si mesmo,pare de querer encontrar lógica para tudo,pare de contabilizar prós e contras,pare de JULGAR os outros,pare de tentar manter sua vida sob rígido controle. Simplesmente , DIVIRTA-SE! "

Martha Medeiros (algures na net)
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13.4.09

Viajar a sério!

Há viagens e Viagens!

Os meus amigos e ex-alunos asturianos, Machus e Emilio, estao a fazer uma VIAGEM!

Para quem gosta de viagens vale a pena seguir. AQUI neste BLOG: Ruta de la seda solidária. Leia artigo completo

7.4.09

Voltei. Estou. Irei...

3 meses depois, em cima de mais de 3 anos por fora, voltei.

Como sempre deixo-me absorver pelos rituais de pertença. Para mim isso significa dar uns passeios pelo Chiado, ir algumas livrarias fetiche, ver a vista do bairro alto. Significa estar com os mais próximos, se possivel no Oeste, que de entre todos os sitios onde vivi é sem dúvida a casa mais casa. Preciso de estar na sala-cozinha da minha mae, com a minha avó, a ver TV, passivo, a comer coisas que comia quando era pequeno. Oiço português, com os seus sotaques tao familiares. Falo nesse nosso belo português. Deixo-me ir a Nazaré contemplar um fim de tarde mágico. Vou surfar nas praias a norte... Em poucos dias sinto-me, como diz a expressao inglesa: “grounded”. Assentei. Conectei. Sinto-me bem, em casa. Pertenço a onde pertenço. Tudo é exactamente como deve de ser, e nada precisa de ser mudado. Posso ser eu mesmo, na minha natureza. O tempo-espaço desvanecem-se. Moksha. Mokshazinha. Porque é meramente um vislumbre do que a liberdade-felicidade devem ser. Mas não o é, porque é momentaneo. E a liberdade-felicidade deveria ser total. E isso só se nos deixar-mos ser o TODO...

Chego, pertenço e é bom. Mas ficarei? Não sei. Para que me deveria deixar assimilar até ao ponto de ficar? Em breves momentos tudo mudará. Serei mais um num sistema que está viciado na queixa, na lamuria prepetua. Ainda mais agora que até há alguma substância para tal.

Portugal é lindo. É a minha casa. É de onde eu sou. E casa vez mais o sei, e aceito, e até gosto. Mas também sei que Portugal é mais bonito na volta. Por algum tempo...

Voltarei a ir. Voltarei a voltar
...
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4.1.09

Coisas que acontecem!

Se o mundo nasceu num acidente, de que é que serve a perfeição? Toda a perfeição que vemos é sempre inconsequente, a Vida é a perfeita confusão. E tudo são coisas que acontecem. Desculpa mas são coisas que acontecem. São coisas que acontecem!

É isso mesmo. E não é preciso gurus indianos, nem tradições espirituais algumas, para constatar o óbvio. Basta contemplar e aceitar. A Vida.

Numa voz magnifica, uma banda sonora que é...perfeita! E a rubrica do Nuno Markl também...CILC

Desejo a todos um 2009 cheio de coisas que acontecem! E mesmo que não desejasse...
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20.12.08

Frases feitas e discursos vazios sobre a crise

Tive a infeliz ideia de me deixar estar a ouvir o programa “Prós e contras” da RTP, que tinha o titulo de “O que vem aí?”.

Naturalmente estava um corpo ilustre de pensadores e especialistas diversos a analisar causas e consequências da tão falada crise, a tentar fazer previsões e dar soluções... tudo bem.

Os primeiros diagnósticos saíram disparados.

Porque este
sistema faliu. Porque é preciso reformular o sistema. Porque o sistema não poder ser tão individualista, egoísta, imediatista. Há que tentar distribuir melhor a riqueza, minorar as diferenças sociais, evitar misérias e revoltas sociais. Até aqui até o mais convicto capitalista estaria mais ou menos de acordo. Afinal, o que todos querem é salvar este sistema, pois ele permitiu o melhor nível de bem estar economico-social alguma vez alcançado em toda a história ocidental. E pelo caminho também no oriente... Claro que este facto agora ninguém diz, até porque quase ninguém o quer ver. Mas pronto, até aqui tudo bem, é um discurso razoável. É só bom senso, um apelar a maior ponderação e racionalidade, que nos últimos 10 a 15 anos se foi evaporando levando aos exageros de optimismo e leviandade que agora o próprio sistema está a corrigir através das perdas, as perdas a que chamamos crise. Tal qual quando bebemos demasiado e ficamos com ressaca. É normal, ou já nem os altos e baixos da vida são compreensíveis e aceitáveis? Parece que não...

