6.6.06

Drogas, controlo e (in)consciência!

Drogas, previsibilidade e control!

Qual a diferença entre droga, medicamento, veneno e alimento?

Acho que muitas vezes é uma questão de dosagem química! Outras é meramente o nome e a respectiva classificação juríca e suas penalidades. Outras é só o contexto! E
a maior diferença está concerteza em quem consome.

Claro que o nome, o contexto etc. não são um “meramente”, um “só”. Neste campo em que o psiquismo é o centro nevrálgico, o caldo psicológico do que consome é meio caminho andado, ou mais!

Parece-me que as drogas são cada vez mais banais e presentes. Menos misteriosas, fantásticas e poderosas que até há pouco tempo nos doutrinavam a crer. Cada vez mais sou tolerante e compreensivo em relação a essa coisa das drogas. Nomeadamente aos
consumos de substâncias com vista a alteração da consciência dita “normal”.

Para uma pequena parte dos consumidores a vida para o seu consumo é um verdadeiro encontro! Um caminho muito bom para o auto-conhecimento, e para a sua realização pessoal.

Para uma porção um pouco maior, as drogas são uma experiência mais, que faz (ou fez ) parte das suas vidas. Custou alguma coisa em termos de saúde e $ mas também rendeu frutos em termos de conhecimento, convívio, bem-estar, etc.

No outro extremo da manada estão os que se procuraram esconder nas drogas, como uma forma de escape a uma vida que não compreendem, gostam ou aguentam. Como a vida não perdoa acaba por tornar esse escape no seu verdadeiro inferno.

Pelo meio, e julgo que uma grande maioria, estão os que usam as drogas como uma
forma de controlo.

Controlar a insônia. Controlar o apetite. Controlar o cansaço. Controlar a ansiedade. Controlar a (in)satisfação. Controlar o prazer. Controlar o vazio! Controlar o ânimo, a consciência. Etc.

A vida é fod###. É imprevisível e exigente. Nada como a idéia de que tomamos uma dose e podemos prever e controlar os próximos momentos! A idéia que podemos manipular a nossa consciência, e conseguir dela o que queremos.

E ao meditar sobre isto reparo que vistas assim, as drogas não diferem muito de grande parte das actividades humanas.

Não é o mesmo que acontece quando se “consome” uma doutrina, seja ela religiosa ou política ou moral? Faço X e acontecerá Y! A sedução da previsibilidade...

E o mesmo posso dizer em relação ao Yôga. A ideia de adquirir poder e controlo da consciência é central a maioria dos praticantes. A promessa de estabilidade, felicidade, de alcançar determinados estados de consciência. Até a forma como alguns aderem aos Yôgas de forma absolutamente “religiosa”. Outros enlouquecem com o Yôga, para alguns é uma experiência mais, e alguns poucos realmente se encontram em uma dessas actividades filosóficas especifica.

E não é só no Yôga. Olhemos para as artes marciais e os seus praticantes. Façamos uma observação mais alargada. O que é que cada um extrai da sua profissão? Alguns encontram-se nela. Para outros é uma utilidade. Outros enlouquecem nela....

Enfim…drogas há muitas.

O certo é que sou contra o proibicionismo, que para mim é causa directa de 90% dos “males” relacionados com as ditas cujas! Não se trata de defender a liberalização. Não existe liberdade! Ou nas mãos dos traficantes (que só pensam em lucro, e logo vicio) ou regularizado pelo estado e pelo mercado lícito, alguém toma conta das coisas. Eu prefiro que seja o mercado lícito com o apoio do estado. Pela segurança, qualidade, controlo, impostos, etc. E talvez seja por isso mesmo que não é…

Quiçá daqui a uns anos já não se lide com o assunto como se fosse o papão! Ou talvez não…

Até lá cada um faça o que lhe parece melhor, obviamente.

28 comments:

Susana said...

Se nao ouvesse proibiçao , andava-mos a nadar nos vomitos uns dos outros... era uma anarquia , mas ainda!

(Desculpa a intromissao) ;)

Susana said...

e ouvesse é com "h" sorry :$

Susana said...

e o "mas " é mais ...oops

Luis said...

Gostei do texto e tenho uma opiniao parecida (se bem que nao totalmente concordante..como nao poderia deixar de ser)sobre a tematica das drogas e da proibicao!

Nao existem solucoes faceis mas nao deixa de ser interessante analisar o porque da sanha repressiva sobre o consumo de drogas?

Argumentos de coesao social?

Argumentos de moral e religiao?

Mas que raio temos nos que dizer sobre o que vai na cabeca do outro?Especialmente se so o afectar a ele...

Enfim..e um assunto que da que pensar e que nao se pode reduzir a uns quantos lugares comuns..seja para o proibicionismo seja para a liberalizacao!

Susana, quanto aos teus comentarios..obviamente nao os entendo nem os acho minimamente relevantes..especialmente para o teor da discussao...

Um abraco

Susana said...

Luis os meus comentarios nao sao para tu entenderes...

Antonio said...

(Des)entendimentos a parte...

