22.5.11
7.3.11
Génio, comédia, verdade: Bill Hicks
Este fulano era um génio, um artista, um profeta. E era-o na comédia, que é talvez a melhor forma de dizer a verdade.
Através da internet está a ser redescoberto. É excelente.
Bill Hicks: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&hl=en&v=hAnjWHP7KAc
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14.11.10
O maior desportista de todos os tempos!
Há uma semana atrás aconteceu algo especial: consagrou-se o maior surfista de todos os tempos, kelly Slater, como o maior desportista de todos os tempos!
Infelizmente, durante o mesmo campeonato, faleceu, em circunstancias por esclarecer, um outro grande surfista, o tricampeão e supercarismático A.I. R.I.P.
É de notar que os diversos jornais portugueses notíciaram a morte, mas não a coroação!!!
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13.5.10
O meu Deus louco!
Na altura, esse sábio, NÃO RESPONDEU. Disse que a pergunta não fazia sentido e que era bem claro que blá blá blá, e embrulhou-se numa respostas confusa e sem sentido. Ou que pelo menos eu não entendi.
Hoje, ao ver um programa da RTP2, o excelente Sociedade Civil, dirigido pela bela, inteligente e simpatiquissima Fernanda Freitas, dedicado ao tema "Porque acreditamos?" (em Deus), com representantes do judaísmo, catolicismo, islamismo e evangelismo cristão português, a coordenadora refez a mesma pergunta a partir de um comentário que fizeram no blog do programa, e que ela colocou, e muito bem, assim: se Deus é criador de toda a criação (inclusivé do Homem), e é amor, então porque existe o mal, as guerras, o sofrimento, etc?
Os representantes eclesiásticos NÃO RESPONDERAM. Entretanto embrulharam-se em respostas pouco claras, mas que apontavam no seguinte sentido: o mal (nos seus diversos aspectos) é culpa do Homem, não de Deus.
Deus é amor, é tudo, é Criador de toda a criação, é criador do homem! Mas quando é preciso explicar a existencia do mal, do sofrimento, crueldade, etc., de repente já não é Deus, é o homem! Por algum motivo algures na história do cristianismo foi necessário criar a figura competitiva do Diabo...
Isto para mim não faz sentido. Até seria capaz de acreditar num Deus que é tudo, um todo a recriar-se continuamente...algo por aí. Mas esse todo incluí a dor, o sofrimento, o ódio, a inveja, a cobiça, a crueldade, a guerra, caos, etc. Amor, ordem, etc. também.
Pouco depois um dos intervenientes disse algo que para mim explica muita coisa: não pode colocar o seu canone de moralidade, de modo de vida, em si mesmo, como pessoa, pois é demasiado instavel, falho, limitado. Precisa de um exemplo maior, superior, perfeito, para o inspirar, para o guiar, para servir de modelo para a sua acção. Jesus Cristo claro.
Faz sentido. Para ele.
Eu remeto-me, cada vez mais, ao Antonismo, com toda a loucura e riscos a isso associados!
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21.3.10
Quem paga?
Uma boa explicação da problemática conjectural...
No expreso/Economist
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O que o(s) mundo(s) come(m)
Uma notícia interessante. O livro deve ser interessantíssimo!
AQUI no EXPRESSO
Curiosidade: não são vegetarianos, mas a maioria come sobretudo vegetais...
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14.2.10
Portugal 2010: mais do mesmo.
"Facto 2: o PS não controla nenhum orgão de comunicação social relevante.
Conclusão: O..."
???!!!???
Pelo que vou vendo Portugal esta na mesma. E desde o século XVI isso significa que esta fracote. Nessa altura ainda saímos na frente da globalização, e como pioneiros colhemos os seus frutos. Alguma fruta. Mas não podemos colher mais porque a base que tínhamos era pequena e não havia nem mãos nem cestos para tanta fartura. Nem saberíamos o que fazer com ela. Aliás, mal começamos a ter fartura o que fizemos foi deixar de trabalhar. Para quê? O preto trabalhava. Faziam-se negócios da China… Bem, do século XVII em diante foi sempre a decair, à medida que os outros europeus, mais grandes em numero, com mais saber e poder, tomaram conta das operações internacionais. No século XIX já éramos outra vez pouco mais que um estado feudal. O fim da Monarquia prometia muito. Trouxe alguma mudança, mas não a salvação. O Salvador Salazar também não salvou nada a não ser do caos total ás custas de isolacionismo, ignorância, repressão, guerras e miserabilismo em geral. O 25 de Abril também prometia salvação total. Curiosamente não veio pelas mãos da “esquerda” e suas ideologias apocalípticas mas sim do capitalismo: dos retornados, das remessas dos emigras, do FMI, e sobretudo da EU.