Ás tantas, alguns dos ilustres convidados, começam com o discurso mais ou menos anti-sistema.

O primeiro a discursar foi o auto intitulado cientista. O seu discurso foi quase místico de tão profundamente idealista e optimista. Segundo ele “a ciência” (para os cientistas a “a ciência” é algo á parte, não é só saber mais...) está aí a fazer novas descobertas a cada minuto, o Homem está a conhecer-se, a autoconhecer-se através da ciência, a expandir-se a si mesmo á medida que expande o seu conhecimento deste universo em expansão, conhece mais a natureza de que é parte, e por isso todos os problemas serão resolvidos e novos mundos conquistados. Há esperança portanto, sejamos optimistas... Estava a ouvi-lo e parecia-me mesmo o discurso místico-idealista que tanto abunda no meio do yôga! Só se esqueceu de mencionar que o conhecimento que a humanidade vai gerando tem como causa e consequência o aumento do seu poder destrutivo, e não só o construtivo. E que a cada nova solução aparece um correspondente novo problema. Um problema causado pela própria solução! O nosso exito é também a nossa cruz. Para cada avanço um igual recuo. E neste momento estamos a uns cliques de distância de um apocalipse nuclear que recicle a humanidade rapidamente, e isso também é o resultado directo do trabalho cientifico. No fim fica tudo na mesma. Ou até um passo mais próximo do precipício! Avé “a ciência” avé.

Mas tudo bem, o Homem tem direito a sonhar, e hoje os delírios mais místicos vêm pela mão dos ditos cientistas...curioso.

Mas depois o discurso descambou para algo mais comum, vieram os chavões e frases feitas mais...interessantes?! Tipo: há que voltar a valorizar voltar ao bem comum. Hummm?! Mas o que raio é o bem comum? Que eu saiba o bem comum da Rússia da China comunistas foi aquele argumento que sacrificou muitos milhões de pessoas para construir rapidamente um ideal que alguém impôs ditadurialmente. Aliás, sempre que é preciso mandar o povo para a guerra é o bem comum que se invoca! Quando é preciso aumentar os impostos e baixar os salários é o bem comum que se invoca. Quando se salvam os bancos e fortunas dos ricos que andaram a jogar os dinheiros nas bolsas é o bem comum que se invoca. O bem comum é a sacrifico para as maiorias, para os mais fracos. O bem comum assusta-me! Mas os chavões não ficaram por aí. Diziam até que o individualismo era o pecado moderno, e que as liberdades individuais tinham de ser repensadas...Se não fosse um padre a dizer isto eu diria que era o discurso socialista-comunista do PCP a sair da cassete. Mas não. Era um padre com mesmo exacto discurso em versao moralista crista. Eu realmente sempre os achei bastante iguais, um filho do outro. Ao apelo ao bem comum juntava-se o apelo à ética. Qual é essa ética? Não chegaram a dizer. A esse junta-se o apelo à justiça. Qual justiça? Ninguém concretizou (como se diz no futebol). Mas o melhor veio depois: “há que querer ser melhores, melhores no verdadeiro sentido da palavra”, “há que ser mais autenticamente humanos”. !?!?!? Mas do que raios é que estão a falar? De que ética e humanidade é que estao a falar? A do tempo do Salazar onde éramos pequeninos, ignorantes, sós e miseráveis? A do século XVIII e XIX de capitalismo selvagem que fabricaram o ambiente económico-social dramático que fez surgir os idealismos comunistas, socialistas e anarquistas? A da década de 20 do século XX dos tempos da grande depressão que desembocou no século XX das duas guerras mundiais, da guerra civil espanhola, da guerra fria e em muitíssimas outras? A dos regimes comunistas do pós guerra? A da igreja católica inquisitorial longo da história ou a dos casos recentes de pedofilia? Afinal qual é essa ética, a ética de que tempo, de que humanidade? Que suposta ética e humanidade perdida e essa?? Cá para mim estamos a falar do eterno sonho do paraíso perdido, estamos no campo onírico...

O que raios é “ser melhor no verdadeiro sentido da palavra” (melhor)? O que raios é “ser mais autenticamente humano”?

Chavões. Frases feitas. Discursos vazios.

Ser autenticamente humano é ser egoísta, ter medo, ser insatisfeito, neurótico, é fazer fugas para a frente, querer sempre mais neste jogo selvático pela sobrevivência, criando problemas novos com cada soluão. Pelo menos é isso que eu vejo quando olho a minha volta, quando olho para mim, quando estudo a história, e quando percebo a realidade por trás das máscaras destes moralistas cheios de belos discursos...

