11.5.12

O alarmistos acerca do "aquecimento global"...

...e do pessoal que acha que precisa de "salvar o planeta"! Mitos manipuladores... O grande George Carlin falou bem: E eu até gosto de agricultura sustentável, ecologia, e essas coisas...mas sem alarmismos e manipulações! Leia artigo completo

1.5.12

O Jacobinismo lusitano!

Cá em Portugal, não importa muito a época, não importa muito o regime, nem as ideologias que supostamente defendem. No centro de tudo e todos está o Estado. O sonho da maioria da população é ir trabalhar para o Estado. E a culpa de tudo são os gerentes do Estado (políticos e burocratas). E como nas democracias são eleitos os que prometem mais "direitos" e "benefícios" há a tendência a dar cada vez mais Estado, até porque (aparentemente) não sai do próprio bolso. Há cada vez mais Estado central e regional, e cada vez mais regulamentos (de "segurança" e fiscais e para tudo e mais alguma coisa...), e subsídios, e bolseiros, e reformas antecipadas e "acumuladas", e "jobs for the boys" partidários, e cunhas para a prima e a amiga da tia...E lobbies, gays, opus deis, maçónicos e corporativos. E "politicas de crescimento e emprego". E negociatas. Até os "empresários privados" vivem do Estado , das autarquias, da UE.  Pouco importa se isso é feito à custa dos Euros que os Alemães para cá mandam para desenvolver isto, ou se é feito, pura e simplesmente, a crédito impagável. Que se fod... a próxima geração! Logo se vê. E a culpa é sempre dos que vieram antes, ou depois, ou dos outros. A culpa é da direita, diz a esquerda. A culpa é da esquerda, diz a direita...Fixe pá!

Por mim, que não me considero de direita nem de esquerda, nem sequer do "centro", nem comunista nem liberal, tanto me faz. Em teoria qualquer ideologia é perfeita, e na pratica o que conta é o resultado, é o dinheiro disponível, as liberdades de que se goza. O problema não é haver muito ou pouco Estado, e estatismo, a questão é que esse Estado e estatismo sejam competentes. E o Estado, os políticos e os burocratas, não parecem ter muito tino. Parecem ter tão pouco como os eleitores que os lá põem. E convenhamos, os cidadãos portugueses, indivíduos e empresas "privados", também não são muito melhores que os tugas que se metem no público. Só que no público têm mais margem para errar e não pagar. Ou tinham, porque neste capitalismo-socialista-corporativista-de-mercado já ninguém sabe muito bem onde é que o público e o privado começam e acabam, e quem é que faz e deve fazer seja lá o que for! O certo é que muitos sangue-sugas estatais (de cima a baixo nas hierarquias) têm pouca e má produtividade, e responsabilidade. Os competentes são rara e parcamente recompensados, e os que só estorvam vão ficando, e enchendo...Alguns (poucos) até têm muita criatividade, e audácia, e competência, o que é sempre mais fácil com o dinheiro dos outros.  E tudo isso é um problema. E é um problema tanto maior, quanto maior for o Estado. E como este Estado estatista é "democrático" o problema vai acabar com a "democracia. 

Veja-se este governo, supostamente de centro direita, entre o liberal e o conservador, de “novos políticos”, de outra geração, americanizados, até há quem os considere “neo-liberais” (inclusive alguns dos próprios). 

Nem TSU, nem reforma autárquica, nem privatizações (só alienação de empresas lucrativas e estratégicas, para Estados asiáticos comunistas e islâmicos), nem revisão de contratos públicos com PPP e Empresas mistas e privadas altamente lesivos para Estado e consumidores, nem encerramento de organismos públicos, EP, PPP, institutos e fundações excessivos, nem diminuição de impostos (pelo menos para produtores e exportadores), nem despedimento de excesso de trabalhadores (e serviços) da função pública central e regional, nem reforma na justiça e forças policiais que permitam julgar e condenar os responsáveis pelo BPN, e outros afins… 

A única coisa que o Gov conseguiu fazer até agora, e só porque a Troika obrigou, e o povo está em sentido de joelhos cheio de medo e compreensão, foi penalizar indiscriminadamente os trabalhadores da função pública, os reformados, e também alguns trabalhadores dependentes privados (só os pequenos e dependentes), e, por essa via, empobrecer a população, e destruir a classe média