Concordo contigo Luis: não há soluções fáceis. Creio que o ideal seria não ter transformado tudo isto num problema monstroso por causa das...proibições! Mas agora que já está...sou a favor da REGULARIZAÇÂO pelo estado e pelo mercado licito.

Acho especialmente importante o que disseste sobre:

"Argumentos de moral e religiao?

Mas que raio temos nos que dizer sobre o que vai na cabeca do outro?Especialmente se so o afectar a ele..."

Realmente, principalmente em relação ás chamadas drogas psicodélicas, é uma questão de moralismo puro. É intervenção do estado e outros poderes menos explicitos sobre as opções de consciência indiviudal...Seria como agora virem dizer que praticar Yôga ou ser de um partido X ou deixar-se enamorar profundamente é perigoso...

No fundo, e pelo que tenho percebido, o motivo principal por detrás de todo este proibicionismo que se inciou e alastrou durante o seculo XX foram motivos ECONOMICOS. leia-se "lucros e utilidades do mercado negro". A desculpa é a saude e a moral. É o Estado a dar um tiro no seu proprio pé...

Enfim. Não é fácil.

Susana: se tu AGORA quiseres meter uma gramazinha de heroína nas arterias achas que é por a lei dizer que é proibido que não o farás? Ou não o fazes por medo da adição? Ou porque é caro? Ou porque realmente não queres e fizestes outras opções de vida?

Não acredito em liberdade nem em liberalismos puros e totais! Mas fechar os olhos numa grande hipocrisia fingindo que nada se passa também não resolve nada!

Susana said...

Antonio , o meu comentario foi de facto muito emocional... mas o que quis dizer é que não quero e fiz outras opçoes de vida , tv tb por medo da degradaçao fisica , psiquica , e neurologica.
Tb não acredido em "liberdade nem em Liberalismos puros e Totais",ou melhor , fechar os olhos à infamia de uma hipocrisia social em todos os aspectos (todos nós infelizmente fazemos parte, uns mais que outros)não deixa nada a desejar... mas interagimos uns com os outros, e queiramos quer não , conversa puxa conversa acabamos sempre por puxar sempre um pouco para a hipocrisia , nem que seja 1 segundo. NAO EXISTE LIBERDADE TOTAL... é um mito...
Na minha opiniao a DROGA em alguns pormenores seja ela a heroina (...),a quimioterapia ,anti-depressivos, qq tratamento quimico feito em laboratorios para destruir o corpo , (fisico e psiquico), quimicos feitos em laboratorio , que por sua vez têm funçoes de transmutar ,alterar o metabolismo do organismo como defesas ou não , cura ou nao. Se quiseremos acelarar a podridão e o "Vomito" corporal e mental , é por essa via que devemos ir concerteza, a via das DROGAS.
Tv seja por moralismos e proibiçoes que esse mito Das DROGAS exista, mito do "perigoso" ... para mim é mais "ADORO O MEU CORPO E MENTE E QUERO CONTINUAR A PREVENIR A ACELARAÇAO DA PODRIDAO ESTOMACAL ,MENTAL, CEREBRAL ...SE TIVER QUE MORRER,QUE SEJA COM CORPO E MENTE LUCIDA,DE VELHICE " , " esta é a minha frase ... o resto : quem quer a acelaraçao da podridao , dos vermes a corroerem os ossos , do liquido branco a sair dos buracos das veias... Força , eu não vou estar lá concerteza!!

(desculpa , foi um desabafinho ;) )

Simão said...

Oi.

Gostei mto do texto Tó. Já há um bom tempo que discutimos a temática das "drogas", mas agora as nossas opiniões aproximam-se, interessante.

Interessante chamar-mos a umas coisas de drogas e outras não. Se consideramos q drogas é tudo o q nos altera a consciência, primeiro teriamos que definir qual é o estado normal e natural do ser humano, q penso ser um pouco dificil de o fazer. Depois teriamos q questionar se tudo o q existe não nos altera a consciência. Comer, beber, ter emoções, ver tv, ler, ouvir, estar com outros, pensar, yoga...eu sei lá.

Não dá para nos isolarmos dentro de uma bolha e separar-nos do contaxto da vida. Nós somos a vida. Substâncias quimicas? Mas afinal o q comemos, bebemos, o nosso corpo é o q? Não é quimica.

O q se trata aqui é de julgamentos. metemos na cabeça q determinadas substâncias nos alteram (para bem, para mal...o q quiserem) porque temos a ideia de um estado natural ou normal.

MAS AFINAL Q É ISSO DE NORMAL E NATURAL. Q É ISSO DE MORRER LUCIDO OU DE FORMA NATURAL.

Tudo é válido.

Eu continuo a acreditar que somos livres. É engraçado porque dizemos que a liberdade é um mito. Pq o dizemos? Porque pensamos q ser livre é ser de determinada forma e como não chegamos a essa forma pensamos q é uma utopia....ahahhahahaha qnd o q buscamos é uma ideia criada por nós e q se vail alterando ao longo do tempo, cultura, espaço.