Passamos de um país rural, atrasado, analfabeto para um outro país muitíssimo melhor. Ainda muito acanhado, com mentalidade de pequenino e sobretudo com pouca vontade de saber e de trabalhar. E agora isto esta tudo a vir ao de cima, com a globalização a mostrar os dentes vindos da Ásia e dos Sules, com a EU a esgotar as ajudas, com o ficarmos outra vez nas nossas próprias mãos, com a nossa magra produção de riqueza, com níveis ainda baixos de respeito a lei, com pouca coragem, pouca criatividade.
Pelo menos já temos um um Estado social digno do primeiro mundo. Pelo menos em custos. Parece que se o ocidente ainda tem dúvidas que esta a deixar de ser o centro do mundo, que os centros do poder voltaram a mudar, e que o nosso nível e estilo de vida tendem a piorar, em Portugal isso parece já ter pouco de duvidoso. A minha geração e as seguintes vão viver pior que a dos meus pais. Disso não há muitas dúvidas. Mas que dói dói! Para muita gente da geração dos meus pais é frustrante, uma derrota.
Bem, tudo isto já se sabe, não é novo. É mais do mesmo.
O que promete 2010?
Até agora…mais do mesmo.
O problema é evidente. O nível de educação subiu muito mas as novas gerações educadas ainda não são quem manda. Aliás, em muitos casos, ainda nem sequer conseguem entrar no mundo o do trabalho. A alta de produtividade que daí se espera ainda não mostra muitos frutos, até porque entretanto na Europa e EUA os outros países também melhoraram o nível de formação. E sobretudo porque centenas de milhões (repito: centenas de milhões) de chineses, indianos e de outras Ásias e outros sules entraram para um mercado de trabalho globalizado, e eles não só têm o mesmo ou melhor nível de formação como estão disponíveis para trabalhar mais. Ou seja, o nosso avanço nesse aspecto, foi comido, anulado, lento de mais. Ao avançarmos recuamos! E além disso o alto nível de formação sem criatividade e empreendorismo resolvem pouco ou nada. Pouco mais servem do que para termos juristas a servir no supermercado, exigentes e frustrados.
Como se sabe os portugueses são um povo um muito empreendedor, criativo, desenrascado e até positivo, desde que, é claro, emigrem! Quando estamos em Portugal somos afectados por uma droga qualquer chamada “anti-portanabis”que nos faz ficar meio apáticos, e só gostamos é de culpar-nos e maldizer-nos uns dos outros. É uma espécie de cannabis com mau humor!
Visto isto, visto o quadro estar negro (dizem que somos um país inviável há…800 anos! Menos mal, duramos muitos mais que muitos países supostamente mais viáveis), dizia, perante este quadro negro qual a solução? Beber menos? Drogramo-nos menos? Estudar mais? Criarmos empresas? Trabalhar mais? Não… “Trabalhar é bom para o preto!”. A solução é mais simples, já está mais que comprovada, tem dado resultado pelo menos desde as revolução francesa: dizemos mal dos “chefes”, mudamo-los e pomos lá outros. Iguaizinhos! Melhor ainda se poder ser eu, ou algum conhecido que me possa ajudar ao tradicional espírito do "nacional compadrio" .
Veja-se bem. O Governo acabou de ser reeleito. Já o querem colocar fora. Porquê? Têm outras programas, outras ideologias, outras soluções políticas de conjuntura ou estrutura? Não! O essencial da política actual é predefinida pela UE, e acabaram de aprovar o orçamento de Estado em conjunto e por comum acordo. Há por aí algum líder que parece muito bom, muito diferente, muito capaz? Não. É preciso? Não. O que é preciso é desgastar o que lá está até conseguir mudá-lo. Como? Dizendo mal dele. Como? Acusando-o de fazer aquilo que nós fazemos. Aquilo que fizemos sempre, e que vamos continuar a fazer a seguir! O que queremos não é verdadeiramente mudar as coisas, até porque isso é mais ou menos impossível. Basta-nos simplesmente ser nós o centro de atenções, queremos reconhecimento, o poder, os tachos e fundos públicos para repartir...
Facto 1: O PSD controla (directa ou indirectamente, explicita ou implicitamente) o Público, o Expresso, e o Sol, que é para o PSD quase o mesmo que o Avante é para PCP! No mesmo barco controla também a SIC e a ViSÃO. E pelo que se sabe a TVI não tem sido nada favorável ao GOV/Soc ao longo dos últimos anos.
Facto 2: o PS não controla nenhum orgão de comunicação social relevante.
Conclusão: O Ps, “o gov”, é um “polvo”, com planos maquiavélicos e perigosíssimos para acabar com a liberdade de expressão controlando os meios de comunicação social!
??? !!! ???
Pois...