Mas o que pessoal quer isto. Discursos. Sonhar com mudar tudo, grandes revoluções, deitar abaixo e fazer de novo, salvações. Eu ao pé disso até prefiro um bom e velho queixar-se e dizer mal de tudo, ao tipo deste que alguém muito querido me enviou e me pareceu delicioso:

“Tou a fazer capas de … , já tenho várias mas nem sei qual é a melhor, é fazer até cair.
Nao tenho mais grandes novidades para além de que o governo é uma merda, que o socrates comprou o curso, que a ministra nao percebe nada, e os sindicatos é que sao bons, e o manuel alegre é o maior, mais um partido, mais um bando de mentirosos, enfim, nao sei o que se pode fazer, a nao ser seguir em frente, dar o melhor e esperar que passe, a crise? ou que passem para o outro lado todos os mentirosos deste país, e com eles o maldito magalhaes!!”


Se formos a ver bem está sempre tudo em crise (pelo menos a avaliar pelo que dizem os mass media e os seus especialistas), e se alguém soubesse mesmo o que se passa nunca estaria, mas a verdade é que ninguém pode prever sequer o que vai acontecer no próximo mês, e por isso a única coisa que se pode fazer é exactamente “enfim, nao sei o que se pode fazer, a nao ser seguir em frente, dar o melhor e esperar que passe, a crise?”. Agora e sempre.
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15.12.08

2 meses, 20 graus e 20 pés de ondulaçao de diferença


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7.12.08

O fim dos ideais políticos. Viva a globalização

Um tempo sem esperança

Ainda há gente a falar de esquerda ou direita. A falar de comunismo versus capitalismo, versus liberalismo... Ainda há, mas talvez seja por pouco tempo. Este é o momento em que se torna claro que isso já não faz sentido. Já não faz há muito tempo, mas agora é apenas e só óbvio!

Sejamos claros: o capitalismo não morreu nem vai morrer. O capitalismo foi uma constatação de facto. A melhor parte da análise económico-social feita por Marx. Foi o Marx que inventou teoricamente o capitalismo, que na sua
altura era ainda mais óbvio, selvagem e cruel que é hoje. Ele o que observou foi a Vida tal como ela é. Era, porque hoje, pelo menos por estas latitudes, vai um pouco melhor! Claro que ele achou que a vida tal como ela é não devia ser! Ele era humano, inconformista, insatisfeito, revolucionário, idealista. Por isso idealizou o comunismo, a sua própria versão da salvação! Outros idealismos salvadores foram criados, desde o hiperidealismo cientifico (o cientismo), ao mais terreno liberalismo, passando por varias misturas e seus híbridos, e todos falharam. Ou melhor, não falharam, simplesmente não existiram, nem vão existir nunca. São meros modelos teóricos, ideais, radicalismos, sonhos de salvação colectiva. A vida continua a ser o que sempre foi: uma luta tremenda pela sobrevivência, sem quartel, cruel, selvagem, em que os fracos vão sendo comidos vivos pelos mais fortes, fortes que o são momentaneamente, e o deixarão de ser e passarão a ser fracos, o comidos, e morrem! Quem não gosta proteste, reclame, revolte-se, reconstrua. Mas não tenha a menor dúvida, só estará a renovar o que já existe. Se não aguenta, se com isso desespera, suicide-se. Para gente lúcida este tempo, como todos, é sem esperança. Nem esperança nem desespero. Não há solução, o que equivale a dizer: não há problema! É o que é.