Tamos a discutir um assunto q os shamans de há milhares de anos rir-se-iam de nós. o q existe é uma grande hiprocrisia. Não existe uma forma correcta ou incorrecta de ser.

SÊ....

Antonio said...

Susana: desculpas, aqui, só formais! Por escrito e reconhecidas em notario...

Simão: acho que sempre concordamos. O que nos distingue um pouco (pouco mesmo acho) são algumas opcções praticas...

Ou dito de outra forma: em termos epistomológicos devemos estar para aí em 99% de identificação (o que é raro), já em termos sociológicos, divergimos um tanto mais!Felizmente. Senão não teria piada.

Na concepção (ou desconcepção!?!) do que é ou não "droga" concordo plenamente com o teu comentário.

Já na cantoria sobre Liberdades...deixei-me disso!

A vida real é suficientemente interessante. Aliás, é perfeita. Assim, tal como está. Dispenso os mitos, utopias, salvações...liberdades!

E se liberdade é outra coisa que não tem nada a ver com isso, então para quê insistir no nome?

Susana said...

Gostei muito dos textos , das opinioes , da tudo que pensar e de filtrar também ;)
Ainda bem que existem conversas destas...

Pedro Miguel de Moura said...

O pessoal da liberdade que faça a seguinte experiência: tomem 50g de acetaminofeno e depois digam qualquer coisa para eu fazer 1 doutoramento sobre o vosso caso milagroso de sobrevivência!
Não sabem o que é e efeitos? E dos cogumelos e outros que tais sabem?

(Acetaminofeno é um antipirético e analgésico usado em doses de 1-2 gramas, vendido com o nome comercial de Ben-u-ron)

Luis said...

A minha contribuicao mais detalhada para a discussao :

A tematica das drogas e uma area de discussao altamente minada devido as variadas e contradictorias definicoes e cargas que se dao a palavra droga.

Eu proprio “carrego” essas contradicoes e devido a isso vou tentar explanar a minha opiniao partindo de varios vectores diferentes : ponto de vista do utilizador , do observador, economico, filosofico, etc

UTILIZADOR – e por utilizador falo obviamente de mim mesmo.

Tendo uma certa experiencia pessoal com variadissimas drogas, das mais comuns as mais pesadas acabo por chegar a conclusao que os estupefacientes nao sao nem os paraisos que se por vezes pintam nem os infernos que por vezes se temem.

Tudo depende do individuo, das substancias consumidas e acima de tudo do estado de espirito em que o individuo esta ou pretende estar com a utilizacao dessas substancias.

Nada nesta vida e isento de riscos ou tem so beneficios ou so maleficios.

Diferentes tipos de personalidade tendem para diferentes drogas...e estas tambem atraiem diferentes tipos de utilizadores e situacoes.

E raro alguem consumir heroina para ir dancar pra discoteca como e raro consumir speeds para se acalmar ou acidos para ter raciocinio lucido.

Tudo depende da “carga” que lhe quisermos dar...exemplo : o ecstasy e considerado a droga das raves, fazendo as pessoas dancar e pular a noite toda...mas eu na minha experiencia pessoal sempre as usei como forma de descontraccao e de abrir os portais da mente para conversas mais descontraidas e fluidas e sempre em casa!

Ou seja, o ambiente em que se toma a substancia e o estado de espirito em que se esta, influencia muito a experiencia.

Dito isto, e obvio que quem injecta heroina nas veias nao esta propriamente a procura de diversao...e sim de uma escapatoria para uma realidade por vezes tenebrosa de mais para ser enfrentada.

OBSERVADOR

Tendo crescido bem perto do bairro emblematico do problema das drogas –Casal Ventoso – desde cedo tive que lidar com a problematica das drogas e dos seus efeitos.

Quer por ser vitima de toxicodependentes a procura de dinheiro rapido para o proximo “chute” ( e aqui saliento as experiencias nada agradaveis de deparar-me com seringas embebidas em sangue e usadas como arma de extorsao de dinheiro) quer por ter crescido num ambiente onde vi os efeitos das drogas (nomeadamente heroina) na vida de amigos, conhecidos e familias.

Nao deixa de ser interessante relembrar-me que dos 12 rapazes com quem convivia e jogava futebol regularmente pelas ruas e jardins de Campo de Ourique so eu e outro rapaz nao nos deixamos levar pelo fenomeno.

2 cairam no fundo do poco...nem saindo mais do casal ventoso..depois de terem roubado tudo a amigos,pais,familia e vizinhos....mas depois de varios anos e varias tentativas de recuperacao parecem estar mais recuperados...mas para isso tiveram que cortar completamente com o bairro e zona onde cresceram e viveram.

8 morreram das mais variadas causas nomeadamente SIDA , Hepatite C ou Overdoses depois de uma longa degradacao fisica, psiquica e social que os viu fazerem as maiores barbaridades a pessoas que antes tinham por grandes amigos : roubos, violencia e inclusive um assassinato.