Em vez de diminuir o Estado, em vez de despedir os incompetentes, os excedentes e os inconvenientes, penalizou todos sem distinção, sem mérito nenhum envolvido, dando a assim mais um "incentivo à produtividade". E até aos clubes de futebol perdoam dividas! Ou seja, ficamos com a austeridade, mas sem "reformas estruturais", aquelas de que todos falam, com as quais a maioria está de acordo, mas que nenhum parece ter coragem de sequer tentar implementar. Aquelas que fariam a austeridade valer a pena. Até o Sócrates tentou (com os professores, lembram-se?), mas reformas e sacrifícios, em Portugal, é para o sector estatal do vizinho.  Com umas manifestações e sondagens negativas todos recuam! Já no tempo das "vacas gordas" (do Guterres, o pior governo da 3ª Républica, sem maioria no parlamento, fraco, que governava por sondagens e referendos, e dava uma no cravo outra na ferradura) era assim...

Em Portugal, todos querem ir para o Governo, o Estado é de uma atracão fatal, e acaba por ficar tudo mais ou menos na mesma. Desde socialistas, comunistas, conservadores de direita, democratas, fascistas, Igreja, e até “liberais”… todos querem ir para o Estado, mandar no Estado, e através do Estado mandar nos outros. É o jacobinismo lusitano! 

E entretanto vi uma entrevista interessante, que tem tudo a ver com isto. Excerto: A economia dos Eua já não é baseada na capitalismo privado de tendência liberal, é “Uma espécie de economia socialista, mas de um socialismo para os ricos. O oligopólio de um punhado de grandes bancos é essencialmente protegido pelo governo.” 

E porque isto não é um fenómeno só português, e é complexo, deixo a sugestão de um livro que li há pouco tempo: Os idealistas e o poder


É sobre a esquerda Alemã, e francesa, e a sua ascensão ao poder.

And here is the rest of it.
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6.4.12

Filmes, docs e entrevistas para compreender o económico

Inside Job



Wall Stree - Money Never sleeps

http://www.youtube.com/watch?v=873PrTZkLsI

Margin Call



Money as debt



The Midas formula: trillion dollar bet



BBC The Partys Over - How the west went bust



Overdose the next financial crisis



Brittains´s Trillion Pound horror story



RBS - Inside The Bank That Ran Out Of Money



I.O.U.S.A.: Byte-Sized

http://youtu.be/O_TjBNjc9Bo

IOUSA Solutions



In debt we trust

http://topdocumentaryfilms.com/in-debt-we-trust/
http://www.indebtwetrust.org/synopsis.php

Peter Schiff - The Fed Unspun: The Other Side of the Story



Harry Dent - The great depression ahead



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24.11.11

O futuro em risco...

Uma boa entrevista, a propósito de uma interessante conferência.

O futuro em risco: pela natureza, pelo Homem, pela ciência...

O mito da modernidade, o progresso continuo, era uma utopia...

O futuro pode vir a ser pior, e pode até nem haver futuro...

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21.11.11

Definir o Ser português...

...não é fácil!

Tenho estudado bastante história, nacional e internacional, tenho viajado bastante e já fui emigrante…E soube-me muito bem voltar a Portugal, e sentir-me em casa. Tinha saudades.

Mas à parte desse “sentir” (que os de outras nacionalidades também sentem) continuo a não saber o que é ser português, nem o que nos define enquanto povo, nação ou cultura.

Se a nacionalidade é só uma bandeira, um hino e o que está escrito num B.I….que se f…Haverá algo mais?

Dizem que somos muito homogéneos: um território, um povo, uma língua, cultura... específicos...Será?