Como não há que discutir opções políticas, ideológicas, práticas de trabalho, etc, que aliás, são pré-definidas em Bruxelas (felizmente), o estado das coisas é este: jornais e jornalistas criam os próprios factos políticos dos quais vivem. E o cúmulo é este: os factos políticos são os próprios jornais e jornalistas! Haja egocentrismo!
Cada um faz política, ou seja, exerce poder, com o poder que tem. O PSD tem posição favorável nos media...
Parece simples. Mas nem é. A questão é mais profunda. Será que os media ainda tem dono? Ou já mandam em si mesmos sem qualquer controlo? Pela lei (segredo de justiça, por exemplo) já se viu que o 4º poder não é inspirado nem limitado. Mas a questão é saber: quem é realmente o 4º poder?! Os media ás vezes parecem mandar mais do que os outros 3 juntos. Sem eleições!
Como diz o meu pai na brincadeira: acabem já com as eleições, políticos, governos, parlamentos e PR. Para quê? Entreguem tudo aos jornalistas/comentadores. Eles sabem tudo... E em parte já são eles que governam.
Mais do mesmo. Sempre! Viva Portugal.
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11.12.09
Padrões morais múltiplos, paralelos e paradoxais.

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A minha 7ª Vida...segue dentro de momentos!
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18.9.09
Surfwise! Sonho ou pesadelo? Os dois...
Resumindo: um médico judeu formado em Standforf, Dorian "Doc" Paskowitz, que era surfista já nos anos 50, sendo um dos pioneiros do surf moderno no Hawai e em Israel, viu-se...infeliz! 2 casamentos falharam e a vida profissional como médico e dirigente profissional (com perspectivas de carreira politica) estavam a deixa-lo...infeliz! Solução? Surf. Surf e família. Lá achou uma terceira mulher que adorou a ideia de ser a mães dos seus filhos e a partir daí tiveram 9 filhos! E toda a vida deles foi passada numa auto-caravana! Os 2 pais e os 9 filhos numa auto-caravana. De um lado para o outro, pela a América do Norte, e em geral com muito pouco dinheiro, no limite da sobrevivência, o que alias fazia parte da filosofia de vida adoptada pelo mentor, que procurava não só liberdade mas também uma certa volta ás origens da animalidade humana, la luta pela sobrevivência diária e um certo ideal de saúde plena a isso associado. Sempre sem escola formal e muito surf. Nos anos 70 durante a contra cultura e da explosão do surf como cultura popular, e estilos de vida ditos alternativos os Paskowitz eram um exemplo de que o sonho era possível, uma inspiração, fonte de invejas, admiração, imitação...
O interessante: a partir dos 20 anos os filhos, a maioria deles surfistas e sem qualquer educação formal, fartos de viver sem dinheiro e confortos, fartos dos apertos, fartos da disciplina espartana instaurada pelos pais (disciplina férrea diga-se), começaram a rebelar-se a abandonar o barco. O melhor, a auto-caravana. Entretanto começaram a chatear-se todos. Os irmãos uns com os outros, com os pais, etc. Discussões sobre (o pouco) dinheiro envolvido claro que afloraram logo. Enfim, o que parecia um éden invejável visto de fora desmoronou-se por dentro. Implodiu. Hoje o velho Paskcowitz ainda faz surf ocasionalmente e continua firme e convictos das escolhas que fez para si e para os seus filhos. Mas aos 80 e muitos anos tem mais ou menos a mesma saúde de muitos outros octogenário (ou seja, pouca). Pelo menos fez muito surf e viveu como quis, com a sua família sempre perto. Até certa altura.... Já os irmãos cada um derivou para seu lado, poucos ainda surfam e só um pretende seguir o mesmo estilo de vida preconizado pelo pai. Um em 9. Os outros todos têm as suas mágoas, as suas frustrações, as suas culpas, muitas das quais dirigem directamente ao que os pais lhe deram. Ou melhor, não deram! Nomeadamente uma educação académica formal.
Esta história faz-me lembrar outra, a de uma amiga de uma amiga minha. Os pais dessa amiga de amiga soa hippies de toda a vida. Ela cresceu em comunas, blablabla... E pelo que sei está desesperadamente a procura de um gajo com o qual casar e ter filhos e assentar! De hippies a redneck amaricano em apenas uma geração!
Moral da história: seja lá o que for somos sempre contraditórios, desequilibrados e descompensados. Sempre a procura de outra coisa, a outra, o que não temos. Insatisfeitos, incompletos. A galinha do vizinho é melhor do quea minha. O melhor que podemos fazer é fazer escolhas responsáveis e tentar viver segundas as nossas convicções. Por mais que sejam apenas mais uma, nem melhores nem piores que as dos demais, são as nossas. Sejam elas quais foram. Não garante a felicidade, mas...o que a garante? Mais vale errar com os próprios erros...
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