Um deles morreu debaixo de um comboio no tunel da avenida de ceuta onde ja completamente sem forcas vivia. Outro morreu de Tetano depois de ter sido atacado por um pau com pregos enquanto tentava fugir de um assalto mal sucedido...enfim..historias de degradacao urbana que me poderiam fazer falar nisto durante paginas e paginas...

Nunca me esquecerei da imagem de amigos que tive completamente degradados e esqueleticos subsistindo de “esmolas” dos traficantes e vasculhando por entre os algodoes e as seringas que os outros consumidores tinham descartado.

Essas imagens sempre me ficaram presentes na memoria, razao talvez pela qual nunca quis tocar na Heroina e ate hoje tenho uma marcada fobia a tudo o que inclua seringas e agulhas. Razao tambem porque so ja bastante mais tarde e noutro contexto tenha comecado a consumir as chamadas drogas..inclusive as chamadas drogas sociais....ja tinha mais de 17 anos quando consumi alcool...mais de 18 quando consumi cafe....mais de 22 quando fumei cigarros...23 quando fumei charros...28 quando experimentei outras drogas...

Este e um tema que nao se compactua com solucoes radicais nem supostamente milagrosas...nao serve de nada rotular drogados como facinoras demoniacos que deviam ser todos colocados num barco e afundados (como uma vez ouvi dizer) como tambem nao serve de nada glamorisar as drogas escamoteando os seus efeitos frequentemente perniciosos no organismo fisico e social das sociedades.

ECONOMIA E HISTORIA –

Existem variados e bons livros sobre a tematica das drogas ao longo da historia humana, apesar de raramente terem uma opiniao equilibrada sobre o assunto.

Uns resolvem divinizar as drogas (e ha drogas e drogas) como motor de arranque para a nossa consciencia, para as nossas artes, sentido do estetico ,etc.

Outros resolvem demonizar o assunto e carrega-lo com implicacoes tenebrosas sobre o futuro (ou nao futuro) das sociedades.

Uma coisa e certa..as drogas sao inerentes a cultura humana..nunca tivemos sociedades que nao procurassem os seus efeitos..seja por escapatoria..para dar coragem na batalha...para fins religiosos..etc.

E estudos demonstram que outros animais tambem procuram substancias alterantes da consciencia.

E que dizer da droga que mais sofrimento e transformacao trouxe e continua a trazer e a causar no mundo ? E nao..nao estou a falar do Alcool e sim do :

Acucar!

Por causa deste sociedades feudais se transformaram completamente....as descobertas foram feitas..milhoes de pessoas raptadas e escravizadas de um continente para outros.Tudo em nome da procura incessante de um pequeno ingrediente que mudou tao completamente a vida das populacoes que hoje em dia e quase inconcebivel imaginar como podemos nos um dia viver sem acucar.

Os seus efeitos ainda hoje se fazem sentir...e quando me falam do descalabro da sociedade actual decorrente do papao “drogas” so me da vontade de rir.....Conhecam a historia humana!

Quanto a economia...ha pois bem....segundo estudos a droga e o segundo negocio mais rentavel do mundo, a seguir ao trafico de armas...imagino la porque?

Ate cerca de metade do seculo XX as chamadas drogas duras eram coutada de governos e servicos secretos que dai retiravam dinheiro para os seus sacos azuis sem fundo!

Durante todo o seculo XIX as pessoas compravam opio e solucoes de opio(laudano), cocaina, heroina e afins nas farmacias..e nao foi por ai que veio a epidemia de drogas e de destruicao e de violencia...(sera que tem alguma coisa a ver com o controlo da pureza e qualidade da droga? Hmmmmm...)

A sanha contra a cocaina comecou no Reino Unido pelos anos 20, devido ao pavor da “boa” sociedade em ver as suas meninas a tomar cocaina e a comportarem-se de forma licenciosa...e dai veio a proibicao.

A sanha contra a Cannabis veio da necessidade de controlos economicos e restriccoes na economia norte americana no periodo de entre as guerras, mas nao tardou muito a transformar-se no papao verde...inclusive nota-se mt depressa as conotacoes racistas que lhe foram impostas....(de onde acham que vem o nome Marijuana??!)

Um belo e simples exemplo sobre o consumo de droga temo-lo naquela celebre cancao popular...” Ti anica ti anica..tia anica de loule..a quem deixaria ela a caixa do rape...”. Ou acham que os nossos avos nao tomavam drogas?Deve ser como tambem nao tinham sexo e eram respeitadores e respeitaveis...yeah right!

E alguem fala..ah..mas olha a colombia..a mortandade que por la vai....e a bolivia e afins...E? Qual e a novidade?
Os portugueses abriram colonias escravas para produzir acucar.... os Ingleses tiveram guerras contra os chineses para lhes impingir opio.

As casas de opio foram durante muito tempo visao comum em quase todas as cidades europeias? Volto a perguntar : o que ha de novo?

As drogas nao sao de hoje nem de ontem nem sao do amanha...e um fenomeno que sempre existiu e sempre existira!

Epa...como sempre as minhas tentativas de sistematizacao ja sairam furadas...mas pronto..em frente...falemos em discurso fluido. E mais nada!