Em termos de nacionalidade sei que somos dos países da Europa com menos estrangeiros (4%, contra 12% da Alemanha), mas além desses 4%, ainda há muitos mais. Há os mistos, e mestiços, a herança colonial, as emigrações, etc.. Quem é mais tuga, um filho de ucraniano, cristão ortodoxo, loiro de olhos azuis, que em casa fala ucraniano e na rua fala um português perfeito, ou um filho de tuga, filho de emigras em NewJersey, que em casa fala mistura de português com inglês? Ou o filho de um brasileiro, nascido e criado em Portugal, que fala um português tuguês misturado com nordestino? Ou um filho de Cabo-verdiano, 100% português seja nascido cá ou lá. Ou tuga de Viana do Castelo que é muito mais próximo de um espanhol da Galiza, que de um Português do Algarve? Ou o tuga emigrado na França e na Alemanha. Dizem que são milhões de tugas espalhados pelo mundo. Dizem que havia 1 milhão só na zona de Paris, que seria a certa altura a maior cidade portuguesa! Duvido, mas mesmo assim é significativo. Cerca de 10% da população…E tantas vezes os emigrantes parecem mais portugueses, e mais orgulhosos de o serem, que os residentes em Portugal... 

Misturando nacionalidade com territorialidade devemos lembrar-nos que, durante alguns séculos, supostamente, o território português não era o actual. Incluía o Brasil (até o Rei português fugir para lá e excluir-se, a ele, á sua corte e ao Brasil, de Portugal..) e, ainda depois, incluía possessões costeiras pela África e Ásia fora… Ainda há 40 anos portugueses morriam para tentar reter esses territórios ultramarinos! E durante uns muitos bons anos, o Reino de Portugal e o das Espanhas estiveram unidos…Mesmo o clima- semi atlântico, semi mediterrâneo - não nos dá nenhuma característica muito própria, desde logo em relação a nuestros hermanos! Ou seja, mesmo em termos de território x nacionalidade não somos muito fáceis de definir. Não admira que em boa parte do mundo pensem que somos uma parte de Espanha! 

E se pensarmos no território em termos de paisagem? Somos atlânticos, como a Espanha, a França, Marrocos e outros. Em termos de agricultura não temos nada de muito especifico. Tinha-mos  (sem exclusivos) aquela variedade do carvalho, o sobreiro, mas até nisso temos decadência a favor de eucaliptos autralianóides que nos estão a arruinar a paisagem e os solos, para alimentar uma industria do papel que é uma das grandes exportadoras para o...estrangeiro. Parece que via consumos internacionalizados e empresas e espanholas a próxima invasão é a de laranjais... Já agora, variando consoante as fontes diz-se as laranjas são originárias da pérsia ou da China, via árabes e outros comerciantes!  E os nosso jardins? Alguém acha que sequer 10% das espécies vegetais das flores e árvores que enchem os nossos jardins são autoctenes, ou seja, que cá existiam há 500 anos atrás?

Etnicamente, o tuga é mistura genética milenar, mesmo anterior à expansão ultramarina. Já no tempo dos romanos e dos que vinham do sul, do que hoje chamamos norte de África, que a certa altura se tornaram muçulmanos, já éramos mistura genética. Depois, com os que vieram do norte da Europa, a misturada aumentou. Entretanto, politicamente surgiu um reino de “Portugal”. Depois fomos para África, Ásia e Américas casar e procriar, em termos étnicos, económicos e culturais. Mais misturada. Hoje, não temos quase nada que nos distinga de um espanhol, marroquino ou até italiano. Mesmo na Turquia ou em Israel, até eventualmente no Irão, a maioria de nós passamos desapercebidos. Nos EUA tanto passamos por caucasianos como por hispânicos! A minha ex esposa parecia mais inglesa ou francesa que portuguesa… 

Em termos de língua sabemos que o português é pouquíssimo diferente do Espanhol, que se enquadra na enorme família de românicas, que se encaixa na enorme família indo-europeias! Há imensas similaridades entre o hindi e o português! Ou seja, o português é um derivado de uma enorme família linguística, e que incorpora influências do árabe, do persa, de línguas hindustanicas, e mais recentemente do francês e inglês. Entre outras. Mas certo, a dada altura formou-se aqui uma língua especifica de um reino, de Portugal, ligeiramente diferente do castelhano. E ao sair levamos este português para ouras paragens. E essa é a nossa maior marca na história mundial, sem dúvida, e não é pequena. Mas entretanto deu-se o regresso. Os Palops, e outros, infiltraram no português imensos aligenas, sem os quais mal reconheceríamos o vernáculo actual. Hoje temos um português a unificar-se, que se resistir é pela força do Brasil, e é por ele liderado. Na realidade já somos minoria no português. Não somos apenas minoria, somos o elo mais fraco! Também a língua não é nossa, nem nos define. E hoje até tendemos todos a ser bilingues de nascença, com o inglês a tornar-se a principal língua do mundo, língua franca, para Portugal incluído... Quando vamos a wikipédia, a qual vamos primeiro: a escrita em inglês(es), ou a escrita em portugues(es). E, consoante a língua, a que artigos damos mais credibilidade? A maioria dos portugueses dá mais credibilidade ao escrito em inglês, que considera quase a versão "oficial", pensando nisso como "mais verdade". A portuguesa é desconsiderada com a desculpa dos "brasileirismos"!



