22.5.06

Sistemas politico economicos

Sistemas politico-económicos

No século XIX e XX a grande discussão era entre Capitalismo X Comunismo, segundo a receita ditada pelo Marx. Hoje isso já está ultrapassado. Aliás, até nos finais do século XX já era uma daquelas modas, que, ao sê-lo, já estava fora de moda!

Hoje discutir o comunismo é como discutir o sexo dos anjos! Já se sabe que crenças transcendentais sobre a salvação do mundo fazem parte do…mercado! Mas para discutir sistemas politico económicos mais vale manter os pés na terra e falar de coisas reais.

O que existe é essa coisa dinâmica e infinita (de soluções e problemas) chamada Vida. Vida que numa linguagem mais económica se chama mercado. E mercado que não é aquela coisa simplista que o Marx enunciou.

Neste mercado o Estado não se opõe ao mercado, mas faz parte dele. E já não é algo tão importante pois compete e colabora no mercado com muitos outros poderes, para além das empresas, patrões e trabalhadores. Agora até há “empresários em nome individual”! Os empregados têm tantos direitos que até chateia. As empresas pagam segurança social, seguros etc. Existem infinitas organizações sociais (infra e supra estatais) que pressionam em todos os sentidos. E o mercado negro…

Nenhum poder é absoluto. Nem o do estado, nem sequer o de algum ditador. E da mesma forma, também não há liberdades absolutas. Nem liberalismos puros! O que existe são diferentes organizações e distribuições do poder, sendo as maiores diferenças de estilo…O "capitalismo" hoje (e sempre) tá mais que regulado por 108 legislações, incluindo as supra e infra estatais. "Laissez faire..." puro nunca existiu.

Assim, hoje, a questão é saber: um sistema tipo parlamentar (referência: GB) cujos poderes são muito distribuídos (supra e infra-estatal, e paralelamente também…) e provêm de muitas fontes diferentes e concorrentes? Ou, um sistema de poder mais centralizado (ainda no aparelho do Estado), mais comandante, mais repressivo e mais radical? E dentro desta via, ao estilo oriental ou ao estilo hispano-americano?

À primeira vista o sistema parlamentar (tipo GB) seria obviamente melhor, avaliar pelo nível económico, de bem-estar, estabilidade e equilíbrio social, níveis de saúde, educação, etc. Mas, é bom não esquecer que isto ainda é acumulo de muitas, manipulações, conquistas, expedições, guerras, etc. Por outro lado não podemos ignorar que a ex-URSS passou do estado medieval a super potência nº 1 do mundo em menos de 50 anos. Fui um crescimento insustentável e sofrido (muito!!) mas foi real. E ainda que a China, soube adoptar sistemas centralistas para se nacionalizar, organizar, autonomizar e agora expandir sem limites. Por outro lado, os países de maior crescimento sustentado são a Índia, o Brasil e os tigres asiáticos cujas democracias são muito parecidas, principalmente em: miséria, crime, corrupção, desigualdade social, etc.

Enfim, não em é liquido que a “democracia parlamentar” seja algo inequívoco. Até porque ela leva ao poder Bolivarianos e fanáticos de do Islão que respeito aos parlamentos têm pouco!

Parece inevitável que onde o sistema conjura para miséria, instabilidade e insegurança de grande parte da população vai haver merda (leia-se revoluções e ditaduras). Mesmo que seja o menos mau (democracia parlamentar de cariz liberal, mas socialmente atenta).

Quando a necessidade é romper com o “status quo” instalado tende a surgir uma ditadura popular de "esquerda" (revolucionária). Se a causa é demasiada agitação tende a surgir uma ditadura conservadora de “direita”. Mas mesmo esses rótulos, hoje, já são pouco fiáveis… Cuba já não tem nada de revolucionário! É apenas mais uma ditadura (Fidelismo) que se quer perpetuar! Aliás, hoje as ditaduras da moda parecem voltar a ser as religiões mais clássicas.

Enfim, para mim, o nosso sistema é quase perfeito! O quase é de salvaguarda…É que não conheço nada melhor para quem é de cá e cá vive! Mas temo pelo futuro...

7 comments:

sonia said...

É isso tudo. Até te digo mais, em relação à monarquia parlamentarista,
God will shave the Queen... na cabana junto à praia... entre os canibais... (citando José Cid)

Antonio said...

Se voltas a misturar o santo (Cid) com as palhaçadas da Queen...temos m####! GRRRRR.

Anonymous said...

Tá-se hombre? Na percebi. Dizes que as ditaduras podem ser melhores que as democracias?

Antonio said...

O que quero dizer é que isso a que se chama ditaduras existe, e existe por algum motivo. A mim parece-me que é "acelerar" ou "travar" a evolução das coisas...

E isso faz-se através de repressão e sacrificios.

E é porque as ditaduras podem impor os sacrificios (por vezes milhoes de mortos) que acabam por conseguir coisas que as democracias parlamentares europeias ás vezes parecem nao conseguir.

Claro que estas "democ parlamentares" também impões os seus sacrificios...aos outros! São as guerras do médio oriente, as revoluções na américa latina...

Por outro lado, ainda, paises como Brasil ou os "tigres asiáticos" sao democracias mas grande parte da pop vive na pobreza ou na miseria pura e sacrifica o que tiver que ser no jogo da sobrevivência...

Não é simples...

Não há um tipo de sistema qu eseja óbvio e "naturalmente" mais eficaz ou legitimo.

Só tenho a sensação que esta coisa confortável que é ser europeu e viver na Europa não dura muito mais...

Luis said...

Oh To...de que tigres asiaticos falas quando dizes que a maioria da populacao vive na pobreza ou na miseria pura?

E que por tigres asiaticos se convencionou falar de inicio no Japao..e depois COreia do Sul, Singapura e Taiwan...

Ora nenhum destes paises e conhecido por ter as populacoes em miseria nem sequer miseria relativa...

Quanto a serem democracias...sim...isso ja e discutivel...

Antonio said...

De facto pensava que "tigres asiáticos" era uma denominação genérica que se aplicava ás economias emergentes daquela zona.

Eu penso nos paises tipo Indonesia, Birmania, Laos, Vietnam...rsrsrrs A sério, Filipinas e coisas tais...

andalsness said...

todos os sistemas são perfeitos. quando pensados, quando na ilusão embrionária. depois extremam-se. em assimetrias. como tudo - é esta entorpia ever unidireccionalmente galopante. e sempre se repete a história. afirmada uma tese, roptura e antítese, depois uma híbrida síntese. e, na essência, sempre as mesmas.