O que ha de novo e este discurso demonizante e proibitivo....as drogas nunca foram vistas como algo altamente aceitavel mas tambem nao tinham esta carga negativa que hoje lhes pretende impor...como tambem nao tinham tantos grupos que ganham com esta historia toda da proibicao : policias, entidades de tratamento, clinicas privadas, etc etc....

Nao acho que ninguem se coloque na heroina so porque sim ..porque yah..e fixe ( e dito isto, tenho realmente conhecimento de uma pessoa que se meteu na Heroina por influencias do Trainspotting e da especie de glamour que ele viu no filme....coisa que alias nao vejo...mas enfim!).

Ora a sociedade?

Pois...mas que raio e a sociedade? A sociedade tem obviamente o direito de impor as suas concepcoes sobre os seus membros..senao nao seria uma sociedade seria outra coisa qualquer...

A questao e : que concepcoes?

- Se acharmos que o individuo deve ser subordinado ao valor comum, entao obviamente que drogas que o facam fechar sobre si mesmo nao tem qualquer interesse. Dai termos as experiencias historicas de embriagar tropas antes das batalhas para estimular a sua violencia..ou termos o exemplo actual dos EUA , o pais por excelencia do “expresso”, onde toda a economia anda propulsionada pelo ritmo da cafeina..... E impressao minha, oh o nosso estado portugues ha meia duzia de decadas nao dizia algo como “Consumir vinho e dar de comer a um milhao de portugueses?”

-Se acharmos que o nosso corpo e dadiva divina e como tal sagrado, obviamente que nao podemos conceber o conspurcamento desse corpo..tal coisa sera um crime!uma vergonha contra o criador!

-Se considerarmos que a vida terrena e um mar de lagrimas e uma forma de penitencia para pagar nao sei quantos pecados originais, obviamente que nao podemos suportar a ideia que o individuo possa querer buscar paraisos artificiais para escapar! Nem pensar!Estamos aqui para sofrer!

Ja Marx falava da questao do lumpen proletariat , aquela percentagem da populacao constituida por bebados, toxicodependentes,vadios e prostitutas, para os quais ele (para nao variar) tambem nao via futuro historico nem solucao!

E talvez venha daqui a grande questao : as condicoes sociais e psiquicas de certos grupos dentro da populacao geral.

Um exemplo :

Quando se fala no grande grau de adiccao das drogas nao raras vezes se refere um celebre estudo feito com ratinhos onde estes tinham a opcao de dar a uma alavanca e receber comida e agua e dar a outra alavanca e ter uma dose de droga. Os resultados mostravam que os animais preferiam morrer de fome e de sede mas nao paravam de tomar a droga! Conclusao apressada : AQUI ESTA A PROVA DO VICIO!

Ora bem, o que muito menos vezes e referido, e que anos mais tardes outro grupo de cientistas procurou replicar a experiencia mas alterando certas variaveis e os resultados foram os seguintes :

- Grupo A – ratos enfiados em jaulas o dia todo ( como todos os da experiencia anterior). Na sua maioria escolheram a alavanca da droga e morreram do vicio.

-Grupo B – ao inves de colocarem ratos em jaulas, criaram um ambiente aberto onde se procurou replicar o ambiente normal de vida desses animais. Resultado : a esmagadora maioria dos ratos decidiu nao escolher a alavanca da droga!

Estupefactos com a descoberta os cientistas resolveram alterar outra variavel : em vez de alavanca colocaram duas tinas com agua...uma tina com nutrientes normais e a outra com nutrientes normais mais acucar....os ratos decidiram pelo doce..e consumiram na sua maioria a tina com os nutrientes acucacarados...

Depois alteraram..e colocaram na solucao acucarada droga e na outra nutrientes normais e sem acucar....os ratos voltaram aos nutrientes normais recusando na sua maioria o consumo da solucao acucarada mas com drogas!

SERA QUE ISTO DA QUE PENSAR SOBRE AS INFLUENCIAS AMBIENTAIS SOBRE A PROPENSAO PARA O CONSUMO DE DROGA?

Ou seja, ratos aborrecidos, sem saidas, sem distracoes..escolheram na sua maioria tomar drogas..e “escapar”.,

Os ratos inseridos em ambiente saudavel..com relacoes de proximidade com outros ratos..nao escolheram o caminho da droga!


Podia falar de outras coisas..

- a questao dos shamans do passado ( que ao contrario de varios contos new age nunca foram simplesmente vistos como os ancioes sabios e bonzinhos e sim muitas vezes como perfidos e diabolicos feiticeiros...bem como ao facto da grande taxa de mortalidade da “profissao” shaman..que levava a poucos serem escolhidos ou desejados para essa funcao!)

- Portugal e as drogas ( o grande surto de droga, especialmente Heroina, aconteceu nos anos 80 , nao hoje em dia).

- Drogas e drogas ( Surtos de Cocaina nao sao o mesmo que de Heroina, que nao sao o mesmo que Crack ou Cristal – Meth)

- Mais uma vez podia enfatizar ainda mais a questao do lugar e estado de espirito ( tomar um acido numa praia de Goa com uma namorada que amemos nao traz os mesmos efeitos e experiencias que tomar um acido numa discoteca cheia de gente e com barulhos e movimentos de gente desconhecida).