E em termos culturais? Culturais além da língua...O que é que nós temos que nos distinga de outros povos?

Trabalhamos, uns mais outros menos, com uma produtividade parecida à Espanhola (entre a Alemanha e Marrocos) a maioria a pensar no fim do trabalho, para sair á noite e aos fins de semana, bebermos uns vodkas, tequilhas e whiskies, com coca-cola, e cerveja, consome-se estupefacientes com força, fuma-se, engata-se, conversa-se…Sonha-se com amores românticos, e não tão românticos…e temos um mundo de pornografia virtual-universal inesgotável, em caso de necessidade!

Consumimos música cinema 99% anglo-americano (e americanizada)…não tenho amigos nos ranchos populares, e temos poucos que oiçam fado…Na TV vêem-se talk shows, Bigbrothers, telenovelas brasileiras ou abrasileiradas. E séries anglo-americanas. E lê-se alguma literatura, cada vez mais anglo saxónica. O mesmo se passa com livros académicos, seja de economia, biologia ou história. Se não for publicado em inglês e aceite numa revista internacional nem os cientistas portugueses aceitam como sendo "ciência". E o mesmo com os livros de espiritualidades e auto-ajuda.Os jornais baseiam-se nas notícias fabricadas pelos media internacionais, e seus modelos. É muito mais respeitável ler o Economist do que o Jornal de negócios. E não é que as fontes e as notícias sejam muito diferentes!

Joga-se na net, nas consolas…ou o monopólio, o Catan, a seuca…

Lê-se o correio da Google ou da Microsoft, escreve-se em blogs, passa-se palavra no Facebook, engata-se online, nos chats, compra-se em centros comerciais e na internet… produtos que em 99% dos casos têm pouco ou nada de português. O sonho do tuga, como do espanhol, é conduzir um carro alemão senão mas tem $ compra antes francês ou coreano. Os tugas mais jovens contentam-se em exibir um Mac, ou um Ipad, ou, melhor ainda, um Iphone


Vestimos moda espanhola, inglesa e italiana made in china.

Come-se, cada vez mais, produtos estrangeiros e fast-food internacional…Não é que os pratos que não são fast food urbana e contemporânea fossem muito tugas. Na realidade, boa parte dos vegetais que enchem os nossos pratos não existiam por cá ao tempo do Afonso Henriques. Não havia especiarias, café, chá, chocolate, açúcar, boa parte dos legumes (tomate, milho, batata, etc). Até o tabaco e as outras drogas mais potentes são estrangeirismos, e relativamente recentes! E a cerveja e vinho, que são as bebidas mais antigas e internacionais da humanidade, também não eram grande coisa até há pouco tempo. Fora o vinho do Porto, aprimorado pelos ingleses, a maioria do vinho português era, até há poucas décadas, uma lavagem pouco bebível. Até o arroz e bacalhau, tão "típicos" são importações estrangeiras, e relativamente recentes!

As "nossas" maiores empresas, sobretudo as exclusivamente privadas, estão registadas e pagam impostos no estrangeiro, seja na Holanda ou em paraísos fiscais!


A nível jurídicoreligioso e de ideologias sistema político-económico não temos nada nascido e desenvolvido em Portugal…Até neo nazis “nacionalistas” cá temos! Queixamo-nos que a nossa democracia é dominada por políticos corruptos e conspiradores semi secretos, como a Opus Dei e demais grupos de pressão católicos, pela maçonaria, e lobbies gays, judaicos, sindicalistas e capitalistas, pelas mafias do crime organizado… e queixamo-nos da economia paralela, da corrupção... queixamo-nos de tudo e todos! E estamos sempre prontos a acreditar na mudança, no progresso, na salvação redentora. Até nisso somos humanos normais.