Em Portugal como…

Como diz um amigo meu, o PS joga nos dois lados, e nunca se sabe bem para que lado a balança vai pender! E neste momento o PS mais facilmente faria uma aliança com o PP que com o BE ou o PCP! Neste cenário, agravado pelos temores de crise grave (o medo torna todos as maiorias [ainda] mais conservadoras) deixa pouco espaço para o PSD se reorganizar e reafirmar como partido forte e credível. Aliás, o PSD apenas se diferencia muito ligeiramente do PS por ser, teórica e tendencialmente, mais liberal na economia e menos nos costumes, precisamente na contra corrente dos nossos dias. Agora os bancos privados que geram grandes lucros a gerir algumas fortunas são salvos pelo Estado quando entram em rotura. No fundo só assumem os ganhos, porque o risco e os prejuízos são para o Estado, ou seja, para cada um de nós, e nomeadamente para a classe média. É o novo socialismo! Os gestores privados são amigos dos públicos, ou seus sócios, ou ex governantes. Ou futuros governantes. Conceberam o sistema e dominam-no. Aqueles que até há uns meses clamavam bem alto contra o tamanho e intervencionismo do Estado agora aplaudem, reclamam, exigem e agradecem a intervenção estatal nos bancos e na economia em geral, principalmente na economia que salvaguarda as suas fortunas em risco… É muito curioso observar, não só a politica em si, sempre cheia de sentido pratico a defender certos interesses, mas também o comentário politico dos nossos dias, sempre tão entusiasmado, tão convicto, tão emocional, flexível e hipócrita. Os que antes eram da esquerda, os que se afirmavam contra o neo-liberalismo, agora insurgem-se contra a intervenção do Estado na economia, dizendo que isto é socialismo dos ricos e portanto, se é para salvar ricos, não vale a pena nem é legitimo, eles que assumam os riscos do seu sistema, ou seja, defendem na prática, o liberalismo. Já os anteriores pseudo liberais mais de direita agora aparecem angélicos e convictos a defender que o Estado deve intervir, tem de intervir, justificando-se que é para salvar uma economia que é de todos, colectiva, para salvar o sistema de uma derrocada profunda! Estão a defender o socialismo estatizante. É só rir.


Qualquer um sabe que quando as coisas estão mal quem mais paga é que já está pior independente dos ideias e da tipologia do sistema. O “povo” não é vítima nem tolo, é simplesmente mais fraco, e por isso simplesmente aguenta.

E isto é Portugal como é por esse mundo fora.

…no mundo!

Os EUA, inevitável paradigma de capitalismo (pseudo) liberal, foram o epicentro de tudo isto. Os problemas não são deles. Nós somos iguais, somos como eles, somos eles, somos parte do mesmo sistema, como o mesmo tipo de sociedade e economia. Mas como eles são maiores e melhores ainda estão na liderança, e por isso, para bem e para mal, tudo começa lá.

O governo Bush, beligerante, evangélico conservador nos moralismos, pseudo liberais em termos de teoria económica, foram os primeiros a ter a ideia brilhante de ir salvar bancos (na realidade é uma mistura entre bancos, seguradores, sociedades de investimentos e especulação financeira, lavagem de dinheiros, etc.) com muitos biliões dos contribuintes (700 mil milhões de dólares!!!!). E agora já não é só o sector financeiro. Os três grandes construtores de automóveis de Detroit, verdadeiros símbolos da economia americana, e que há décadas andam a viver de mãos dadas ao poder politico (talvez por se acostumarem a essa almofada foram ultrapassados pelos japoneses que agora dominam o mercado) vieram primeiro pedir, agora implorar uma fatia desse bolo, chantageando os estado-unidenses com a sombra da sua falência que causaria muitos milhares de despedimento e lançaria o país e o mundo numa nova grande depressão. Dizem que sem os $ públicos não se podem reorganizar, modernizar, e viabilizar, nem a curto nem a médio e longo prazo. Claro que a médio e longo prazo os lucros vão para os donos, não para os contribuintes!

Quem fala nos EUA de Bush, (e de Obama que seja, porque não será muito diferente), fala também de Brown, Sarkozy, Merkel, Berlusconi, Durão Barroso, etc. E quem diz esses diz o Zapatero e o Sócrates. Que grandes diferenças há?

Na China, herdeiros de cultura mais antiga, capazes de sacrifícios enormes mas também cheios de sentido pratico já há décadas que se deixaram de tretas. Primeiro impuseram um ideal para obrigar o país a unir-se e a fazer sacrifícios gigantes. Depois passaram a dobrar os idealismos revolucionários para os fazer servir os interesses e necessidades básicas. Criaram o sistema híbrido total. É ao mesmo tempo comunista, socialista, capitalista, liberal, ditatorial…e funciona! Vão dominar o mundo. E quando o padrão mundial for o chinês estaremos bem fodidos.

Ou talvez não, porque da forma como as coisas vão a globalização vai impor-se sem tréguas, e
já não haverá etnias, nem países, nem culturas, nem ideais. Seremos somente humanos, animais a lutar pelo dia a dia, como sempre.

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4.12.08

Rota da seda solidária...em bicicleta!


Um casal de amigos asturianos, ex alunos, a quem devo a honra e prazer de me terem introduzido nos primeiros passos de montanha e escalada, vai fazer uma viagem fantástica, que muito me inspira, que muito adoraria fazer: a rota da seda em bicicleta!

Como não queriam ir só por ir pensaram num bom motivo mais pelo qual viajar, uma boa causa, e transformaram a viagem numa rota solidária. Podem saber mais no site: Ruta de la seda solidária 2009

Para quem quiser participar, ou pelo menso inspirar-se...span> Leia artigo completo