- Enfim..tanta coisa...mas sinceramente nao tou com muita paciencia para escrever mais....a culpa e do trabalho!Essa droga!

Noutra altura falarei porque sou a favor da despenalizacao e desrepressao das drogas e achar que a guerra anti-drogas nao passa de justificacao para outras coisas!

PARA TERMINAR RESSALVO QUE ACIMA DE TUDO ISTO E UMA QUESTAO PESSOAL QUE TEM INEGAVEIS INFLUENCIAS NA SOCIEDADE MAS ACIMA DE TUDO...E UMA ESCOLHA PESSOAL!

Obrigado pela atencao.

Luis

Luis said...

Pedrocas,

eu nao sou propriamente um dos pela liberdade "tout court"....mas a minha contribuicao para a questao :

o exemplo do ben u ron e interessante porque tb demonstra como poderiam ser as drogas legalizadas..ias a medico..eram te receitadas..eras acompanhado..ou na pior da hipoteses, eram drogas manufacturadas com controlo de qualidade e com posologia de efeitos possiveis decorrentes da sua utilizacao.

Isso nao nega que nao existam intoxicacoes com os medicamentos legais...

Uma pequena provocacao :

Existe um estudo interessante referido num livro do Tony Robbins(penso que o Unlimited Power) sobre uma experiencia efectuada da seguinte maneira :

2 grupos :

a um foram dados estimulantes mas disseram-lhes que eram tranquilizantes...

a outro foram dados tranquilizantes mas dito que eram estimulantes...

Obviamente a maioria sentiu os efeitos reais da substancia..mas uma significativa percentagem (penso que cerca de 40% mas vou investigar melhor) sentiu os efeitos que pensava ser suposto sentir...ou seja....tiveram sono e relaxaram com os estimulantes...e ficaram mais dispertos,alertas e irrequietos com os tranquilizantes...

Nao deixa de dar que pensar....

Obviamente se tomas veneno podes dar muitas voltas..mas o mais certo e que morras na mesma....mesmo que penses ser elixir da vida...

eh eh eh

Antonio said...

Pedro 1-

Pedro o maozão! Nunca tem dúvidas e raramente...pensa! (quando o faz não da grande resultado!!!)

Pedro 2-

De facto a minha crónica nao era só sobre as drogas ilícitas, nem versava só sobre o proibicionismo. O que nao faltam para aí sao dependências legais e até por receita médica! E nao sao menos fortes do que as outras...mas sao menos penosas, pois nao te marginalizam, nem te poem em contacto com o mercado negro, nem sao tao visiveis...Embora tenham reflexos sociais (nomeadamente a nivel de relaçoes pessoais e capacidade de trabalho) tao grandes como as outras!

E é também por isso que sou a favor da legalizaçao.

E discordo dessa legalizaçao que trata os drogados como doentes!!! Muitos nao o sao. É apenas uma questao de consciência individual e estilo de vida!

E misturar antipirécticos (ou heroína, por exemplo) com cogumelos (ou outras drogas "psicadélicas" é apenas mais uma generalizaçao que produz (e é causada por ) ignorância!

Se comeres 20 gemas de ovo e 30 cafés de uma só vês…também vais para o hospital não? Mas ninguém o faz… e não vale a pena proibir essas “comidas” para o caso de alguém se descontrolar!!!

De resto fiquei sem perceber a tua opinião sobre todos estes assuntos... Ou era só para largar bombinha ( de mau cheiro)?

Luis:

O teu artigo está muito bom.

Como é longo recomendo a leitura directamente no teu blog...

Pego em algo que escreveste para eventualmente dar seguimentoa estes tópicos:" ACIMA DE TUDO ISTO E UMA QUESTAO PESSOAL QUE TEM INEGAVEIS INFLUENCIAS NA SOCIEDADE MAS ACIMA DE TUDO...E UMA ESCOLHA PESSOAL!"

Onde termina o direito á consciência (e opções praticas) individual e começa a legitimidade de interferências sociais? Nesta e em outras questões?
(Sem dar a resposta facil de que "está tudo integrado, unido e ligado)

Humor Negro said...

A diferença está nos efeitos secundários.

Pedro Miguel de Moura said...

Eu sou a favor da legalização das drogas, desde que devidamente acompanhadas por apoio médico. Já que vão sempre existir ao menos que o estado ganhe alguma coisa em impostos e não perca em policiamentos sempre com grandes buracos... Em 99% dos casos (não vou dizer 100% pois sou agnóstico em relação ao que não conheço totalmente e não céptico como o luisinho) os resultados dos cogumelos, canabis, yoga e outras drogas são alucinações e problemas psiquiátricos...
Por exemplo até em alguns defeitos oftalmológicos, a pessoa tem micrópsias, ou seja vê mesmo o mundo como sendo mais pequeno, fazendo-a sentir-se um gigante... Se essa pessoa vivesse há alguns séculos atrás se calhar dava uns contributos para o yoga sutra...?!
Não tenho nada contra as drogas mas também não tenho nada a favor: para quê ser dependente de efeitos externos para nos sentirmos bem ou ter delírios de união com o "infinito"? Eu sempre delirei sozinho lolololol

Pedro Miguel de Moura said...