Somos consumistas e vivemos de crédito, como por todo lado…Adoramos viajar pelo mundo fora, emigramos. Embarcamos em ideologias orientalistas, ou de downsizing e regresso á terra…

Perdemos horas infinitas a ver e falar de futebol, esse desporto inventado por ingleses e aperfeiçoado por sul-americanos!

Podemos ser mais internacionalizados e indistintos do que isto? Além do vago “sentir”, o que há, em termos culturais, de relevante, de especificamente português?

Ganhamos nacionalidade dentro da Europa cristã, enquanto reino tributário, com a bênção de um Papa que fez pagar a autonomia a preço de ouro. Tivemos o nosso apogeu quando alguns dos nossas antepassados foram para fora, e quando de fora trouxemos riqueza em forma de terras, especiarias, sedas, prata e escravos. Isso já lá vai. Hoje não temos autonomia política, militar, económica, financeira, monetária e cultural. Somos, mais do que nunca, um Estado europeu, bem integrado, e, brevemente, após a venda do mercado que fizemos nos últimos 25 anos, seremos de novo um Estado tributário. Neste caso não para pagar uma autonomia conquistada a ferros, mas para pagar a falta de responsabilidade. E o que se vê, é que, se voltarmos a ter de viver mais para nós, e só de nós mesmo, será sinal mau sinal, para nós e para meio mundo…Para o restante meio mundo somos pouco mais que indiferentes!

Será que hoje, mais do que nunca, perante o mundo virtual quase infinito, a visão da terra como aldeia global no meio de um Cosmos imenso, no meio desta globalização dos grandes blocos, tão pequeninos que somos, com uma economia tão aberta e endividada ao estrangeiro, podemos achar que há um “Portugal para os portugueses”? Ou sequer um "Portugal português"?
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20.11.11

Acerca da função das eleições em democracia



In Publico: "Todos precisamos de respirar de vez em quando, é para isso que serve a mudança de governos", afirma o analista financeiro Juan Ignácio Crespo. "A população necessita de assimilar as situações, atirar as culpas para alguém, por isso as campanhas eleitorais são uma psicanálise colectiva", ironiza.

Para Ignácio Crespo, "através dos actos eleitorais a democracia absorve as tensões sociais". Uma concepção que limita, objectivamente, o efeito de mudança propalada pela propaganda política. "A função dos políticos é mais administrativa, claro que sempre podem existir situações de falso êxito que mais se devem à conjuntura do que à acção política", insiste.


Pois é...

Como diz um professor meu, a democracia é o sistema em que somos regularmente chamados a comprar a propaganda que nos vão fazendo. E, tal como na publicidade nos diz que as petrolíferas são companhias “verdes”, ou que a margarina emagrece, ou que o crédito nos ajuda, etc., também nas eleições nós votamos em quem nos mente a mentira mais agradável. E até sabemos que é assim. Exigimos que seja assim. E votamos em mentiras ligeiras, de males menores, pois sabemos que os outros produtos de consumo são ainda mais tóxicos! Os produtos mais “verdadeiros” são muitas vezes uma mentira total, um sonho, uma ilusão, uma mentira a si mesmos. 


Hoje em dia, como sempre aliás, a economia sobrepõe-se à política. E os nossos votos constantes enquanto consumidores de mil e um produtos, materiais e espirituais, são muito mais decisivos do que o voto político a cada 4 anos. Aliás, esse voto político já não é mais do que um consumo, uma compra, secundária, que muitos potenciais eleitores nem sequer consomem!



Isto não é uma critica, nem tenho nada diferente, ou pelo menos melhor, para propor. Isto é apenas uma constatação. Como dizia o outro, a democracia ocidental ainda parece o menos mau dos sistemas políticos conhecidos pela humanidade. Parece ser ligeiramente melhor, ou menos mau que os demais. Ligeiramente...

Ainda assim, e como sou pela "mediania de ouro", acho que  os Governos/PM, PR, e Presidentes das Câmaras (que deviam ser apenas 10 a 20) deviam ser eleitos para 8 anos. E o sistema constitucional devia propiciar isso. Governos mais estáveis, mais fortes, só fortaleceriam e estabilizariam a democracia. Ligeiramente...
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