5.9.06

Compartilhando bons...

Momentos

São 13.00. Estou deitado. Absorvo os jactos intensos de energia solar. Abro os olhos lentamente. Volto a fechar. Volto a abrir para ter a certeza que isto não é um sonho.

A praia é linda. A mais bela onde já estive, costa azul e costa alentejana incluída. É daquelas que a arte de fotógrafos faz postais. Daquelas que revistas e agências vendem em negócios de milhões. Das que aparecem em filmes exóticos, de lugares longínquos. Mas esta está aqui ao lado de casa, nas “Astúrias: Paraíso Natural”!

O nome da placa é outro. Eu chamo-lhe: Éden.

Entro imediatamente no mar. A água está translúcida. Verde esmeralda. O chão, de areia, reflecte as ondas de luz. Paraíso.

Entro solto, sem nada que prenda a espontaneidade. Sem fato térmico, que a água do Cantábrico é morna no Verão. Sem “pés de pato”. Sem cordinha. Sem trapo algum, que no paraíso está-se naturalmente, como Adão e Eva vieram ao mundo. Se liberdade é desapego então está é uma experiência de pura libertação.

Partem, alternadamente três picos triangulares e altos de um bom metro. Ondas rápidas e curtas, mas intensas. Em pé e fortes, como eu gosto.

Ao meu lado, a poucos metros, levanta-se um grande paredão de pedra, permanentemente acariciado por ondas cruzadas que o beijam sem medo da rotina. É a direita desta baia abençoada. A luz matinal ainda não a despertou, e isso dá-lhe um ar ainda mais intimista.

Em frente um sentinela enorme disfarçado de rochedo resguarda ainda mais as portas do templo!

Uno-me com dezenas de ondas e através delas com todo o cosmos.

Por breves instantes lamento-me de não comungar com a minha prancha, que está a ser restaurada. Mas está bom de mais para penas. Regozijo-me pelo “Morey boogie Mach 7”, uma prancha absolutamente clássica, com a qual o maior surfista de todos os tempos ganhou muitos títulos mundiais. Com este elo me integro com a força do oceano. Arranco atrasado. Fico lá dentro. Ás vezes passo, até pelo interior. Tento “rolos” e “360”. Não acerto mas não faz a mínima diferença. Hoje, mais que nunca, tudo está absolutamente certo.

Grito vezes sem conta, de êxtase. Vida pura. Puro prazer.

Ser um Yôgi é unir todos os aspectos da consciência. Conseguir ser, ao mesmo tempo, absolutamente espontâneo na entrega e vivência, e também reflexivo, auto-consciente e experiente. Simultaneamente velho sábio e criança. Filosofia que une. Filosofia de vida. Hoje sou um Yôgi perfeito.

Após oito tentativas, saio do mar, depois de várias horas. Cá fora uma gatinha mia. Resisto pouco ao prazer. Volto a entrar. Agora sem prancha, ainda mais puro. Corpo e água directos e integrados em exemplar simbiose. Bodysurf. Os primórdios do meu surf. A origem de todo o surf.

É um sonho. É a mais pura realidade. Está perfeito. Dizer menos seria atraiçoar a criação. E se hoje é um dez absoluto, ontem foi um nove relativo.

Outros dias virão. Os tambores rugirão. Mas hoje não!

8 comments:

Pedro Miguel de Moura said...

Llanes? :)

Joana said...

É segredo....miau!

Pedro Miguel de Moura said...

Lol a mim cheira-me a gatos...(ou melhor a praia da Balota; ou quem sabe Otur :)

Pedro Miguel de Moura said...

eehheheh há coisas que é melhor n divulgar :P

um abraço e força p swasthya n alturas (oops n asturias :)

memento mori said...

agora que ja fizeram a vossa cena tipo clube do cebolinha...

em frente...

achei interessante o post...


bem haja

L

Antonio said...

Llanes... Hot, very hot!E peklo que já me disserem ainda há mais e melhor!!!!

Joana said...

Muito bonitas as praias mesmo...miau...

Anonymous said...

Ola!!!

Gostaria de saber como faço para incluir um link no seu site? Como faço?

Aguardo.

Jéssica Amaral
jessica@midiadigital.com.br - www.imoveiscuritiba.com.br
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