O direito à consciência termina quando o cidadão deixa de produzir para a sociedade: no capitalismo deixa de pagar as contas, no comunismo...lol sei lá!

Antonio said...

Pedro,

Não me dispersando com as tuas dispersões, nem com as tuas provocações e misturadas, deixa ver se percebi.

Droga, que definiste como "substâncias externas" (tipo o ar e o seu oxigénio?) são dispensáveis. Quem nao as dispensa é alucinado e doente. E se aceitar tornar-se dependente de um médico e ser discriminado como doente não há mal em receitar-lhe umas doses??!!!

Tudo o que dá problemas psiquiatricos (tipo as paixões e o trabalho, as relações afectivas etc) são drogas? E alucinações, o que é isso? Define estado "normal" de consciência. E é tudo a mesma coisa?

Então se eu consumir heroína, mas nao tiver problemas nem necessidade de psiquiatria, não tenho alucinações??!!!E já agora: não sao os psiquiatras que sao tão famosos por drogar os seus pacientes, substituindo uma adicção por outra? E tantas vezes introduzindo os seus pacientes a adição quimica pesada, muitas vezes só porque eles não querem lidar "sóbrios" com uma desilusão qualquer da vida?

Acho que nessa furia constante que sao as teus julgamentos fazes grandes baralhadas... complicas o que estava simples e analisas de forma simplista o que é complexo.

Pelo menos concordamos que é ridiculo gastar absurdos em combate, que é ineficaz e até contraprocedente.

Quanto á questão que está interligada com esta:então se eu consomir heroína, e mesmo que seja um viciado dependente, mas continuar a produzir para a sociedade, e não chatear os outros com a minha adicção, o estado nao deve interferir com os seus proibicionismos!

Concordo.

Pedro Miguel de Moura said...

Tó, o artista das palavras... eu não disse substâncias externas, disse ser dependente de efeitos externos para estar bem (oxigénio é preciso para estar, só lolol)

O objectivo da psiquiatria não é tornar as pessoas dependentes do médico; não é uma seita, como algumas que tu conheces; mas por vezes acontece (por exemplo pessoas que nascem débeis cognitivamente ou como fase transitória do tratamento).

As paixões (deduzo que por outras pessoas) não dão problemas psiquiátricos, mais um jogo de palavras! A pessoa é que pode não conseguir lidar com elas. Agora o que define doença mental é uma questão muito controversa e sem consensos. Posso dar a minha opinião: doença mental é quando a pessoa não consegue fazer coping com o que a rodeia.

Sóbrios é usar drogas???
Se calhar esqueces-te que as pessoas estão desesperadas, a sofrer, os amigos também e buscam ajuda! Não é uma pessoa estar muito bem na sua drogazinha, com tudo a correr bem e chegar lá o médico: internado já! Pára de sonhar meu...


Longe de mim dispersar-te daquilo que queres ver...

abraço

Antonio said...

Jogos de palavras...que remédio! Querias o quê? Algum tipo de comunicação telepática, seja lá o que isso for?

Este também mais um:

"As paixões (deduzo que por outras pessoas) não dão problemas psiquiátricos, mais um jogo de palavras! A pessoa é que pode não conseguir lidar com elas"

"A pessoa é que pode não conseguir lidar com elas"

Não se pode dizer exactamente o mesmo em relação ao consumo de uma ou mais "drogas"?

Ou seja, se viveres bem com o teu consumo esse consumo deve ser objecto de proibição ou nao? E são doença porquê? se conviveres bem com elas, como é o caso de muitos...?

Pedro Miguel de Moura said...

lol axo q já disse que sou a favor da liberalização e que consumir drogas não é uma doença...
No entanto podem desencadear doenças psiquiátricas (consumo crónico, pessoas susceptíveis, etc), daí ser necessário o acompanhamento médico; drogas há muitas e todas são diferentes; até a mistura de algumas, o contexto ambiental e a resposta individual varia...

Agora isso do "viver bem" também tem muito que se lhe diga... o que é viver bem com uma droga? Um heroinómano que tenha sempre guita para a comprar vive bem?
E os putos que desenvolvem esquizofrenia com o consumo de canabinóides?
Define viver bem; e já agora define o que é ser saudável, já que o tipo de yôga que promoves reclama que faz "bem à saúde" (só a responder ao teu pedido para definir estado normal de consciência, que naturalmente não existe, mas existem estados saudáveis e estados patológicos...).

Antonio said...

Afinal estamos todos de acordo...

Enfim!

Antonio said...

Acerca das “drogas” X interferência social

Há casos clínicos, há casos problemáticos. Há casos problemáticos para o consumidor, e casos que transbordam muito o consumidor, afectando visivelmente a sociedade.

Creio que o vicio intenso QUASE nunca é positivo para o próprio e acaba por ter resultados negativos para os outros (menos os traficantes e os outros componentes do mercado negro, que também são parte da sociedade!!!!! Há sempre o outro lado…)

Mas ressalvo o QUASE.

E também por isso sou a favor da REGULARIZAÇAO/LEGALIZAÇÂO (e não liberalização) pelo estado. Para garantir mais qualidade e controle dos consumos. Para que haja menos tendência ao vício, para que haja menos problemas de qualidade que causam graves problemas, para que haja menos pressão sobre os consumidores...Para que haja menos viciados. Para que estes sejam menos doentes. Para que haja menos marginalização e crime, que são os maiores problemas da "droga".

Acho que creio que neste ponto da questão não há soluções fáceis (muitos menos definitivas) mas podemos conviver com as drogas de uma forma mais sana. Mais legal. E confiando um pouco mais no discernimento dos consumidores.

Antonio said...

Sobre definições:

Claro que definir as coisas nunca é fácil. A realidade nunca é unívoca. É contraditória e paradoxal. Não há unanimidades. As palavras ajudam a comunicar mas também são limitadas e têm a sua problemática! Por isso os julgamentos sumários e declarações bombásticas costumam ser bem hipócritas…

Mas vou tentar aqui umas definições relacionadas directamente ao tema:

Alimento: algo que contribui para o regular e “médio” funcionamento do sistema pessoal (físico, emocional, mental…)

Veneno: algo que contribui para a perda de capacidades e condições de funcionamento regular desse mesmo sistema

Medicamento: algo que contribui para que um sistema que está a funcionar abaixo da sua média, volte a recuperar esse estado médio.

Droga: generalização relativa a tantas coisas diversas que se pode encaixar em qualquer umas das anteriores e ainda em outras. Por exemplo: algo que sirva para elevar a média do sistema pessoal (físico, emocional, mental…).

Luis said...

mais uma achega historica pessoal :

e antes de entrar em grandes discursos filosoficos que ficarao para outro post.

1 - "luisinho" e o caralho! o meu nome e luis! eh eh eh

2- Efeito da Cannabis...

Eu posso falar da minha experiencia na medida em que posso abstrair-me dela e analisa-la!

A cannabis teve como aspectos positivos o desmontar de muitos "blocos" conservadores que a minha cabeca tinha em relacao a natureza, aos seres humanos, aos relacionamentos..e aos ciumes e insegurancas amorosas...isso para mim e um dado, alterou-me para melhor...

Aspectos negativos - acentuou e muito a minha tendencia paranoica e persecutoria...e tenho que lidar com isso constantemente..faco grandes filmes sobre as coisas e sobre as pessoas..e tenho que me dispertar desses filmes...porque senao dou por mim enredado em historias completamente desfazadas da realidade...

Valeu a pena a troca? Nao sei....esta feita.....como ja disse no texto nao ha coisas so com beneficios ou desvantagens....

Mas que produto nao tem trade-off?

Alcool?Trbalho?Amor?Sexo.....

Resta saber se estas desperto para as opcoes e para as consequencias....

Ora eu acordar de manha e fumar um charro faz de mim um desocupado maniaco ...

Se eu acordasse de manha com uma ereccao so de ouvir o Hino Nacional e desejasse era morrer pela patria..se calhar era considerado um rapaz as direitas, daqueles que hoje nao existem e fazem tanta falta...

Enfim.....

Luis said...

http://www.youtube.com/watch?v=8dk9gC3nw5Q

Antonio said...

"Valeu a pena a troca? Nao sei....esta feita.....como ja disse no texto nao ha coisas so com beneficios ou desvantagens...."

Não há Ctrl Z!Realmente nunca se sabe bem entre ganhos e perdas...se tás bem agora tudo contribuiu, foi bom. se tás mal, tudo pode ter sido a causa!

Já agora: como sabes que foi a cannabiis qu ete acentuou as tuas tendencias paranoides e persecutorias? Se esse for um dos efeitos tipicos desse consumo tamos perdidos, a avaliar pelas quantidades consumidas!Por outro lado conheço quem nunca provou e é bastante paranoide...Tá tudo F### de qualquer forma! lol

Mary wants a little Lamb said...

Experiência própria: usar drogas (qualquer tipo, porque também as vendo) é apenas um escape ou um possível tentativa de aproximação aos outros e de integração em determinados grupos.
Já usei vários tipos de drogas e muito sinceramente? Prefiro resolver os meus conflitos interiores consciente. Andar adormecido e a arrastar-se é o que fazem muitas pessoas que não têm rumo, ou pensam que têm, ou dizem que têm, e no final de contas... Nem se conhecem, não se aceitam, não pedem ajuda e muito menos admitem que não há problema nenhum em pedir essa ajuda.
Isto dava conversa para horas e eu tenho mais dois minutos, antes de tentar vender uma droga aparentemente inócua a quem não tem coragem de acordar para a luz, o amor, a vida ( o que lhe quiserem chamar).
Beijinhos, Tó

P.S. Mudei, porque também estou a mudar por dentro.